Surpresa no mercado: Novilha gorda ultrapassa R$ 300 em estados-chave
novilha gorda
O preço da arroba da novilha gorda sobe em várias regiões do Brasil, chegando a R$ 310. Veja cotações por estado e tendências do mercado.
Para Quem Tem Pressa
O preço da arroba da novilha gorda continua chamando atenção no mercado pecuário brasileiro. Em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, as cotações ultrapassam a casa dos R$ 300, enquanto outras regiões ainda enfrentam valores mais modestos, abaixo de R$ 270.
O mercado da novilha gorda mostra variações significativas de acordo com a região. No Sudeste, estados como São Paulo e Minas Gerais registraram médias em torno de R$ 298 a R$ 302 por arroba. Já no Sul, os preços são expressos em kg vivo, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde a cotação gira em torno de R$ 10,25 a R$ 10,40/kg.
No Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul, os números chamam atenção: Dourados alcançou R$ 305,00, colocando a região entre as mais valorizadas do país.
Destaques Regionais
Região
Preço à Vista
Preço a Prazo
SP Barretos
298,00
302,00
SP Araçatuba
298,00
302,00
MG Triângulo
278,50
282,00
MG B.Horizonte
279,50
283,00
MG Norte
286,50
290,00
MG Sul
279,50
283,00
GO Goiânia
281,50
285,00
GO Reg. Sul
281,50
285,00
MS Dourados
301,00
305,00
MS C. Grande
298,00
302,00
MS Três Lagoas
296,00
300,00
RS Oeste (kg)
10,25
10,40
RS Pelotas (kg)
10,25
10,40
BA Sul
261,50
265,00
BA Oeste
263,50
267,00
MT Norte
281,50
285,00
MT Sudoeste
276,50
280,00
MT Cuiabá
286,50
290,00
MT Sudeste
281,50
285,00
PR Noroeste
306,00
310,00
SC
296,00
300,00
MA Oeste
247,00
250,00
Alagoas
281,50
285,00
PA Marabá
264,50
268,00
PA Redenção
266,50
270,00
PA Paragominas
263,50
267,00
RO Sudeste
263,50
267,00
TO Sul
269,50
273,00
TO Norte
266,50
270,00
Acre
224,00
227,00
ES
268,50
272,00
RJ
276,50
280,00
Tendências do Mercado
O preço da arroba da novilha gorda reflete um cenário de firmeza na reposição e interesse crescente por parte dos frigoríficos. Com a entressafra se aproximando, há expectativa de manutenção ou até elevação dos preços em estados com oferta mais limitada.
Além disso, a alta do boi gordo em algumas regiões também influencia positivamente as negociações da novilha gorda. Pecuaristas avaliam com atenção a relação custo-benefício de manter ou vender o animal, considerando os custos de nutrição e confinamento.
Comparação Entre Regiões
Mais valorizado: Noroeste do Paraná, chegando a R$ 310,00.
Menor preço: Acre, com R$ 224,00.
Média nacional: entre R$ 278,00 e R$ 290,00.
Essa disparidade evidencia as diferenças estruturais entre regiões produtoras, desde a logística até a demanda dos frigoríficos locais.
Conclusão
O acompanhamento do preço da arroba da novilha gorda mostra claramente um mercado heterogêneo no Brasil, onde cada região apresenta características próprias de oferta, demanda e logística.
No Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, os preços giram em torno de R$ 298 a R$ 302, mantendo estabilidade, mas ainda atraindo atenção dos frigoríficos. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, o destaque é evidente: valores acima de R$ 300 mostram um mercado aquecido, pressionado pela baixa oferta de animais e maior procura pela indústria.
O Sul do Brasil se confirma como protagonista, principalmente no Noroeste do Paraná, onde a arroba da novilha gorda atingiu R$ 310 — o maior valor registrado. Santa Catarina e Rio Grande do Sul também acompanham a tendência de preços firmes, ainda que no RS a comercialização seja medida por kg vivo.
No Centro-Oeste, Goiás e Mato Grosso seguem em patamar intermediário, próximos da média nacional, mas com boa liquidez. Já no Norte e Nordeste, os preços ainda estão mais baixos, como no Acre (R$ 224), Maranhão (R$ 247) e Bahia (R$ 261–267), refletindo menor demanda frigorífica e desafios logísticos.
De modo geral, a diferença entre as regiões é significativa: enquanto o pecuarista do Paraná negocia sua novilha gorda acima de R$ 300, no Acre esse mesmo animal vale pouco mais de R$ 220. Essa disparidade reforça a importância de acompanhar diariamente os boletins de preços, pois uma decisão de venda ou retenção pode alterar consideravelmente a margem do produtor.
Além disso, fatores externos como o avanço do boi gordo, a entressafra e os custos de insumos (ração, milho e soja) influenciam diretamente as perspectivas futuras. A tendência é de manutenção ou até leve valorização dos preços em regiões com menor disponibilidade de animais prontos para o abate.
Portanto, para o pecuarista, a estratégia mais inteligente neste cenário é avaliar com atenção não apenas o preço atual, mas também o contexto regional, a demanda frigorífica e o custo de manutenção. Essa análise pode significar a diferença entre apenas cobrir custos ou aproveitar uma janela de alta para aumentar a lucratividade.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 02/09/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.