O preço em dólares do boi gordo bateu recorde em agosto de 2026. Confira a análise completa com bezerro, soja, milho, dólar e fertilizantes.
Para Quem Tem Pressa
Na primeira quinzena de agosto de 2026, o preço em dólares do boi gordo atingiu US$ 67,6 por arroba — o maior patamar histórico para o período desde 2018 —, acumulando alta de 14,1% no ano. Acompanhando o ciclo positivo da pecuária, o bezerro subiu 16,0% no ano (cotado a US$ 655,5/cab), enquanto a soja valorizou 11,0% e o milho manteve estabilidade frente ao final de 2025. Por outro lado, a cotação do dólar fechou a parcial de agosto em R$ 5,22, acumulando queda no ano, e as importações de fertilizantes registraram o segundo ano seguido de alta nos preços médios.
Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.
Acompanhe as cotações de soja, milho, boi gordo, vaca gorda, novilha gorda e boi China
Preço em dólares do boi gordo: O salto surpreendente de 2026
Analisar a variação acumulada do preço em dólares do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, até o final da primeira metade de agosto, revela um panorama dinâmico para o agronegócio brasileiro. Afinal, como evoluíram os preços em dólares das commodities agrícolas acompanhadas ao longo de 2026 e também como se comportaram os valores médios nos meses de agosto entre 2018 e a primeira quinzena de 2026?
E antes de comparar os preços em dólares das commodities agrícolas acompanhadas, vale lembrar que também comparamos os valores, em moeda nacional, do preço do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo da parcial de 2026, até a primeira metade de agosto. Clique aqui e confira os dados!
O Desempenho da Pecuária: Boi Gordo e Bezerro Aceleram em Dólar
O preço em dólares do boi gordo (Cepea), até a primeira quinzena de agosto, acumulou uma expressiva alta de 14,1% frente ao valor que encerrou o ano de 2025. No mesmo intervalo de tempo, o mercado de reposição seguiu ritmo acelerado: o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) subiu 16,0% no indicador em dólares.
Quando observamos especificamente o valor médio na primeira metade de agosto de 2026, o preço em dólares do boi gordo atingiu a marca de US$ 67,6 por arroba. Este resultado representa o maior patamar para o período do ano ao longo de toda a série histórica iniciada em 2018. O indicador ficou 20,2% (ou 20,6% na comparação direta com a média nominal praticada em agosto de 2025, de US$ 56,3 por arroba).
Por sua vez, o preço em dólares do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) na parcial de agosto de 2026 alcançou US$ 655,5 por cabeça. O valor posiciona-se 25,1% acima da média nominal registrada em agosto de 2025 (US$ 524,1) e consolida-se igualmente no maior patamar histórico para o período do ano.
Comportamento dos Grãos: Estabilidade no Milho e Valorização na Soja
Enquanto o setor pecuário cravou recordes, os grãos mostraram comportamentos distintos em moeda norte-americana no decorrer do ano. O preço em dólares do milho (Cepea) ficou praticamente estável em relação ao valor que encerrou 2025 no final da primeira parte de agosto. Enquanto isso, no mesmo intervalo de tempo, o preço da soja (Cepea, Paranaguá-PR) subiu 11,0%.
Na base anual de comparação, o preço do milho subiu na parcial de agosto de 2026 em relação ao valor praticado em agosto de 2025, assim como aconteceu com a soja. Isso porque na primeira quinzena de agosto de 2026, o preço médio do milho (Cepea) foi de US$ 12,7 por saca — valor 8,6% maior que o praticado em agosto de 2025 (US$ 11,7), porém muito abaixo dos patamares recordes observados nos anos de 2021 (US$ 18,8) e 2022 (US$ 16,0).
Vale destacar que o preço futuro do milho inclusive precifica um cenário ainda mais otimista para os contratos entre setembro e novembro e 2027 (clique aqui). A sustentação do mercado ganha força nos dados fundamentais: o estoque mundial de milho foi novamente revisado para baixo em agosto de 2026 pelo USDA, com expectativa de alcançar 274,66 milhões de toneladas na safra 2026/27. Esse valor é 0,2% menor que a estimativa anterior de julho (275,26 milhões de toneladas) e 8,1% inferior à safra anterior (298,83 milhões de toneladas).
