Mesmo com a queda nas vendas do varejo, o preço da carne bovina subiu no atacado e em quatro estados. Confira as cotações de cortes e carcaças.
Para Quem Tem Pressa
O preço da carne bovina subiu em todos os elos do setor comercial, mesmo diante do desaquecimento do consumo no varejo e da menor necessidade de reposição no atacado. O movimento reflete o ajuste na oferta de animais e a sustentação dos preços das carcaças e cortes sem osso em mercado físico valorizado.
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Preço da carne bovina sobe no atacado e varejo mesmo com ritmo fraco de vendas
Apesar da perda de ritmo nas vendas ao consumidor final, o mercado de carne bovina registrou valorização em todos os setores de comercialização. A menor movimentação nas gôndolas e açougues reduziu os pedidos de reposição junto aos distribuidores, mas o movimento não foi suficiente para pressionar as cotações para baixo.
No atacado de carne com osso, as cotações registraram altas para a maioria das carcaças casadas. As peças de boi inteiro e de vaca subiram 1,1%, negociadas a R$ 23,15/kg e R$ 22,65/kg, respectivamente. A carcaça de novilha avançou 0,4%, alcançando R$ 22,80/kg, enquanto a carcaça de boi capão manteve-se estável em R$ 23,45/kg.
Valorização nos cortes sem osso no atacado
No segmento de cortes desossados no mercado atacadista, a alta média foi de 2,4%, impulsionada pelo avanço em todos os 22 cortes pesquisados.
Os cortes do traseiro lideraram as altas, com avanço médio de 2,7%. A maior variação individual foi observada na alcatra completa, que subiu 4,2%. Já no conjunto de cortes do dianteiro, o crescimento médio foi de 1,0%, com destaque para o cupim, que registrou valorização de 1,8%.
Comportamento no varejo regional
No mercado varejista, o comportamento dos preços variou entre os estados monitorados: quatro apresentaram alta na média geral, dois registraram queda e outros dois mantiveram estabilidade.
- São Paulo: A média subiu 0,5%. Dos 20 cortes analisados, oito subiram, oito caíram e quatro permaneceram estáveis. A maior alta foi do miolo de alcatra (4,2%).
- Paraná: Registrou alta média de 0,9%, com valorização em 13 cortes, queda em quatro e estabilidade em três. O destaque ficou com o peito, que avançou 8,1%.
- Minas Gerais: Apresentou elevação média de 0,3% (sete altas, cinco quedas e oito estáveis). O contrafilé teve o maior avanço regional, com 3,4%.
- Rio de Janeiro: A cotação média subiu 0,5% (nove altas, cinco quedas e seis estáveis), com destaque para o contrafilé (+4,2%) e o peito (+4,1%).
- Goiás: Houve recuo médio de 0,5%, com dez cortes em queda, três em alta e sete estáveis. O músculo subiu 4,9%, enquanto o acém recuou 4,2%.
- Mato Grosso do Sul: A média caiu 0,2% (dez quedas, nove altas e um estável), impulsionada principalmente pela retração de 4,4% no contrafilé.
- Mato Grosso e Rio Grande do Sul: Ambos os estados apresentaram estabilidade na média geral de preços do varejo.
A expectativa para os próximos dias é de que o ritmo de vendas no varejo perca ainda mais força com o avanço da segunda metade do mês, movimento típico do período de pagamento de salários.
Imagem principal: Depositphotos.

