Procedimentos proibidos em cães: entenda os riscos e as proibições

Procedimentos proibidos em cães: entenda os riscos e as proibições

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Para Quem Tem Pressa:

Você sabia que a caudectomia e outros procedimentos estéticos são proibidos em cães no Brasil? Apesar de já terem sido populares, essas práticas trazem sérios riscos à saúde dos animais e são consideradas maus-tratos segundo a legislação vigente. Neste artigo, você vai entender quais intervenções são proibidas, por que representam um problema e como cuidar do seu pet de forma ética e segura.

Procedimentos proibidos em cães: entenda os riscos e as proibições

Os procedimentos proibidos em cães vêm sendo debatidos com cada vez mais rigor entre profissionais da saúde animal. Práticas como caudectomia, conchectomia e cordectomia, antes comuns por questões estéticas, são hoje proibidas por lei no Brasil. Essas cirurgias não trazem benefícios à saúde do animal e são vistas como formas de mutilação.

Desde 2013, a Resolução nº 877 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) proíbe essas intervenções quando não há indicação clínica. A norma protege os animais contra atos cruéis e reforça a responsabilidade dos tutores com o bem-estar dos pets.

O que é caudectomia e por que é proibida?

A caudectomia é a cirurgia de corte da cauda dos cães, feita sem necessidade médica. Por muitos anos, foi realizada para adequar o animal a padrões visuais de certas raças. Hoje, é considerada mutilação e entra na lista dos procedimentos proibidos em cães, salvo raras exceções terapêuticas.

Cortar a cauda compromete funções importantes, como o equilíbrio e a comunicação entre cães. Além disso, expõe o pet a riscos graves, como lesões na medula, infecções e dores crônicas.

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Impactos na saúde e comportamento animal

Além dos riscos cirúrgicos, os efeitos da caudectomia afetam diretamente o comportamento do animal. A cauda é um instrumento essencial na linguagem corporal dos cães. Sem ela, o pet pode apresentar dificuldade de socialização, medo e ansiedade.

Outro risco é o neuroma de amputação — formação de tecido cicatricial nos nervos cortados, que provoca dor intensa e limitações funcionais. Isso reforça a importância de que cirurgias só sejam feitas com real necessidade clínica, e não por mera estética.

Outros procedimentos proibidos em cães

Além da caudectomia, outras mutilações estéticas também são proibidas. Veja alguns exemplos de procedimentos proibidos em cães e gatos:

  • Conchectomia: corte das orelhas, geralmente para deixá-las pontudas.
  • Cordectomia: remoção das cordas vocais para silenciar o animal.
  • Onicectomia: retirada das garras, muito comum em gatos.

Todas essas práticas são ilegais quando não possuem indicação médica clara. A legislação brasileira classifica essas ações como maus-tratos, passíveis de punição.

Cuidados estéticos permitidos e recomendados

Nem todo cuidado estético é proibido. Banho, tosa higiênica, escovação de pelos e tratamentos dermatológicos são ações permitidas e recomendadas, desde que feitas com orientação veterinária.

A tosa higiênica, por exemplo, ajuda a manter a higiene e prevenir doenças de pele, especialmente em cães de pelo longo. No entanto, a tosa completa deve ser avaliada conforme a raça do pet, pois pode causar desequilíbrio térmico em algumas espécies.

É essencial que o tutor opte por práticas que valorizem a saúde e o conforto do animal, evitando qualquer tipo de sofrimento desnecessário.

A legislação protege o bem-estar animal

As resoluções do CFMV existem para garantir que os animais sejam tratados com respeito e dignidade. A prática de procedimentos proibidos em cães pode resultar em sanções tanto para o tutor quanto para o profissional que realizar a intervenção.

É dever de todos proteger os animais e combater os maus-tratos. Se você presenciar ou souber de algum caso de mutilação indevida, denuncie às autoridades competentes.

Conclusão

Os procedimentos proibidos em cães, como a caudectomia, conchectomia e cordectomia, são práticas que comprometem a saúde e o bem-estar dos animais e devem ser evitadas a todo custo. A legislação brasileira, por meio do Conselho Federal de Medicina Veterinária, protege os pets contra essas mutilações estéticas, garantindo que qualquer intervenção cirúrgica seja feita apenas por necessidade médica.

Priorizar cuidados estéticos seguros e orientados por profissionais qualificados é fundamental para promover qualidade de vida aos cães. Ao conhecer os riscos e proibições relacionados aos procedimentos proibidos em cães, os tutores podem agir de forma consciente, evitando maus-tratos e contribuindo para um convívio saudável e respeitoso com seus pets.

imagem: wikimedia


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