O preço futuro do boi gordo volta a subir na B3 e sinaliza arroba valorizada em 2026. Confira as cotações, ágio do físico e ritmo das exportações!
Para Quem Tem Pressa
O preço futuro do boi gordo voltou a subir na parcial de agosto na B3, fortalecendo as projeções de valorização da arroba até o início de 2027. Embora o mercado físico (Datagro) tenha valorizado mais que o futuro nos últimos 30 dias (acumulando alta superior a R$ 20,0/arroba), o ágio futuro deu sinais claros de recuperação entre os dias 10 e 11 de agosto. Em paralelo, as exportações de carne bovina começaram o mês com média de 10,49 mil toneladas/dia — superando julho de 2026 —, impulsionadas pelo aquecimento das compras dos EUA e pelo recorde histórico de embarques para a União Europeia.
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Preço futuro do boi gordo sobe e anima pecuaristas
O preço futuro do boi gordo voltou a registrar trajetórias ascendentes na parcial de agosto, acendendo o sinal verde para quem acompanha as cotações na B3. Esse movimento de recuperação reforça a expectativa de valorização no valor da arroba para o restante de 2026 e início de 2027. Afinal, ver a curva de preços virar para cima é o tipo de notícia que todo pecuarista gosta de ler antes do café da manhã.
Ao longo do mês de agosto, o preço do boi gordo mostrou força tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras. A referência do mercado futuro (mensurada pela Datagro) subiu após interromper uma sequência de quatro quedas consecutivas. Os contratos negociados na B3 acumularam valorizações ao longo dos últimos dias, dando continuidade ao impulso positivo iniciado no pregão anterior.
O comportamento dos contratos na B3 entre 4 e 11 de agosto
Analisando a movimentação da última semana — especificamente entre os dias 4 e 11 de agosto —, o preço futuro do boi gordo acumulou alta para todos os contratos em aberto e com maior liquidez na Bolsa brasileira.
Curiosamente, no mercado físico (Datagro), a cotação registrou leve recuo de 0,4% na semana, fechando o dia 11 a R$ 348,9 por arroba (contra R$ 350,4 no dia 4). Trata-se de uma estabilidade prática, considerando que no dia 10 o físico havia batido R$ 346,5.
Por outro lado, os contratos da B3 mantiveram ritmo firme de ganhos acumulados no mesmo período:
- Agosto/26 (ago-26): subiu de R$ 346,5 para R$ 349,9 (+1,0%)
- Setembro/26 (set-26): subiu de R$ 347,1 para R$ 351,7 (+1,3%)
- Outubro/26 (out-26): subiu de R$ 354,9 para R$ 359,6 (+1,3%)
- Novembro/26 (nov-26): subiu de R$ 356,6 para R$ 361,5 (+1,4%)
- Dezembro/26 (dez-26): subiu de R$ 361,2 para R$ 366,4 (+1,4%)
- Janeiro/27 (jan-27): subiu de R$ 368,4 para R$ 371,4 (+0,8%)
- Fevereiro/27 (fev-27): subiu de R$ 368,3 para R$ 370,4 (+0,6%)
Comparativo mensal: Físico vs. Futuro nos últimos 30 dias
Quando estendemos o horizonte de análise para os últimos 30 dias, o panorama revela uma dinâmica muito interessante: o mercado físico subiu com mais velocidade do que o mercado futuro.
Em 11 de agosto, a arroba no físico (Datagro) foi cotada a R$ 348,9, representando uma expressiva valorização de 6,9% em relação aos R$ 326,3 registrados 30 dias antes — um ganho superior a R$ 20,0 por arroba.
Por sua vez, o preço futuro do boi gordo na B3 também avançou no período mensal, mas em ritmo mais moderado:
- ago-26: subiu de R$ 335,8 para R$ 349,9 (+4,2%)
- set-26: subiu de R$ 341,0 para R$ 351,7 (+3,2%)
- out-26: subiu de R$ 350,5 para R$ 359,6 (+2,6%)
- nov-26: subiu de R$ 353,4 para R$ 361,5 (+2,3%)
- dez-26: subiu de R$ 354,8 para R$ 366,4 (+3,3%)
- jan-27: subiu de R$ 362,4 para R$ 371,4 (+2,5%)
- fev-27: subiu de R$ 364,1 para R$ 370,4 (+1,7%)
Em suma, o valor presente da arroba subiu mais do que as projeções futuras ao longo de um mês. Esse descompasso momentâneo acendeu o alerta dos analistas de mercado, exigindo atenção quanto ao alinhamento das expectativas.
A recuperação do ágio no mercado futuro
Apesar das volatilidades do início do mês, o ágio praticado no preço futuro do boi gordo em relação ao físico mostrou sinais claros de reação na segunda semana de agosto. Entre os dias 10 e 11 de agosto, a expectativa de alta para os contratos da B3 subiu frente ao mercado à vista.
Para ilustrar essa movimentação, em 11 de agosto, o ágio do contrato de outubro de 2026 frente ao físico ficou em R$ 10,7 por arroba (diferença entre R$ 359,6 do futuro e R$ 348,9 do físico). Embora esse indicador estivesse em R$ 24,2 por arroba há 30 dias, ele representa um salto significativo sobre o patamar da semana anterior, quando o ágio era de apenas R$ 4,5 por arroba.
Confira a evolução do ágio/deságio (em R$/arroba) dos contratos em relação ao físico (Datagro):
- ago-26: R$ 1,0 (era -R$ 3,9 na semana anterior e R$ 9,4 há 30 dias)
- set-26: R$ 2,8 (era -R$ 3,3 na semana anterior e R$ 14,7 há 30 dias)
- out-26: R$ 10,7 (era R$ 4,5 na semana anterior e R$ 24,2 há 30 dias)
- nov-26: R$ 12,6 (era R$ 6,2 na semana anterior e R$ 27,1 há 30 dias)
- dez-26: R$ 17,5 (era R$ 10,8 na semana anterior e R$ 28,5 há 30 dias)
- jan-27: R$ 22,5 (era R$ 18,0 na semana anterior e R$ 36,1 há 30 dias)
- fev-27: R$ 21,5 (era R$ 17,9 na semana anterior e R$ 37,8 há 30 dias)
Exportações de carne bovina impulsionam a demanda externa
Paralelamente às oscilações da B3, os dados parciais das exportações brasileiras de carne bovina trazem um fôlego fundamental para a sustentação das cotações. Nos primeiros cinco dias úteis de agosto de 2026, o Brasil registrou uma média diária de embarque de 10,49 mil toneladas métricas.
Ainda que esse volume esteja abaixo do desempenho de agosto de 2025 (quando a média diária alcançou 12,79 mil toneladas), o número atual superou o mês de julho de 2026, que havia registrado média de 9,91 mil toneladas diárias.
Esse reaquecimento das vendas externas reflete compras aquecidas de parceiros estratégicos. Os Estados Unidos aumentaram suas importações em julho de 2026, seguidos de perto pelos países da União Europeia. O bloco europeu, inclusive, registrou o maior volume de compras de carne bovina brasileira para um mês de julho nos últimos 20 anos.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 12/08/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria e diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
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