O preço do milho registra forte disparidade regional neste início de julho. Confira a tabela completa da saca de 60 kg nos principais estados produtores.
Para Quem Tem Pressa
O preço do milho abriu o mês de julho operando em dois extremos no mercado físico brasileiro. Enquanto as praças do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina sustentam cotações de até R$ 68,00 por saca com oferta restrita, o avanço da colheita da safrinha faz o grão derreter em Mato Grosso, onde os valores já beliscam o piso de R$ 38,00. No fechamento desta quinta-feira (02/07/2026), a calmaria predomina nas mesas de negociação, com compradores cadenciando as aquisições à espera de uma maior pressão de oferta nas próximas semanas.

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Preço do milho hoje: Cotações por estado neste dia 02/07
O preço do milho no mercado físico brasileiro reflete fielmente o redesenho logístico provocado pelo pico de colheita da segunda safra. Produtores do Centro-Oeste aceleram o passo com as colhedoras no campo aproveitando o clima seco, o que joga volumes robustos no mercado de balcão e força recuos pontuais nas regiões de maior excedente.
Abaixo, você confere o levantamento completo do preço do milho para a saca de 60 kg na compra, praticado nas principais praças agrícolas do país:
| UF | Cidade | Preço de Compra (R$) |
| PR | Paranaguá | 61,00 |
| Campo Mourão | 55,50 | |
| Cascavel | 57,00 | |
| Maringá | 55,50 | |
| Ponta Grossa | 61,00 | |
| Guarapuava | 60,00 | |
| SP | São Paulo | 63,92 |
| Campinas | 63,92 | |
| Sorocaba | 59,31 | |
| Mogiana | 55,94 | |
| MS | Campo Grande | 49,00 |
| Dourados | 49,00 | |
| Chapadão do Sul | 51,00 | |
| Costa Rica | 51,00 | |
| MT | Rondonópolis | 43,00 |
| Campo Verde | 42,00 | |
| Tangará da Serra | 40,00 | |
| Sapezal | 40,00 | |
| Sorriso | 38,00 | |
| Lucas do Rio Verde | 39,00 | |
| GO | Itumbiara | 51,00 |
| Rio Verde | 51,00 | |
| MG | Uberaba | 54,00 |
| Uberlândia | 54,00 | |
| Unaí | 52,50 | |
| Patos de Minas | 54,00 | |
| SC | Chapecó | 64,00 |
| Concórdia | 66,00 | |
| Campos Novos | 64,00 | |
| Canoinhas | 64,50 | |
| RS | Erechim | 65,00 |
| Passo Fundo | 65,00 | |
| Porto Alegre | 68,00 (Maior Valor) | |
| BA | Luís Eduardo Magalhães | 57,00 |
Sul do país lidera os maiores valores da saca
Os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina continuam operando com prêmios elevados em função do déficit local crônico de grãos para o abastecimento das granjas integradas de aves e suínos. Porto Alegre (RS) registrou a máxima nacional de R$ 68,00, seguida de perto por Concórdia (SC) a R$ 66,00.
No Paraná, o cenário do preço do milho caminha para uma estabilidade moderada na faixa dos R$ 55,50 a R$ 61,00, com o Porto de Paranaguá sustentando a ponta compradora.
Centro-Oeste sente a pressão física da safrinha
Mato Grosso é o retrato clássico do “paradoxo da fartura”. Quem tem o cereal em Sorriso amarga o menor preço do milho do território nacional, cotado a R$ 38,00. Em Lucas do Rio Verde, a saca orbita os R$ 39,00. O cenário muda ligeiramente de figura ao cruzar as divisas de Mato Grosso do Sul e Goiás, onde a cotação média do grão consegue se segurar ao redor do patamar psicológico dos R$ 49,00 a R$ 51,00.
Sudeste e Matopiba mantêm negócios cadenciados
Em São Paulo, o consumo industrial e a proximidade com as plantas de ração mantêm Campinas na liderança estadual com R$ 63,92. Já no triângulo mineiro e no noroeste de Minas Gerais, as praças de Uberlândia e Patos de Minas operam firmes em R$ 54,00. No Matopiba, a referência de Luís Eduardo Magalhães (BA) estabilizou em R$ 57,00 por saca, com liquidez moderada.
O comportamento dos preços do milho e a queda de braço no mercado
A estabilidade ou leve pressão de baixa observada nas praças do Centro-Oeste não é por acaso. O avanço firme das máquinas no campo tira o sono dos produtores que não possuem capacidade de armazenamento estático na fazenda. Sem espaço nos silos, o grão precisa rodar imediatamente para as cooperativas ou tradings, o que dá aos compradores o luxo de ditar o ritmo das negociações.
O fator Chicago (CBOT): Enquanto o mercado físico interno patina na fartura da safrinha, a Bolsa de Chicago registrou valorizações técnicas nesta quinta-feira (2). O movimento foi amparado por compras externas aquecidas nos Estados Unidos e pelo recuo do índice do dólar global, o que torna a exportação norte-americana atraente, mas ainda insuficiente para puxar o balcão brasileiro no curto prazo.
A grande incógnita para o segundo semestre de 2026 recai sobre o escoamento portuário. Com estimativas de que a segunda safra nacional encerre entre 105 e 110 milhões de toneladas, o Brasil precisará acelerar muito as exportações para limpar o excesso de oferta interna e impedir que o preço do milho teste níveis ainda mais desconfortáveis para a rentabilidade do agricultor.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 02/07/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria e diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Depositphotos.