No caso da soja (Cepea, Paranaguá-PR), a média da primeira quinzena de agosto de 2026 atingiu US$ 28,3 por saca, uma elevação de 9,7% sobre agosto de 2025 (US$ 25,8). A expectativa de produção e consumo mundial de soja para a safra 2026/27 ficou praticamente estável na revisão do USDA de agosto.
Tabela Comparativa do Histórico de Agosto (2018–2026)
Para entender o panorama completo de longo prazo, a tabela abaixo apresenta os dados médios nominais, em dólares, do preço nominal do boi gordo (Cepea), bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e da soja (Cepea, Paranaguá-PR), nos meses de agosto entre 2018 e a parcial de 2026:
Legenda: Comparativo histórico em dólares do preço em dólares do boi gordo e das demais commodities de 2018 à primeira quinzena de agosto de 2026.
Histórico Nominal nos Mêses de Agosto:
- 2018: Boi gordo US$ 36,8/@ | Bezerro US$ 296,6/cab | Milho US$ 10,5/sc | Soja US$ 22,9/sc
- 2019: Boi gordo US$ 38,4/@ (+4,2%) | Bezerro US$ 320,3/cab (+8,0%) | Milho US$ 9,0/sc (-13,6%) | Soja US$ 21,1/sc (-7,5%)
- 2020: Boi gordo US$ 41,8/@ (+9,1%) | Bezerro US$ 383,1/cab (+19,6%) | Milho US$ 10,4/sc (+14,6%) | Soja US$ 23,6/sc (+11,4%)
- 2021: Boi gordo US$ 60,0/@ (+43,4%) | Bezerro US$ 543,2/cab (+41,8%) | Milho US$ 18,8/sc (+81,2%) | Soja US$ 32,6/sc (+38,3%)
- 2022: Boi gordo US$ 60,9/@ (+1,4%) | Bezerro US$ 521,0/cab (-4,1%) | Milho US$ 16,0/sc (-14,7%) | Soja US$ 36,4/sc (+11,6%)
- 2023: Boi gordo US$ 44,9/@ (-26,2%) | Bezerro US$ 422,2/cab (-19,0%) | Milho US$ 10,9/sc (-32,2%) | Soja US$ 30,3/sc (-16,7%)
- 2024: Boi gordo US$ 42,3/@ (-5,8%) | Bezerro US$ 371,6/cab (-12,0%) | Milho US$ 12,5/sc (+14,8%) | Soja US$ 24,0/sc (-20,8%)
- 2025: Boi gordo US$ 56,3/@ (+32,9%) | Bezerro US$ 524,1/cab (+41,0%) | Milho US$ 11,7/sc (-6,0%) | Soja US$ 25,8/sc (+7,5%)
- 2026 (1ª quinzena): Boi gordo US$ 67,6/@ (+20,2% vs 2025; acum. +83,7% desde 2018) | Bezerro US$ 655,5/cab (+25,1% vs 2025; acum. +121,0% desde 2018) | Milho US$ 12,7/sc (+8,6% vs 2025; acum. +21,7% desde 2018) | Soja US$ 28,3/sc (+9,7% vs 2025; acum. +23,8% desde 2018).
O Fator Câmbio e o Mercado de Fertilizantes
O comportamento das commodities também é fortemente influenciado pelas oscilações cambiais. No acumulado de 2026, frente ao valor que encerrou 2025, o dólar segue com perda de 4,6%, apesar da alta observada em agosto, estando cotado a R$ 5,22. O valor médio parcial do câmbio em agosto de 2026, registrado em R$ 5,14, foi maior que a média do mês de julho (R$ 5,11), porém fixou-se 5,6% menor quando comparado ao valor médio de agosto de 2025 (R$ 5,45).
E mudando de assunto para o lado dos custos de produção, a importação de fertilizantes pelo Brasil subiu em julho de 2026. No entanto, a quantidade comprada segue abaixo do volume adquirido no mesmo período dos anos de 2024 e 2025.
O preço médio de importação de fertilizantes pelo Brasil em julho de 2026 fechou em US$ 430,0 por tonelada (FOB). Trata-se de um valor 18,8% acima do observado em 2025 (US$ 362,9 por tonelada), marcando o segundo ano consecutivo de alta nos custos de aquisição do insumo.
Para o pecuarista e o agricultor, o cenário do preço em dólares do boi gordo e das grãos reforça a importância de monitorar de perto a volatilidade do câmbio e a oscilação dos insumos internacionais.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 17/08/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Cepea e diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Depositphotos.

