Confira o preço da soja saca de 60 kg em 32 praças do Brasil em 07/07/2026. Portos chegam a R$ 138,00 enquanto interior de MT e MS opera abaixo de R$ 115,00.
Para Quem Tem Pressa
O preço da soja saca de 60 kg neste dia 07/07/2026 expõe um cenário de extrema disparidade regional no mercado brasileiro. Enquanto os portos de Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR) operam nos tetos de R$ 138,00 e R$ 137,00, impulsionados pelos prêmios e pelo rali recente na Bolsa de Chicago devido ao clima no Meio-Oeste americano, praças do Centro-Oeste sofrem com a pressão logística. Em Canarana (MT), o grão é comprado a R$ 110,00, revelando uma diferença de até R$ 28,00 por saca em relação ao cais. Confira abaixo a tabela completa e auditada com os valores de compra em 32 cidades brasileiras.

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Mercado físico de soja opera sob forte disparidade regional em julho
O comportamento das cotações da oleaginosa no Brasil mostra que, embora as turbulências climáticas no Hemisfério Norte deem sustentação aos portos, o produtor que está longe do mar lida com uma realidade muito menos glamourosa. O preço da soja saca de 60 kg reflete fielmente o peso do frete e os gargalos de armazenagem nesta primeira semana de julho.
Em Chicago, as preocupações com as previsões de calor intenso e chuvas escassas no Corn Belt a partir do dia 10 de julho fizeram as cotações futuras dispararem quase 4% em sessões recentes. Isso garantiu que o Porto de Santos (SP) e Paranaguá (PR) mantivessem a firmeza nos R$ 137,00 na compra. Mas, conforme avançamos para o interior do país, o preço derrete na mesma velocidade em que as carretas acumulam quilômetros de poeira nas rodovias.
Tabela Completa: Preço da soja saca de 60 kg em 07/07/2026
Abaixo estão listados todos os valores nominais de compra praticados no mercado físico brasileiro, organizados por Unidade da Federação (UF) e município:
| UF | Cidade / Região | Valor de Compra (R$) |
| PR | Paranaguá | 137,00 |
| PR | Ponta Grossa | 131,00 |
| PR | Norte | 126,00 |
| PR | Oeste | 127,00 |
| PR | Sudoeste | 128,00 |
| RS | Rio Grande | 138,00 |
| RS | Missões | 128,00 |
| RS | Planalto Central | 128,00 |
| MT | Cuiabá | 117,50 |
| MT | Rondonópolis | 117,50 |
| MT | Primavera | 115,00 |
| MT | Canarana | 110,00 |
| MT | Sorriso | 114,00 |
| MT | Lucas do Rio Verde | 112,50 |
| MT | Campo Novo dos Parecis | 111,00 |
| MT | Sapezal | 111,00 |
| MS | Campo Grande | 116,00 |
| MS | Dourados | 116,00 |
| MS | S.G. Oeste | 112,00 |
| MS | Chapadão do Sul | 115,00 |
| DF | Brasília | 119,50 |
| GO | Mineiros | 118,00 |
| GO | Rio Verde | 119,00 |
| GO | Jataí | 118,00 |
| SP | Santos | 137,00 |
| SP | Rancharia | 127,00 |
| SP | Ourinhos | 127,00 |
| SP | Orlândia | 127,00 |
| MG | Uberlândia | 122,00 |
| MG | Uberaba | 122,00 |
| MG | Unaí | 119,50 |
| BA | Luis Eduardo Magalhães | 118,00 |
| MA | Balsas | 120,00 |
Análise das Praças: Sul e Sudeste seguram os melhores patamares
No Paraná, a distância entre o Porto de Paranaguá (R$ 137,00) e o Norte do estado (R$ 126,00) evidencia o impacto logístico interno. Ponta Grossa se mantém como um importante entreposto intermediário, sustentando os R$ 131,00, enquanto o Oeste e o Sudoeste balizam suas operações entre R$ 127,00 e R$ 128,00.
O Rio Grande do Sul registrou o maior valor nominal bruto desta rodada na praça de Rio Grande, atingindo R$ 138,00. Já o interior gaúcho — representado por Missões e Planalto Central — mostra total alinhamento operacional, ambos avaliados em R$ 128,00.
Em São Paulo, a força exportadora de Santos dita o teto de R$ 137,00, deixando as praças produtoras e de escoamento do interior paulista, como Rancharia, Ourinhos e Orlândia, rigorosamente empatadas em R$ 127,00. Minas Gerais apresenta estabilidade no Triângulo Mineiro, com Uberlândia e Uberaba sustentando R$ 122,00, enquanto Unaí, mais ao norte, recua ligeiramente para R$ 119,50.
Nota de Mercado: O prêmio nos portos tem compensado parte das oscilações cambiais cotidianas, mas a escassez de espaço nos armazéns regionais força o produtor do interior a aceitar margens bem mais estreitas para liberar espaço físico.
O cenário desafiador do Centro-Oeste e Matopiba
Mato Grosso, o gigante nacional da produção, ironicamente amarga os menores indicadores nominais devido à distância dos canais de escoamento e ao custo do frete interestadual. A capital Cuiabá e o polo de Rondonópolis registram R$ 117,50. No entanto, no coração do médio-norte e do leste mato-grossense, os valores despencam: Canarana opera no piso nacional de R$ 110,00, seguida por Campo Novo dos Parecis e Sapezal com R$ 111,00, e Sorriso com R$ 114,00.
Em Mato Grosso do Sul, o cenário guarda semelhanças. Campo Grande e Dourados empatam em R$ 116,00, enquanto Chapadão do Sul aparece com R$ 115,00 e São Gabriel do Oeste cai para R$ 112,00. Goiás exibe maior uniformidade geográfica com Rio Verde batendo R$ 119,00, ladeada por Mineiros e Jataí a R$ 118,00, colada ao teto do Distrito Federal, onde Brasília opera a R$ 119,50.
Por fim, nas fronteiras do Matopiba, a comercialização caminha em ritmo cadenciado. Em Balsas, no Maranhão, o preço da soja saca de 60 kg encontra sustentação em R$ 120,00, garantindo uma leve vantagem sobre Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, que fecha o balanço cotada a R$ 118,00.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 07/07/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Depositphotos.

