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Preço do milho: Veja a cotação da saca para o fim de semana

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Confira a cotação atualizada do preço do milho saca de 60 kg nos principais estados produtores para este final de semana. Veja onde garantir a melhor margem.

“Para Quem Tem Pressa”

Se você quer saber o preço do milho para fechar negócios neste final de semana, o mercado físico apresenta fortes variações regionais. Enquanto os portos e as regiões de consumo do Sul sustentam os maiores valores do país — com Porto Alegre (RS) liderando a cotação do milho a R$ 68,00 e Concórdia (SC) a R$ 66,00 —, o Centro-Oeste segue pressionado pelo avanço da colheita. Em Mato Grosso, o valor da saca de milho atinge as mínimas nacionais, cotado a R$ 40,00 em Sorriso e Lucas do Rio Verde.

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Mercado físico do milho apresenta forte disparidade regional neste início de julho

O comportamento do preço do milho neste final de semana reflete de forma muito clara as dinâmicas geográficas de oferta e demanda que desenham o cenário do agronegócio brasileiro em 2026. Com a colheita da safrinha avançando em ritmo acelerado em várias regiões do país, o mercado interno opera em duas velocidades bem distintas, exigindo atenção redobrada do produtor na hora de comercializar o cereal.

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No Centro-Oeste, o peso da oferta local dita o ritmo das mesas de negociação. Por outro lado, as praças de consumo do Sul e os principais portos exportadores continuam a registrar prêmios mais elevados, segurando o patamar de preços e servindo como um porto seguro para quem busca mitigar a pressão baixista do miolo do país.


Sul e Sudeste mantêm patamares elevados na cotação do milho

Nas regiões Sul e Sudeste, o preço do milho saca de 60 kg segue firme, impulsionado pela demanda constante das indústrias de proteína animal. No Rio Grande do Sul, a praça de Porto Alegre registrou o maior valor da tabela nacional, negociada a R$ 68,00 na compra. Logo atrás, o estado de Santa Catarina exibe forte sustentação, com Concórdia operando a R$ 66,00 e Chapecó a R$ 64,00.

Em São Paulo, o balizamento do mercado futuro e o consumo interno também mantêm os preços robustos. A capital paulista e a região de Campinas iniciam o final de semana avaliadas em R$ 63,96. Já no Paraná, Paranaguá dita o ritmo portuário a R$ 63,00, enquanto no interior do estado os preços orbitam entre R$ 56,00 em Campo Mourão e R$ 62,00 em Ponta Grossa.


Centro-Oeste sente a pressão da safrinha com mínimas em Mato Grosso

Se no Sul a calmaria impera para o vendedor, em Mato Grosso a história é outra. O avanço das colheitadeiras no campo despeja volumes expressivos no mercado, e a logística de armazenagem volta a testar a paciência — e o bolso — do produtor. Como quem não tem espaço físico não pode se dar ao luxo de esperar, o mercado do milho castiga as cotações locais.

As praças de Sorriso e Lucas do Rio Verde registraram os menores valores do país, com a saca de 60 kg cotada a R$ 40,00. Rondonópolis atua como uma referência um pouco melhor no estado, sustentando R$ 45,00. No Mato Grosso do Sul, o cenário é ligeiramente mais favorável, com Dourados e Campo Grande registrando R$ 49,00, enquanto Chapadão do Sul e Costa Rica conseguem respirar um pouco acima, operando a R$ 52,00.


Veja a tabela completa do preço do milho nos estados (04/07/2026)

Abaixo, organizamos os valores de compra praticados nas principais praças do país para você comparar o preço do milho nos estados e planejar sua estratégia logística:

UFCidadePreço de Compra (R$ / 60kg)
RSPorto Alegre68,00
SCConcórdia66,00
RSErechim / Passo Fundo65,00
SCCanoinhas64,50
SCChapecó / Campos Novos64,00
SPSão Paulo / Campinas63,96
PRParanaguá63,00
PRPonta Grossa62,00
PRGuarapuava61,00
SPSorocaba59,97
PRCascavel57,00
BALuís Eduardo Magalhães56,50
SPMogiana55,94
PRCampo Mourão / Maringá56,00
MGUberaba / Uberlândia / Patos de Minas54,00
MGUnaí52,50
GOItumbiara / Rio Verde52,00
MSChapadão do Sul / Costa Rica52,00
MSCampo Grande / Dourados49,00
MTRondonópolis45,00
MTCampo Verde44,00
MTTangará da Serra / Sapezal42,00
MTSorriso / Lucas do Rio Verde40,00

Estratégia na comercialização é o diferencial para o produtor

Com uma diferença que chega a R$ 28,00 por saca entre a máxima e a mínima nacional, fica evidente que o sucesso da temporada não depende apenas de produzir bem, mas de saber para onde e quando escoar. O produtor do Centro-Oeste que possui estrutura própria de armazenagem ganha fôlego para cadenciar as vendas, evitando os picos de pressão da colheita física.

Para as próximas semanas, o mercado continuará de olho no ritmo das exportações e nos impactos climáticos que ainda possam desenhar o balanço final da oferta global. Até lá, a regra de ouro é analisar os custos de frete antes de se empolgar com os preços mais altos das regiões de consumo.


Disclaimer

Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 04/07/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.

Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

Imagem principal: Depositphotos.


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