Confira a cotação da saca de milho de 60 kg nas principais praças do país. Levantamento detalhado mostra preços entre R$ 48,00 e R$ 73,00 no mercado físico.
Para Quem Tem Pressa
As cotações do milho no mercado físico brasileiro apresentam ampla divergência regional, variando de R$ 48,00 por saca de 60 kg em Lucas do Rio Verde (MT) a R$ 73,00 em Porto Alegre (RS). O levantamento, que abrange 34 cidades em nove estados produtores e consumidores, indica que os custos logísticos, a distância dos portos e a oferta concentrada no Centro-Oeste continuam a pressionar os valores no interior do país, enquanto praças do Sul e Sudeste mantêm patamares mais elevados devido à demanda consumidora e ao consumo de ração animal.
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Cotação do milho evidencia forte disparidade regional no mercado nacional
O mercado físico do milho no Brasil opera sob forte influência da geografia logística e do equilíbrio entre oferta regional e demanda industrial. Dados levantados em 34 praças comerciais espalhadas por nove estados (Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia) mostram uma diferença expressiva de 52,08% entre o menor e o maior valor negociado no país.
Enquanto municípios polos da alta produção do Centro-Oeste registram as menores cotações, os centros consumidores de proteína animal do Sul e as praças estratégicas do Sudeste sustentam os patamares mais altos do mercado físico. Todos os valores referem-se à saca de 60 kg, sem inclusão de frete, para pagamento à vista e entrega imediata.
| UF | Cidade | Preço de Compra (R$/saca 60kg) |
| PR | Paranaguá | R$ 69,00 |
| PR | Campo Mourão | R$ 61,00 |
| PR | Cascavel | R$ 62,00 |
| PR | Maringá | R$ 61,00 |
| PR | Ponta Grossa | R$ 65,00 |
| PR | Guarapuava | R$ 68,00 |
| SP | São Paulo | R$ 70,69 |
| SP | Campinas | R$ 70,69 |
| SP | Sorocaba | R$ 64,26 |
| SP | Mogiana | R$ 62,93 |
| MS | Campo Grande | R$ 55,00 |
| MS | Dourados | R$ 55,00 |
| MS | Chapadão do Sul | R$ 57,00 |
| MS | Costa Rica | R$ 57,00 |
| MT | Rondonópolis | R$ 52,50 |
| MT | Campo Verde | R$ 51,00 |
| MT | Tangará da Serra | R$ 50,00 |
| MT | Sapezal | R$ 50,00 |
| MT | Sorriso | R$ 50,00 |
| MT | Lucas do Rio Verde | R$ 48,00 |
| GO | Itumbiara | R$ 60,50 |
| GO | Rio Verde | R$ 60,50 |
| MG | Uberaba | R$ 63,00 |
| MG | Uberlândia | R$ 63,00 |
| MG | Unaí | R$ 64,00 |
| MG | Patos de Minas | R$ 63,00 |
| SC | Chapecó | R$ 70,00 |
| SC | Concórdia | R$ 71,00 |
| SC | Campos Novos | R$ 70,00 |
| SC | Canoinhas | R$ 69,50 |
| RS | Erechim | R$ 67,00 |
| RS | Passo Fundo | R$ 67,00 |
| RS | Porto Alegre | R$ 73,00 |
| BA | Luís Eduardo Magalhães | R$ 65,00 |
Centro-Oeste registra as menores cotações com pressão de oferta
O estado do Mato Grosso apresenta os preços mais baixos para a compra do grão, refletindo a elevada disponibilidade local do grão e o gargalo do transporte até os centros de consumo final ou portos de exportação.
Em Lucas do Rio Verde (MT), a saca de 60 kg foi cotada a R$ 48,00, figurando como o menor valor entre todas as praças pesquisadas. Outros municípios mato-grossenses acompanham a tendência de piso no mercado:
- Sorriso (MT): R$ 50,00
- Sapezal (MT): R$ 50,00
- Tangará da Serra (MT): R$ 50,00
- Campo Verde (MT): R$ 51,00
- Rondonópolis (MT): R$ 52,50
No Mato Grosso do Sul, as cotações também seguem em níveis comedidos. Campo Grande e Dourados sustentam negócios a R$ 55,00, enquanto Chapadão do Sul e Costa Rica registram R$ 57,00. Em Goiás, a estabilidade predomina com Itumbiara e Rio Verde comercializando o insumo a R$ 60,50 a saca.
Região Sul encabeça os maiores valores do país
Em sentido oposto, a Região Sul concentra as maiores cotações da saca de milho. A combinação de forte demanda por parte da agroindústria de avicultura e suinocultura com a menor escala de área frente ao Centro-Oeste sustenta o valor do cereal.
Em Porto Alegre (RS), a saca atingiu R$ 73,00, o teto do levantamento nacional. No Rio Grande do Sul, as praças de Erechim e Passo Fundo operam em R$ 67,00.
Santa Catarina apresenta a média estadual mais alta entre as regiões avaliadas. As praças catarinenses registram:
- Concórdia (SC): R$ 71,00
- Chapecó (SC): R$ 70,00
- Campos Novos (SC): R$ 70,00
- Canoinhas (SC): R$ 69,50
No Paraná, estado estratégico pela conectividade logística e presença industrial, há uma divisão clara entre as regiões produtoras e o Porto de Paranaguá. Enquanto Campo Mourão e Maringá negociam a saca a R$ 61,00, Cascavel marca R$ 62,00, Ponta Grossa alcança R$ 65,00, Guarapuava chega a R$ 68,00 e Paranaguá atinge R$ 69,00.
Mercado do Sudeste e Nordeste mantém firmeza comercial
Em São Paulo, a proximidade com grandes centros urbanos e industriais eleva a precificação do cereal. São Paulo (capital) e Campinas registram R$ 70,69 por saca, seguidas por Sorocaba (R$ 64,26) e a região da Mogiana (R$ 62,93).
Em Minas Gerais, as cotações do Triângulo Mineiro e Noroeste do estado mostram homogeneidade. As praças de Uberaba, Uberlândia e Patos de Minas trabalham com o preço de R$ 63,00, enquanto Unaí registra R$ 64,00.
Na Bahia, o polo agrícola de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, tem a saca precificada a R$ 65,00 para entrega imediata.
Análise: Fundamentos por trás da dispersão de preços
A análise indica que a disparidade de R$ 25,00 por saca entre Mato Grosso e o Rio Grande do Sul reforça o peso determinante do frete rodoviário e da distribuição regional sobre a margem final do produtor e do comprador.
Em termos absolutos, a média simples apurada entre todas as 34 praças pesquisadas é de R$ 61,96 por saca. O fato de que praças de consumo intensivo operam com ágio superior a 50% em relação às praças de origem no Centro-Oeste sugere que qualquer oscilação nas tarifas de frete ou na logística de escoamento pode impactar rapidamente as cotações nas pontas consumidoras.
Projeções e dinâmicas de preços futuros permanecem sujeitas a variações climáticas, ritmo das exportações e custos de frete rodoviário no país.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 10/09/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Cepea e diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.
