Preço do milho surpreende: Diferenças de até R$25 por saca

O preço do milho saca 60 kg varia até R$25 entre regiões. Veja onde comprar mais barato e como isso impacta produtores e consumidores.

Para Quem Tem Pressa

O preço do milho saca 60 kg apresenta forte variação entre estados brasileiros, indo de R$44,00 em Sapezal (MT) até R$69,00 em Campos Novos (SC). Essa diferença de R$25 por saca afeta diretamente o custo da ração animal, margens da indústria e o bolso do produtor.


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Panorama Geral do Preço do Milho

O mercado do milho continua sendo um dos mais voláteis do agronegócio brasileiro. A análise recente mostra que o preço do milho saca 60 kg oscila significativamente de acordo com a região, refletindo logística, oferta local, demanda interna e exportações.

  • Menores preços: Mato Grosso lidera com valores próximos a R$44,00 (Sapezal).
  • Maiores preços: Santa Catarina e Rio Grande do Sul superam R$68,00, puxados pela forte demanda da suinocultura e avicultura.
  • Média nacional: varia em torno de R$58 a R$62.

Preço do Milho por Região

UFCidadePreço (R$)
PRParanaguá65,00
PRCampo Mourão58,00
PRCascavel60,50
PRMaringá58,00
PRPonta Grossa62,00
PRGuarapuava63,00
SPSão Paulo64,92
SPCampinas64,92
SPSorocaba58,76
SPMogiana59,83
MSCampo Grande52,00
MSDourados52,00
MSChapadão do Sul51,00
MSCosta Rica51,00
MTRondonópolis50,00
MTCampo Verde49,00
MTTangará da Serra45,00
MTSapezal44,00
MTSorriso45,00
MTLucas do Rio Verde47,00
GOItumbiara53,00
GORio Verde53,00
MGUberaba54,00
MGUberlândia54,00
MGUnaí55,00
MGPatos de Minas54,00
SCChapecó68,00
SCConcórdia68,00
SCCampos Novos69,00
SCCanoinhas67,00
RSErechim66,00
RSPasso Fundo66,00
RSPorto Alegre69,00
BALuis Eduardo Magalhães62,00

Paraná e São Paulo: Polos logísticos

No Paraná, os valores vão de R$58,00 em Maringá até R$65,00 em Paranaguá, evidenciando a influência dos portos. Já em São Paulo, São Paulo e Campinas registram R$64,92, enquanto Sorocaba marca R$58,76.

Mato Grosso do Sul e Goiás: Competitividade

Os preços variam entre R$51,00 e R$53,00, reforçando o papel do Centro-Oeste como celeiro exportador. O custo logístico, entretanto, pressiona os produtores locais.

Mato Grosso: Milho mais barato do Brasil

Com destaque para Sapezal (R$44,00) e Tangará da Serra (R$45,00), o estado apresenta os menores preços do país. Essa diferença expressiva ocorre pela alta produção e distância dos principais portos consumidores.

Sul do Brasil: Milho valorizado

Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a escassez relativa de grãos eleva o preço. Campos Novos (SC) e Porto Alegre (RS) chegam a R$69,00, refletindo a dependência da compra interestadual.


Impacto Econômico

O preço do milho saca 60 kg é decisivo para três setores:

  1. Produtores rurais: em regiões de preço baixo, margens ficam mais apertadas.
  2. Indústria de rações: custos maiores em SC e RS pressionam o setor de carnes.
  3. Consumidor final: variações podem refletir no preço da carne bovina, suína e de frango.

Segundo a Embrapa, cada R$1 de variação no milho pode gerar reflexos significativos na cadeia de proteína animal.


Tendências para 2025

Especialistas apontam três movimentos-chave:

  • Exportações firmes: a demanda da China e de outros países da Ásia deve sustentar preços.
  • Clima incerto: chuvas irregulares podem afetar a segunda safra.
  • Câmbio: valorização do dólar favorece exportadores e encarece o grão internamente.

Um leve toque irônico: parece que o milho anda mais volátil do que novela das nove — todo dia um capítulo novo no mercado.


Conclusão

A análise do preço do milho saca 60 kg revela um cenário de contrastes marcantes no mercado brasileiro. A amplitude dos valores, que vai de R$44,00 em Sapezal (MT) até R$69,00 em Campos Novos (SC) e Porto Alegre (RS), mostra como fatores regionais, logísticos e de demanda moldam a precificação do grão.

No Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, os preços mais baixos refletem a elevada produção aliada à distância dos portos exportadores. O excesso de oferta local pressiona as cotações, o que garante competitividade para a exportação, mas reduz a margem de lucro do produtor que não consegue escoar a produção com agilidade.

No Sul, o movimento é inverso: a forte demanda da suinocultura e avicultura mantém os preços entre os mais altos do país. Essa realidade impõe custos elevados para indústrias de ração e produtores de proteína animal, impactando indiretamente o consumidor final, que pode sentir no bolso o aumento do preço das carnes.

Já em estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais, observa-se uma faixa intermediária, com valores entre R$58,00 e R$65,00, muito influenciados pela proximidade de centros consumidores e corredores logísticos.

Do ponto de vista econômico, essa variação regional reforça a necessidade de estratégias diferenciadas:

  • Produtores do Centro-Oeste precisam buscar alternativas de escoamento, como contratos de exportação antecipados ou investimentos em armazenagem.
  • Indústrias do Sul e Sudeste devem diversificar fornecedores e explorar contratos de longo prazo para reduzir a exposição à volatilidade.
  • Consumidores e pecuaristas precisam acompanhar as cotações para ajustar seus custos e estratégias de compra.

Olhando para frente, 2025 deve continuar a ser um ano de forte influência do clima, da taxa de câmbio e da demanda internacional, sobretudo da China. Pequenas variações nesses fatores podem manter o milho como um dos ativos agrícolas mais dinâmicos — e, por vezes, imprevisíveis.

Em resumo, o preço do milho saca 60 kg é mais do que uma simples cotação: ele é um termômetro do agronegócio nacional, refletindo os desafios logísticos, a força da exportação e a importância do grão na segurança alimentar global. Monitorar essas variações não é apenas estratégico — é vital para toda a cadeia produtiva.


Disclaimer

Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 08/09/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.

Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

Douglas Carreson

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