O preço do milho reage em julho de 2026 e supera o valor nominal de 2025 pela primeira vez no ano. Veja as projeções do Cepea e do mercado futuro.
Para Quem Tem Pressa
O preço do milho consolidou seu movimento de recuperação na segunda metade de 2026, quebrando uma sequência amarga de três meses consecutivos de queda. Na parcial de julho (avaliada até o dia 9), o valor médio do grão atingiu R$ 64,2 por saca, superando pela primeira vez no ano o valor nominal praticado no mesmo período de 2025. O mercado futuro acompanha o otimismo, projetando contratos de até R$ 70,8 para novembro, impulsionado por um cenário de estoques ajustados e alta simultânea da soja.
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Preço do milho em 2026 supera o de 2025 pela primeira vez em julho
O mercado de grãos brasileiro ganha um novo fôlego neste início de segundo semestre. O preço do milho (indicador Cepea) segue um firme movimento de recuperação, repetindo o comportamento sazonal de valorização observado no mesmo período em anos anteriores.
Apesar de a alta ainda ser considerada discreta pelos analistas, o significado prático desse avanço é enorme para o produtor rural: o valor físico do grão voltou a romper a barreira dos R$ 64,0 por saca em julho, posicionando-se acima do patamar nominal registrado em julho do ano passado — um feito inédito para o ano de 2026.
A virada do grão: Fim de três meses de quedas consecutivas
A trajetória recente trouxe alívio aos balanços financeiros do setor. A média parcial calculada para julho de 2026 (considerando dados consolidados até o dia 9) fixou o preço do milho em R$ 64,2 por saca.
Este resultado interrompeu abruptamente um ciclo de três meses consecutivos de desvalorização no mercado físico. Olhando retrospectivamente para o histórico de médias mensais do Cepea desde janeiro de 2020, o mercado vinha de patamares pressionados, mas reverteu a tendência ao ultrapassar a linha de corte nominal de julho de 2025.
Histórico Recente de Médias Mensais (Cepea - R$ por saca):- Julho/2024: R$ 57,2- Julho/2025: R$ 63,6- Julho/2026 (Parcial até dia 9): R$ 64,2
Mercado futuro: O que esperar para o segundo semestre?
Se o mercado físico sinaliza recuperação, as negociações na B3 indicam que o otimismo veio para ficar na segunda metade do ano, embora a volatilidade continue testando os nervos dos produtores.
O preço do milho projetado para os contratos de setembro de 2026 foi cotado a R$ 67,5 por saca no dia 9 de julho. Essa cotação precifica de forma clara a continuidade do movimento de valorização do grão, muito embora os analistas do Farmnews apontem que essa expectativa de alta já tenha apresentado picos maiores ao longo das primeiras semanas do mês.
Para os contratos de longo prazo, o cenário é ainda mais atrativo:
- Novembro de 2026: O valor futuro foi cotado a R$ 70,8 por saca (em 9 de julho).
- Comparativo Real: Esse indicador mantém a expectativa de alta real frente ao valor nominal médio de novembro de 2025, período em que o grão havia fechado cotado a R$ 67,6 por saca.
Mesmo com as oscilações diárias, o fato concreto é que o mercado futuro está operando com viés de alta, consolidando expectativas de preços superiores aos praticados no período correspondente de 2025.
O efeito cascata: Soja em alta e o mercado de fertilizantes
A recuperação nas lavouras não é um privilégio exclusivo do milho. Em perfeita sinergia, o preço da soja também voltou a subir no cenário nacional e internacional. Os fatores determinantes para o comportamento da oleaginosa incluem:
- O severo alerta climático nas áreas produtoras dos Estados Unidos (EUA).
- A volatilidade e o patamar atrativo do câmbio para exportação.
- A forte e persistente demanda externa.
Dados destacados pelo Farmnews reforçam que a busca mundial crescente por óleo de soja tem sido o pilar central para manter os estoques globais do complexo soja extremamente ajustados, mitigando o impacto baixista da ampla oferta do grão em termos de volume bruto.
Paralelamente a essas dinâmicas de preços, o balanço do agronegócio monitora de perto os custos de produção. Análises recentes mapearam as importações de fertilizantes pelo Brasil durante a primeira metade de cada ano, cobrindo o intervalo histórico entre 2018 e 2026, garantindo que o produtor tenha previsibilidade tanto na receita estimada pelo preço do milho quanto nas despesas de manejo do solo.
Imagem principal: Depositphotos.

