Valorização do Boi China em São Paulo: Preços chegam a R$ 345 por arroba.
O mercado do boi gordo segue aquecido em São Paulo, impulsionado pela forte demanda internacional. Nesta quinta-feira (14/11), a Scot Consultoria registrou uma valorização de R$ 5 por arroba para o chamado boi China – bovinos abatidos jovens, com até 30 meses, padrão exigido para exportação ao mercado asiático –, que agora alcança o patamar de R$ 345 por arroba. Esse valor reflete um ágio de R$ 5 por arroba em relação ao boi gordo, negociado a R$ 340 por arroba no mercado paulista.
Pressão de alta no mercado paulista
A demanda externa aquecida tem sido um dos principais fatores que sustentam os preços elevados dos animais terminados, estimulando as indústrias frigoríficas a intensificarem as compras. A Scot Consultoria destaca que as escalas de abate no estado atendem, em média, seis dias úteis, demonstrando relativa organização por parte das indústrias para atender à demanda crescente.
Além disso, negócios pontuais foram reportados com valores de até R$ 350 por arroba para o boi China, embora ainda sem força suficiente para estabelecer uma nova referência de mercado.
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Preços de vacas e novilhas gordas também sobem
O mercado paulista também registrou avanço nos preços da vaca e da novilha gordas, que atingiram R$ 315 por arroba e R$ 330 por arroba, respectivamente, representando um aumento diário de R$ 5 por arroba e R$ 10 por arroba. Esse cenário reforça a tendência de valorização em todas as categorias de bovinos destinados ao abate, especialmente em praças com maior demanda exportadora.
Estratégias das indústrias para ajustar escalas
A necessidade de controlar custos e ajustar a oferta ao ritmo de produção tem levado frigoríficos a adotarem medidas para reduzir a pressão de compra. Algumas estratégias incluem a desaceleração das linhas de produção e a realização de abates em dias alternados, como observado por consultorias do setor.
Apesar das dificuldades, essas iniciativas começaram a surtir efeito. Em São Paulo, as escalas de abate avançaram para sete dias úteis, acompanhando a melhoria observada em outros estados, como Pará e Rondônia, que reportaram aumentos significativos em suas programações.
Expectativas para o mercado
A continuidade da valorização dos preços dependerá de fatores como a demanda internacional, especialmente do mercado asiático, e da capacidade das indústrias de manterem escalas de abate ajustadas. O “boi-China” segue como um produto premium, consolidando-se como um indicador de referência no setor pecuário brasileiro.
Com o fortalecimento da exportação e a organização das escalas, o mercado de boi gordo tende a permanecer firme, com possíveis novos recordes no horizonte próximo.
Imagem principal: Depositphotos.
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