Preço do milho: Quanto o produtor está recebendo hoje no Brasil
O preço do milho varia entre regiões do Brasil, refletindo custos logísticos e demanda local. Confira tabela completa e análise atualizada do mercado.
🌽 Para Quem Tem Pressa
O preço do milho continua sendo um dos indicadores mais acompanhados pelos produtores rurais brasileiros. A variação entre estados mostra como o transporte, a demanda interna e as condições climáticas impactam diretamente na renda do campo. Nesta análise completa, você confere os valores atualizados da saca de 60 kg, comparando regiões e entendendo o que influencia o mercado nacional.
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O retrato atual do mercado do milho no Brasil
O milho é um dos pilares do agronegócio brasileiro, essencial para alimentação animal e exportações. O preço do milho reflete a dinâmica entre oferta, demanda, custos de frete e logística, e as decisões de plantio e estocagem tomadas ao longo do ano.
Neste cenário, o produtor rural observa não apenas o valor local, mas também como o preço se comporta em outros estados, o que ajuda na estratégia de comercialização e planejamento da próxima safra.
Embora o Brasil seja um dos maiores exportadores do mundo, o mercado interno ainda absorve grande parte da produção — especialmente por meio da pecuária e das indústrias de ração. O equilíbrio entre esses fatores define o valor que o produtor recebe na porteira.
📊 Tabela de Preços do Milho – Saca de 60 kg
| UF | Cidade | Preço de Compra (R$) |
|---|---|---|
| PR | Paranaguá | 68,00 |
| Campo Mourão | 62,00 | |
| Cascavel | 60,00 | |
| Maringá | 62,00 | |
| Ponta Grossa | 63,00 | |
| Guarapuava | 65,00 | |
| SP | São Paulo | 66,68 |
| Campinas | 66,68 | |
| Sorocaba | 62,73 | |
| Mogiana | 60,82 | |
| MS | Campo Grande | 53,00 |
| Dourados | 53,00 | |
| Chapadão do Sul | 53,00 | |
| Costa Rica | 53,00 | |
| MT | Rondonópolis | 52,00 |
| Campo Verde | 51,00 | |
| Tangará da Serra | 47,00 | |
| Sapezal | 47,00 | |
| Sorriso | 48,00 | |
| Lucas do Rio Verde | 48,50 | |
| GO | Itumbiara | 55,00 |
| Rio Verde | 55,00 | |
| MG | Uberaba | 59,00 |
| Uberlândia | 59,00 | |
| Unaí | 56,00 | |
| Patos de Minas | 59,00 | |
| SC | Chapecó | 66,00 |
| Concórdia | 68,00 | |
| Campos Novos | 67,00 | |
| Canoinhas | 66,00 | |
| RS | Erechim | 68,00 |
| Passo Fundo | 68,00 | |
| Porto Alegre | 72,00 | |
| BA | Luís Eduardo Magalhães | 56,00 |
O que explica as diferenças regionais
As variações no preço do milho entre estados podem ser explicadas por três fatores principais: logística, demanda local e disponibilidade de oferta.
Em regiões como o Mato Grosso, os custos logísticos de escoamento são elevados, já que boa parte da produção é destinada à exportação. O valor tende a ser menor justamente por causa da distância dos portos e dos grandes centros consumidores.
Por outro lado, estados do Sul e Sudeste, com forte presença da indústria de ração e produtores de suínos e aves, costumam apresentar valores mais altos. A demanda constante e o menor custo de transporte impulsionam o preço pago ao produtor.
Estratégias para o produtor rural
O produtor atento ao preço do milho deve considerar estratégias de comercialização que reduzam riscos. Contratos futuros, armazenamento próprio e diversificação de culturas são caminhos que garantem maior estabilidade financeira ao longo do ano.
Além disso, acompanhar relatórios de safra, estoques e movimentações de exportação ajuda na tomada de decisão sobre o momento ideal de venda.
Outra prática eficiente é o uso de cooperativas e associações para negociar em conjunto, garantindo poder de barganha e condições mais competitivas. Em alguns casos, o produtor consegue até acessar fretes mais baratos, melhorando a margem final.
Impactos do cenário internacional
O mercado global também influencia diretamente o preço do milho brasileiro. Mudanças na produção dos Estados Unidos, maior consumidor e exportador mundial, ou oscilações na demanda da China, impactam as cotações internas.
Taxas de câmbio e acordos comerciais podem alterar o ritmo das exportações, refletindo no valor de compra no mercado doméstico.
Além disso, o avanço da biotecnologia e o uso de híbridos mais resistentes têm permitido produtividade maior por hectare, o que, a longo prazo, ajuda o Brasil a manter competitividade sem depender exclusivamente de variações externas.
Um olhar para o futuro
Os próximos meses serão decisivos para o planejamento da safra seguinte. O preço do milho deve continuar sendo observado com atenção, especialmente diante das mudanças climáticas e da crescente demanda por biocombustíveis.
Com políticas agrícolas mais modernas e investimento em armazenagem, o Brasil tem potencial para fortalecer ainda mais sua posição global — e, ao mesmo tempo, oferecer ao produtor maior previsibilidade de renda.
Conclusão
Mais do que um número, o preço do milho é um termômetro da economia rural brasileira. Ele reflete a eficiência da cadeia produtiva, os custos logísticos e o poder de organização dos produtores.
Com informação e estratégia, é possível transformar as oscilações de mercado em oportunidades — e garantir que o campo continue sendo o motor da economia nacional.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 05/11/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

