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Preço do milho saca de 60 kg dispara ou recua? Veja as cotações deste sábado

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Confira o preço do milho saca de 60 kg neste sábado (13/06). Acompanhe as variações de mercado entre as principais praças produtoras do Brasil e os portos.

Para Quem Tem Pressa

O preço do milho saca de 60 kg apresenta forte disparidade regional neste sábado (13/06). Enquanto os portos e estados do Sul operam nos maiores patamares do país — com Porto Alegre (RS) liderando a R$ 67,00 e Paranaguá (PR) a R$ 66,00 —, o coração produtor do Centro-Oeste enfrenta pressões severas. Em Sorriso (MT), o grão atinge a mínima nacional, negociado a R$ 39,00. O cenário reforça os desafios logísticos e a forte influência do escoamento na rentabilidade do produtor.

preço do milho


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Preço do milho saca de 60 kg: O abismo de valores entre o Mato Grosso e os portos

O mercado nacional de grãos amanhece neste sábado com um desenho muito claro de como a geografia e a logística mandam no bolso do produtor brasileiro. O preço do milho saca de 60 kg expõe uma realidade de extremos: o mesmo produto que ultrapassa a barreira dos R$ 66,00 perto do mar, sofre para se sustentar acima dos R$ 40,00 nas regiões com maior saturação de oferta interna.

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Com o avanço dos negócios e as movimentações de final de semana, a comercialização reflete a necessidade de escoamento da safrinha e a disputa entre o abastecimento das granjas locais e o corredor de exportação.

UFCidadePreço de Compra (R$)
PRParanaguá66,00
PRCampo Mourão59,00
PRCascavel58,00
PRMaringá59,00
PRPonta Grossa60,00
PRGuarapuava60,00
SPSão Paulo64,06
SPCampinas64,06
SPSorocaba61,11
SPMogiana56,43
MSCampo Grande50,00
MSDourados50,00
MSChapadão do Sul53,00
MSCosta Rica53,00
MTRondonópolis45,00
MTCampo Verde44,00
MTTangará da Serra43,50
MTSapezal43,50
MTSorriso39,00
MTLucas do Rio Verde40,00
GOItumbiara51,00
GORio Verde51,00
MGUberaba54,50
MGUberlândia54,50
MGUnaí55,00
MGPatos de Minas55,00
SCChapecó66,00
SCConcórdia66,00
SCCampos Novos66,00
SCCanoinhas65,50
RSErechim64,00
RSPasso Fundo64,00
RSPorto Alegre67,00
BALuís Eduardo Magalhães55,50

Região Sul e Portos mantêm a liderança de preços

Quem tem milho perto dos grandes centros de consumo de proteína animal ou das rotas de exportação está rindo à toa — ou quase. No Rio Grande do Sul, a praça de Porto Alegre lidera as cotações nacionais, com o preço do milho saca de 60 kg fixado em firmes R$ 67,00.

Em Santa Catarina, estado historicamente deficitário no grão e grande polo agroindustrial, o mercado mantém um teto linear e elevado. Chapecó, Concórdia e Campos Novos sustentam negócios a R$ 66,00, enquanto Canoinhas aparece logo atrás com R$ 65,50.

No Paraná, a referência portuária de Paranaguá dita o ritmo a R$ 66,00. No interior paranaense, contudo, a pressão da colheita começa a puxar os fretes e morder as margens: Ponta Grossa e Guarapuava registram R$ 60,00, enquanto Cascavel exibe R$ 58,00.


O gargalo do Centro-Oeste e a mínima em Mato Grosso

Se o Sul opera no topo, o Mato Grosso vive uma realidade completamente paralela. Quem cultiva no estado sabe que produzir muito é a regra, mas escoar é a grande arte. Em Sorriso, a capital nacional do agronegócio, o preço do milho saca de 60 kg bateu a mínima de R$ 39,00. Lucas do Rio Verde não fica muito longe, registrando R$ 40,00.

Essa diferença de quase R$ 30,00 por saca em relação a Porto Alegre não é feitiçaria, é logística pura (e cruel). Tangará da Serra e Sapezal operam a R$ 43,50, evidenciando o peso que o frete exerce sobre o valor pago ao produtor na fazenda.

No Mato Grosso do Sul, o cenário é intermediário, com Campo Grande e Dourados cotados a R$ 50,00, beneficiados por uma proximidade geográfica ligeiramente melhor com as indústrias paulistas e paranaenses.


Veja o resumo das cotações por estado neste sábado:

Estado (UF)Maior Preço RegistradoMenor Preço Registrado
Rio Grande do Sul (RS)R$ 67,00 (Porto Alegre)R$ 64,00 (Erechim / Passo Fundo)
Santa Catarina (SC)R$ 66,00 (Chapecó / Concórdia)R$ 65,50 (Canoinhas)
Paraná (PR)R$ 66,00 (Paranaguá)R$ 58,00 (Cascavel)
São Paulo (SP)R$ 64,06 (São Paulo / Campinas)R$ 56,43 (Mogiana)
Minas Gerais (MG)R$ 55,00 (Unaí / Patos de Minas)R$ 54,50 (Uberaba / Uberlândia)
Goiás (GO)R$ 51,00 (Rio Verde / Itumbiara)R$ 51,00 (Estável)
Mato Grosso do Sul (MS)R$ 53,00 (Chapadão / Costa Rica)R$ 50,00 (Campo Grande / Dourados)
Mato Grosso (MT)R$ 45,00 (Rondonópolis)R$ 39,00 (Sorriso)

São Paulo e Sudeste encontram equilíbrio técnico

O mercado paulista segue como o principal termômetro de balcão para o consumo interno do Sudeste. A capital paulista e a região de Campinas registram estabilidade técnica em R$ 64,06. Já Sorocaba opera em R$ 61,11, e a Mogiana fecha a tabela paulista a R$ 56,43 para a compra.

Em Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba mostram um mercado lateralizado, quase combinado. Uberaba e Uberlândia compram a R$ 54,50, enquanto Unaí e Patos de Minas pagam R$ 55,00. É o preço do milho tentando encontrar sustentação diante de uma demanda que compra apenas “da mão para a boca”.

No Nordeste, a praça de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, mantém a referência regional estável em R$ 55,50, mostrando que o Matopiba segue um ritmo próprio de comercialização nesta temporada.


O que esperar do mercado nos próximos dias?

A disparidade regionalizada deve continuar ditando o comportamento do setor. Com o avanço das colheitadeiras pelo país, as praças do Centro-Oeste podem enfrentar ainda mais pressão de armazenamento, o que obriga o produtor a desovar o grão mesmo a preços achatados.

Por outro lado, a firmeza nos portos sinaliza que a janela de exportação continua atrativa, atuando como uma válvula de escape essencial para que o mercado interno não entre em colapso total de preços. Para o produtor, o foco total deste período deve ser a gestão de custos e a busca por oportunidades estratégicas de travamento de frete.


Disclaimer

Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 13/06/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.

Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

Imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.


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