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Mercado surpreende: Carne sem osso sobe no atacado

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O preço da carne bovina sem osso no atacado registrou alta no final de agosto. Confira a análise detalhada dos cortes, varejo regional e exportações.

Para quem tem pressa

Mesmo com o recuo habitual das vendas no varejo no fechamento do mês, o preço da carne bovina sem osso no atacado apresentou alta média de 1,0%, impulsionado especialmente pelos cortes do traseiro, como a maminha (+6,2%). Em contrapartida, as carcaças com osso tiveram ligeira desvalorização. No varejo nacional, o comportamento do consumidor variou conforme a região, enquanto no cenário internacional, o Brasil fortaleceu parcerias com a Coreia do Sul, EUA, Rússia e União Europeia para amortecer as restrições de cotas na China.

carne bovina


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Comportamento das Vendas e Oscilação no Setor Atacadista

As vendas caem com o avanço de agosto, mas o preço da carne bovina sem osso no atacado subiu. Com a chegada do fim do mês, o poder aquisitivo diminui gerando consequências para a carne bovina.

Com a virada da quinzena, as vendas diminuíram no varejo, devido ao consumidor estar com menos dinheiro no bolso e dando preferência a outras proteínas mais baratas (afinal, quando o orçamento aperta, até o churrasco de fim de semana precisa passar por um duro contingenciamento fiscal).

Esse quadro se refletiu no setor atacadista de carne com osso, que registrou quedas nas médias, após semanas consecutivas de sustentação das altas pelo atacado, em um cenário de menor ritmo dos abates e menores estoques de carne.

A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 1,0%, negociada em R$23,75/kg, enquanto a do boi inteiro recuou 0,9%, cotada em R$23,25/kg. Para as fêmeas, a queda nas carcaças casadas foi de 0,9%, com a da vaca apregoada em R$22,75/kg e a da novilha em R$22,95/kg.


Desempenho dos Cortes Sem Osso: Traseiro vs. Dianteiro

Por outro lado, o preço da carne bovina sem osso no atacado de carne bovina segue sustentado e a média subiu 1,0%.

Para os cortes do traseiro, a média subiu 1,3%, com nove cortes em alta, dois em queda e cinco sem alteração. A maior variação foi da maminha, com alta de 6,2%.

Já para os cortes do dianteiro, a média caiu 0,2%, com quatro cortes em queda, ante um em alta e um estável. A maior variação foi a queda de 0,7% da paleta sem músculo.


Panorâmica do Varejo: Variação Regional nos Estados

No varejo, o comportamento do preço da carne bovina sem osso no atacado e dos cortes finais foi distinto entre os estados:

  • São Paulo: Em São Paulo, a média caiu 0,2%, com 11 cortes em alta, sete em queda e dois estáveis. O destaque foi a picanha B, que caiu 3,9%.
  • Paraná: No Paraná, não foi diferente. A média recuou 0,8%, com a maior variação negativa, de 3,1%, para a costela. No entanto, no estado foram registrados oito cortes em alta, oito em queda e oito que permaneceram estáveis.
  • Minas Gerais: Em Minas Gerais, oito cortes permaneceram sem alteração, sete subiram e cinco caíram. A maior variação foi a alta de 3,2% para o coxão duro. Porém, as demais variações mais expressivas nas cotações foram negativas, o que pressionou a média, que apresentou ajuste negativo de 0,2%.
  • Mato Grosso do Sul: A média em Mato Grosso do Sul também caiu, 1,3%, com nove cortes em queda, oito em alta e três estáveis. A maior variação, no entanto, foi a alta de 6,7% para o acém.
  • Rio de Janeiro: Por outro lado, no Rio de Janeiro, a média valorizou 0,5%, com 11 cortes em alta, quatro em queda e cinco que permaneceram inalterados. O destaque foi a fraldinha, que subiu 5,0%.
  • Goiás: Em Goiás, a média também subiu, com alta de 0,2%. A alcatra com maminha foi o corte que mais variou, com alta de 5,6%. No estado, oito cortes subiram, sete caíram e cinco ficaram estáveis.
  • Mato Grosso: Já a média de Mato Grosso não mudou. No Mato Grosso, oito cortes subiram, seis caíram e seis ficaram estáveis. A maior variação foi do patinho, que subiu 1,4%.
  • Rio Grande do Sul: A média do Rio Grande do Sul também não mudou. No Rio Grande do Sul, oito cortes subiram, sete caíram e cinco não mudaram. O acém foi o corte que apresentou a maior variação, de 5,0%.

No curto prazo, a tendência é de que as vendas percam mais o ritmo, afetando a trajetória do preço da carne bovina sem osso no atacado.


Comércio Exterior: Parcerias Internacionais e Limite na China

Enquanto o mercado doméstico tenta equilibrar a oferta com a menor capacidade de compra interna, as novidades do comércio exterior trazem novas perspectivas para a sustentação do preço da carne bovina sem osso no atacado e das exportações.

Saiba também que uma das principais novidades em agosto foi que Brasil e Coreia do Sul aceleraram as negociações comerciais e sanitárias, abrindo uma possibilidade de o Brasil entrar em um dos maiores mercados importadores de carne bovina do mundo.

A importação de carne bovina do Brasil pela Coreia do Sul voltou a ser destaque, com o avanço das negociações entre os países!

As negociações da importação de carne bovina do Brasil pela Coreia do Sul acontecem em um momento importante, já que o limite de cota de exportação estabelecido para a venda para a China tem refletido na forte queda nos embarques do País desde julho.

Saiba também que a compra de carne bovina do Brasil pela Rússia acumulou o quinto ano consecutivo de alta no acumulado de 2026, até julho.

Além do aumento de compra dos russos, a importação de carne bovina do Brasil pelos EUA mais que dobrou em julho de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025.

Mas não foi apenas os EUA e a Rússia que aumentaram o ritmo de compra em julho de 2026. Os países da UE aumentaram o ritmo de compra e os embarques para o bloco europeu foi o maior para um mês de julho em 20 anos.

Com esse dinamismo internacional, a firmeza nos valores atacadistas ganha força extra, sustentando o preço da carne bovina sem osso no atacado no topo da pauta do agronegócio nacional.

Imagem principal: Depositphotos.


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