vaca gorda
Os preços da vaca gorda apresentam variações relevantes entre as regiões, influenciando decisões de pecuaristas, indústrias e compradores. A seguir, você encontra uma tabela completa com valores à vista e a prazo, além de uma análise direta e prática para entender o cenário atual sem complicações.
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| Região / Praça | À Vista | 30 Dias |
|---|---|---|
| SP Barretos | 299,00 | 302,00 |
| SP Araçatuba | 299,00 | 302,00 |
| MG Triângulo | 287,00 | 290,00 |
| MG Belo Horizonte | 299,00 | 302,00 |
| MG Norte | 282,00 | 285,00 |
| MG Sul | 289,00 | 292,00 |
| GO Goiânia | 297,00 | 300,00 |
| GO Região Sul | 297,00 | 300,00 |
| MS Dourados | 295,00 | 298,00 |
| MS Campo Grande | 293,00 | 296,00 |
| MS Três Lagoas | 291,00 | 294,00 |
| RS Oeste (kg) | 9,40 | 9,50 |
| RS Pelotas (kg) | 9,55 | 9,65 |
| BA Sul | 287,00 | 290,00 |
| BA Oeste | 291,00 | 294,00 |
| MT Norte | 278,00 | 281,00 |
| MT Sudoeste | 272,00 | 275,00 |
| MT Cuiabá | 277,00 | 280,00 |
| MT Sudeste | 277,00 | 280,00 |
| PR Noroeste | 297,00 | 300,00 |
| SC | 287,00 | 290,00 |
| MA Oeste | 264,00 | 267,00 |
| Alagoas | 282,00 | 285,00 |
| PA Marabá | 272,00 | 275,00 |
| PA Redenção | 275,00 | 278,00 |
| PA Paragominas | 277,00 | 280,00 |
| RO Sudeste | 254,50 | 257,00 |
| TO Sul | 284,00 | 287,00 |
| TO Norte | 277,00 | 280,00 |
| Acre | 252,50 | 255,00 |
| Espírito Santo | 274,00 | 277,00 |
| RJ | 294,00 | 297,00 |
| Roraima | 269,00 | 272,00 |
A vaca gorda mantém sua importância estratégica no mercado pecuário brasileiro, especialmente para frigoríficos que dependem desse tipo de carcaça para atender segmentos específicos de consumo. A avaliação dos preços praticados nas diversas regiões do país permite entender como logística, oferta, demanda e características locais influenciam as negociações. Aqui, reunimos os números atualizados e uma análise clara, direta e sem jargões desnecessários — afinal, tempo é um recurso tão valioso quanto a arroba.
Começando pelo Sudeste, um dos polos mais competitivos, São Paulo continua atuando como referência para várias negociações nacionais. Nas praças de Barretos e Araçatuba, a vaca gorda aparece com 299,00 à vista e 302,00 a prazo. A uniformidade entre as duas regiões demonstra que compradores e vendedores seguem em sintonia quanto aos parâmetros de mercado. Esse alinhamento também facilita negociações interestaduais, já que São Paulo costuma servir como base comparativa para outras praças.
Minas Gerais apresenta uma realidade mais diversificada. Enquanto Belo Horizonte acompanha os valores de São Paulo, com 299,00 à vista e 302,00 a prazo, o Norte do estado registra valores menores, como 282,00 e 285,00. Essa diferença, comum na dinâmica regional, pode refletir distância de frigoríficos, perfil do rebanho e preferência por categorias específicas de animais. Já o Sul de Minas segue com 289,00 e 292,00, valores intermediários que reforçam a heterogeneidade do estado.
Seguindo para Goiás, Goiânia e a região Sul repetem exatamente os mesmos preços: 297,00 à vista e 300,00 no prazo. Essa proximidade indica estabilidade entre fornecedores e indústrias locais. Goiás se mantém relevante pela velocidade de negociação e pela constância no fluxo de animais terminados.
O Mato Grosso do Sul apresenta números próximos — Dourados com 295,00 e 298,00, Campo Grande com 293,00 e 296,00, Três Lagoas com 291,00 e 294,00. O estado tende a trabalhar com margens bastante ajustadas, o que faz com que muitos pecuaristas monitorem até pequenas variações para ajustar seus planejamentos. A padronização entre praças vizinhas reforça um mercado relativamente equilibrado.
O Rio Grande do Sul, por operar com valores por quilo, oferece um ponto de comparação diferente. No Oeste, a vaca gorda aparece com 9,40/kg à vista e 9,50/kg no prazo. Em Pelotas, os preços são ligeiramente superiores, chegando a 9,55/kg e 9,65/kg. A indústria gaúcha costuma trabalhar com animais de perfil mais leve, o que explica a metodologia distinta de negociação.
Bahia apresenta dois polos relevantes: o Sul com 287,00 e 290,00, e o Oeste com 291,00 e 294,00. O estado combina fluxo interno de consumo com escoamento interestadual, o que mantém boa procura pela categoria de vaca gorda. A proximidade dos preços entre as duas regiões também mostra que o mercado baiano se mantém coeso.
No Mato Grosso, o maior estado produtor de bovinos do país, a vaca gorda aparece com valores bem distribuídos: Norte (278,00 e 281,00), Sudoeste (272,00 e 275,00), Cuiabá (277,00 e 280,00) e Sudeste (277,00 e 280,00). Isso demonstra que, apesar das distâncias internas, as referências comerciais seguem alinhadas. A presença de grandes indústrias contribui para essa uniformidade.
O Paraná, com 297,00 e 300,00, se equipara ao Centro-Sul e mostra forte presença de frigoríficos habilitados para mercados mais exigentes. Já Santa Catarina, com 287,00 e 290,00, mantém valores consistentes com seu perfil de menor oferta e forte consumo regional.
Estados do Norte e Nordeste apresentam maior amplitude de preços, reflexo de logística, distância de plantas frigoríficas e características do rebanho. Exemplos incluem Maranhão Oeste (264,00 e 267,00), Acre (252,50 e 255,00) e Roraima (269,00 e 272,00). Ainda assim, muitos desses estados vêm ganhando relevância por conta do avanço tecnológico em suas cadeias produtivas.
O Pará merece destaque, pois reúne três praças importantes: Marabá (272,00 e 275,00), Redenção (275,00 e 278,00) e Paragominas (277,00 e 280,00). Os valores próximos revelam um mercado regional bem organizado, com produtores experientes no fornecimento contínuo de animais para abate.
Rondônia e Tocantins completam o mapa com valores competitivos. RO Sudeste registra 254,50 e 257,00, enquanto TO Sul e TO Norte aparecem entre 277,00 e 287,00. Esses estados têm ampliado sua participação na pecuária comercial, favorecidos por áreas extensas e boa capacidade de engorda.
No Espírito Santo (274,00 e 277,00) e no Rio de Janeiro (294,00 e 297,00), os preços refletem mercados consumidores fortes e logística mais integrada com o Sudeste. O RJ, em particular, mantém um piso elevado devido à demanda constante.
Essa visão nacional mostra que a vaca gorda continua sendo uma categoria essencial para frigoríficos que buscam custo competitivo sem abrir mão de volume e padronização. A tabela acima oferece ao produtor uma referência clara para analisar oportunidades de negociação, observar regiões com maior convergência de preços e ajustar sua estratégia conforme a realidade do mercado.
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 04/12/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.
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