saca de milho
O preço do milho saca de 60 kg apresenta forte disparidade regional neste sábado (13/06). Enquanto os portos e estados do Sul operam nos maiores patamares do país — com Porto Alegre (RS) liderando a R$ 67,00 e Paranaguá (PR) a R$ 66,00 —, o coração produtor do Centro-Oeste enfrenta pressões severas. Em Sorriso (MT), o grão atinge a mínima nacional, negociado a R$ 39,00. O cenário reforça os desafios logísticos e a forte influência do escoamento na rentabilidade do produtor.
Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.
Acompanhe as cotações de soja, milho, boi gordo, vaca gorda, novilha gorda e boi China
O mercado nacional de grãos amanhece neste sábado com um desenho muito claro de como a geografia e a logística mandam no bolso do produtor brasileiro. O preço do milho saca de 60 kg expõe uma realidade de extremos: o mesmo produto que ultrapassa a barreira dos R$ 66,00 perto do mar, sofre para se sustentar acima dos R$ 40,00 nas regiões com maior saturação de oferta interna.
Com o avanço dos negócios e as movimentações de final de semana, a comercialização reflete a necessidade de escoamento da safrinha e a disputa entre o abastecimento das granjas locais e o corredor de exportação.
| UF | Cidade | Preço de Compra (R$) |
| PR | Paranaguá | 66,00 |
| PR | Campo Mourão | 59,00 |
| PR | Cascavel | 58,00 |
| PR | Maringá | 59,00 |
| PR | Ponta Grossa | 60,00 |
| PR | Guarapuava | 60,00 |
| SP | São Paulo | 64,06 |
| SP | Campinas | 64,06 |
| SP | Sorocaba | 61,11 |
| SP | Mogiana | 56,43 |
| MS | Campo Grande | 50,00 |
| MS | Dourados | 50,00 |
| MS | Chapadão do Sul | 53,00 |
| MS | Costa Rica | 53,00 |
| MT | Rondonópolis | 45,00 |
| MT | Campo Verde | 44,00 |
| MT | Tangará da Serra | 43,50 |
| MT | Sapezal | 43,50 |
| MT | Sorriso | 39,00 |
| MT | Lucas do Rio Verde | 40,00 |
| GO | Itumbiara | 51,00 |
| GO | Rio Verde | 51,00 |
| MG | Uberaba | 54,50 |
| MG | Uberlândia | 54,50 |
| MG | Unaí | 55,00 |
| MG | Patos de Minas | 55,00 |
| SC | Chapecó | 66,00 |
| SC | Concórdia | 66,00 |
| SC | Campos Novos | 66,00 |
| SC | Canoinhas | 65,50 |
| RS | Erechim | 64,00 |
| RS | Passo Fundo | 64,00 |
| RS | Porto Alegre | 67,00 |
| BA | Luís Eduardo Magalhães | 55,50 |
Quem tem milho perto dos grandes centros de consumo de proteína animal ou das rotas de exportação está rindo à toa — ou quase. No Rio Grande do Sul, a praça de Porto Alegre lidera as cotações nacionais, com o preço do milho saca de 60 kg fixado em firmes R$ 67,00.
Em Santa Catarina, estado historicamente deficitário no grão e grande polo agroindustrial, o mercado mantém um teto linear e elevado. Chapecó, Concórdia e Campos Novos sustentam negócios a R$ 66,00, enquanto Canoinhas aparece logo atrás com R$ 65,50.
No Paraná, a referência portuária de Paranaguá dita o ritmo a R$ 66,00. No interior paranaense, contudo, a pressão da colheita começa a puxar os fretes e morder as margens: Ponta Grossa e Guarapuava registram R$ 60,00, enquanto Cascavel exibe R$ 58,00.
Se o Sul opera no topo, o Mato Grosso vive uma realidade completamente paralela. Quem cultiva no estado sabe que produzir muito é a regra, mas escoar é a grande arte. Em Sorriso, a capital nacional do agronegócio, o preço do milho saca de 60 kg bateu a mínima de R$ 39,00. Lucas do Rio Verde não fica muito longe, registrando R$ 40,00.
Essa diferença de quase R$ 30,00 por saca em relação a Porto Alegre não é feitiçaria, é logística pura (e cruel). Tangará da Serra e Sapezal operam a R$ 43,50, evidenciando o peso que o frete exerce sobre o valor pago ao produtor na fazenda.
No Mato Grosso do Sul, o cenário é intermediário, com Campo Grande e Dourados cotados a R$ 50,00, beneficiados por uma proximidade geográfica ligeiramente melhor com as indústrias paulistas e paranaenses.
| Estado (UF) | Maior Preço Registrado | Menor Preço Registrado |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 67,00 (Porto Alegre) | R$ 64,00 (Erechim / Passo Fundo) |
| Santa Catarina (SC) | R$ 66,00 (Chapecó / Concórdia) | R$ 65,50 (Canoinhas) |
| Paraná (PR) | R$ 66,00 (Paranaguá) | R$ 58,00 (Cascavel) |
| São Paulo (SP) | R$ 64,06 (São Paulo / Campinas) | R$ 56,43 (Mogiana) |
| Minas Gerais (MG) | R$ 55,00 (Unaí / Patos de Minas) | R$ 54,50 (Uberaba / Uberlândia) |
| Goiás (GO) | R$ 51,00 (Rio Verde / Itumbiara) | R$ 51,00 (Estável) |
| Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 53,00 (Chapadão / Costa Rica) | R$ 50,00 (Campo Grande / Dourados) |
| Mato Grosso (MT) | R$ 45,00 (Rondonópolis) | R$ 39,00 (Sorriso) |
O mercado paulista segue como o principal termômetro de balcão para o consumo interno do Sudeste. A capital paulista e a região de Campinas registram estabilidade técnica em R$ 64,06. Já Sorocaba opera em R$ 61,11, e a Mogiana fecha a tabela paulista a R$ 56,43 para a compra.
Em Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba mostram um mercado lateralizado, quase combinado. Uberaba e Uberlândia compram a R$ 54,50, enquanto Unaí e Patos de Minas pagam R$ 55,00. É o preço do milho tentando encontrar sustentação diante de uma demanda que compra apenas “da mão para a boca”.
No Nordeste, a praça de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, mantém a referência regional estável em R$ 55,50, mostrando que o Matopiba segue um ritmo próprio de comercialização nesta temporada.
A disparidade regionalizada deve continuar ditando o comportamento do setor. Com o avanço das colheitadeiras pelo país, as praças do Centro-Oeste podem enfrentar ainda mais pressão de armazenamento, o que obriga o produtor a desovar o grão mesmo a preços achatados.
Por outro lado, a firmeza nos portos sinaliza que a janela de exportação continua atrativa, atuando como uma válvula de escape essencial para que o mercado interno não entre em colapso total de preços. Para o produtor, o foco total deste período deve ser a gestão de custos e a busca por oportunidades estratégicas de travamento de frete.
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 13/06/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.
O preço dos fertilizantes registra recuo expressivo puxado pela ureia no Porto de Paranaguá. Entenda…
O preço do bezerro recua em junho impulsionado pelo maior peso dos animais, mas mantém…
Como a Reforma Tributária afeta o produtor rural? Entenda o impacto da CBS na safra…
Um detalhe simples no armazenamento dos pimentões frescos pode fazer diferença na textura, no sabor…
A posição da zamioculca pode influenciar mais do que a estética da casa A zamioculca…
A exportação de carne bovina do Brasil ganha força com a explosão do consumo chinês…
This website uses cookies.