Preço do Milho surpreende: Alta no Sul, queda no Centro-Oeste

O preço do milho varia pelo Brasil: alta no Sul, queda no Centro-Oeste. Confira valores da saca de 60kg e onde o grão está mais barato.

Para Quem Tem Pressa

O preço do milho continua em movimento no mercado brasileiro: enquanto estados do Sul registram altas expressivas, como Porto Alegre (R$69,00), o Centro-Oeste apresenta valores bem mais baixos, com Sapezal e Sorriso (R$43,00). Essa diferença mostra como a geografia e a logística afetam diretamente a formação de preços.


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Panorama Geral do Preço do Milho

O mercado do milho no Brasil está marcado por fortes contrastes regionais. A saca de 60 kg pode ser encontrada de R$43,00 no Mato Grosso até R$69,00 no Rio Grande do Sul, revelando a importância do transporte, da demanda local e da exportação no cálculo final.


Preços por Região

Sul: valores mais altos

No Sul, o preço do milho tem se mantido elevado. Em Porto Alegre, o valor chega a R$69,00, seguido por Chapecó, Concórdia e Campos Novos, todas com R$68,00. Isso reflete a forte presença da indústria de proteína animal, que consome grande volume do grão.

  • Porto Alegre (RS): R$69,00
  • Chapecó (SC): R$68,00
  • Concórdia (SC): R$68,00
  • Erechim (RS): R$66,00

Centro-Oeste: milho mais barato

O Centro-Oeste concentra os preços mais baixos do Brasil, com destaque para Mato Grosso. Cidades como Sapezal e Sorriso registram apenas R$43,00 a saca. O excesso de oferta e os custos logísticos explicam a diferença em relação ao Sul.

  • Sapezal (MT): R$43,00
  • Sorriso (MT): R$43,00
  • Tangará da Serra (MT): R$44,00
  • Campo Verde (MT): R$47,00

Sudeste: estabilidade com variações

No Sudeste, os preços oscilam entre R$54,00 e R$64,09. A região acompanha os movimentos logísticos e também sofre influência da demanda do setor de ração.

  • São Paulo (SP): R$64,09
  • Campinas (SP): R$64,09
  • Patos de Minas (MG): R$54,00
  • Uberaba (MG): R$54,00

Nordeste: cotação relevante na Bahia

Na Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, o milho é negociado a R$62,00. A região tem papel estratégico no escoamento da produção do MATOPIBA.


O Que Explica Essas Diferenças?

  1. Logística: o transporte do milho do Centro-Oeste até os grandes centros consumidores eleva os custos.
  2. Demanda local: regiões com produção forte de aves e suínos pagam mais caro pelo grão.
  3. Exportações: portos como Paranaguá (R$64,00) ajudam a puxar os preços locais.

Humor leve

Se você mora no Sul, provavelmente já está pensando: “Esse milho está valendo mais do que ouro!”. Já no Mato Grosso, o produtor talvez sinta que está vendendo “pipoca sem sal” pelo preço de custo.


Conclusão

O acompanhamento do preço do milho no Brasil revela um cenário de contrastes marcantes entre regiões produtoras e consumidoras. Enquanto o Centro-Oeste apresenta os valores mais baixos do país — reflexo da grande oferta, proximidade das áreas de produção e desafios logísticos para escoamento —, o Sul se destaca com os preços mais altos, puxados pela demanda intensa da indústria de proteínas animais e pela necessidade de importação interna do grão.

No Sudeste, os preços se mantêm em patamares intermediários, influenciados pela proximidade com centros consumidores, mas também dependentes da logística de transporte. Já no Nordeste, a cotação em regiões estratégicas como Luís Eduardo Magalhães mostra o peso do MATOPIBA na consolidação do milho como commodity fundamental para o abastecimento nacional e internacional.

Essas diferenças regionais deixam claro que o mercado do milho é dinâmico e altamente sensível a fatores como logística, demanda local, exportações e sazonalidade da safra. Para o produtor, acompanhar diariamente os preços é essencial para definir o melhor momento de venda, aproveitando oscilações e oportunidades. Para a indústria, principalmente a de rações, monitorar essas variações significa ajustar custos e planejar estoques de forma estratégica.

Em síntese, o preço do milho não é apenas um indicador agrícola: ele reflete a engrenagem de toda a cadeia do agronegócio brasileiro, impactando desde o campo até o prato do consumidor final. O desafio — e também a oportunidade — está em entender que cada região conta uma história diferente, mas todas convergem para um ponto central: o milho continua sendo um dos pilares mais importantes da economia agrícola nacional.


Disclaimer

Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 04/09/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.

Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

Douglas Carreson

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