O preço do milho volta a subir em julho, supera os patamares de 2025 e projeta valorização na B3 até 2027. Confira a análise completa do mercado agrícola.
Para Quem Tem Pressa
O preço do milho iniciou uma trajetória ascendente em julho de 2026, superando os patamares praticados no mesmo período de 2025 e sinalizando valorização contínua na B3 para todos os contratos futuros até julho de 2027. Com o valor físico no Cepea encostando em R$ 65,0 por saca em 17 de julho — seu maior nível desde maio —, o mercado já precifica cotações acima de R$ 70,0 por saca a partir de setembro de 2026, com o contrato de março de 2027 atingindo o pico de R$ 76,20. Essa forte tendência de alta é sustentada pela queda de 2,1% nas estimativas do estoque mundial da safra 2026/27 e pela redução de 9,8% nas reservas brasileiras.
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Recuperação no físico e rali nos contratos futuros da B3
O mercado físico do grão deu sinais claros de reação. O preço do milho mensurado pelo Cepea voltou a se aproximar do patamar de R$ 65,0 por saca em 17 de julho — especificamente cotado a R$ 64,94 por saca —, registrando a maior cotação nominal desde o final do mês de maio. Apesar deste rali recente, o grão ainda acumula saldo negativo no comparativo anual em relação ao valor registrado no encerramento de 2025.
Paralelamente, no mercado futuro da B3, o comportamento dos preços demonstra otimismo ainda maior. Para todos os contratos com vencimento em aberto e de maior liquidez, o preço do milho se mantém estritamente acima da referência do mercado físico (Cepea), consolidando e sustentando o movimento de valorização iniciado durante o mês de julho.
Projeções e curva de preços até julho de 2027
A expectativa desenhada pelos dados do mercado futuro em 17 de julho aponta que a saca voltará a operar com folga acima de R$ 70,0 a partir de setembro de 2026, ultrapassando substancialmente o valor nominal praticado no mesmo período do ano anterior.
O contrato futuro com vencimento em março de 2027 destaca-se ao atingir a maior cotação da curva projetada na B3. No entanto, é importante ressaltar que rigorosamente todas as posições futuras projetam alta na comparação direta com o mesmo período do ano passado.
Abaixo estão os valores exatos de ajuste observados no dia 17 de julho de 2026, comparando o preço no mercado físico e os futuros na B3:
- Mercado Físico (Cepea): R$ 64,94 por saca
- Setembro de 2026 (set-26): R$ 68,92 por saca (contra R$ 64,77 no mesmo período do ano anterior)
- Novembro de 2026 (nov-26): R$ 72,76 por saca (contra R$ 67,55 no ano anterior)
- Janeiro de 2027 (jan-27): R$ 75,07 por saca (contra R$ 67,88 no ano anterior)
- Março de 2027 (mar-27): R$ 76,20 por saca (contra R$ 70,90 no ano anterior)
- Maio de 2027 (mai-27): R$ 75,49 por saca (contra R$ 65,60 no ano anterior)
- Julho de 2027 (jul-27): R$ 72,60 por saca (contra R$ 64,43 no ano anterior)
Estoques globais e nacionais em queda impulsionam cotações
Para além das oscilações de curto prazo, o fundamento por trás de onde o preço do milho pode chegar reside na revisão dos estoques operacionais globais. Em julho de 2026, o relatório internacional revisou para baixo os estoques mundiais de milho para a safra 2026/27, estimando-os em 275,26 milhões de toneladas — um recuo de 2,1% frente às 281,22 milhões de toneladas estimadas em junho.
No âmbito doméstico brasileiro, o estoque final na safra 2026/27 deve sofrer uma retração expressiva de 9,8% na comparação com o ciclo anterior, recuando para 11,10 milhões de toneladas.
Em termos relativos globais, as maiores reduções de estoque em relação à safra passada ocorrerão no México e na Índia, nessa ordem. Já ao considerar as revisões negativas em relação às projeções do mês anterior (junho versus julho), o grande destaque de queda ficou por conta dos Estados Unidos e da União Europeia.
Panorama do mercado de soja em julho de 2026
Acompanhando o apetite comprador verificado nos grãos, a soja também operou em movimento de recuperação ao longo de julho. A commodity zerou totalmente as perdas acumuladas ao longo de 2026 e atingiu o maior patamar médio anual. Até o dia 17 de julho, o valor médio mensal da soja cravou R$ 139,1 por saca, superando com folga a média nominal registrada em julho de 2025 (R$ 136,9 por saca).
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 20/07/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: CEPEA, IMEA, SCOT CONSULTORIA e diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.

