Confira a tabela completa com o preço do boi china nas principais praças pecuárias neste sábado. São Paulo e Pará lideram as máximas de mercado a prazo.
“Para Quem Tem Pressa”
O preço do boi china mantém o ritmo firme no mercado físico neste sábado, registrando estabilidade no teto histórico de R$ 355,00/@ a prazo nas praças de São Paulo e Pará (Paragominas). A forte demanda externa e as escalas de abate ajustadas nos frigoríficos exportadores sustentam os patamares elevados da arroba. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul seguem alinhados a R$ 350,00/@, enquanto praças como Espírito Santo operam na mínima técnica de R$ 320,00/@ bruto.
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Mercado físico firme: Preço do boi china dita as regras nas praças pecuárias
O mercado físico da carne bovina inicia este sábado com forte sustentação e pecuaristas atentos às novas tabelas de referência da Scot Consultoria. O preço do boi china, balizador das negociações de animais jovens que atendem aos rigorosos padrões de exportação asiáticos, consolida patamares expressivos nas principais regiões produtoras do país.
O cenário atual reflete uma combinação clássica e favorável ao produtor: oferta restrita de animais de cocho terminados no padrão de exportação e indústrias exportadoras operando com escalas de abate relativamente apertadas para atender aos contratos internacionais vigentes. Se você achava que a pressão de compra chinesa daria trégua no fim de semana, os números mostram que os frigoríficos continuam abrindo as carteiras para garantir o suprimento de suas linhas de desossa.
São Paulo e Pará lideram o ranking de preços da arroba
Quando analisamos os dados consolidados a prazo (30 dias), fica evidente o destaque para a praça paulista e a região Norte. Em São Paulo, o preço do boi china atinge o teto bruto de R$ 355,00 por arroba, o que resulta em um preço líquido de R$ 349,00 após os descontos habituais.
Surpreendendo os mais tradicionais analistas — ou apenas confirmando o óbvio para quem conhece a força logística da região —, a praça de Paragominas, no Pará, empata rigorosamente com o mercado paulista, sustentando os mesmos R$ 355,00/@ bruto. Parece que a distância física dos grandes portos do Sudeste já não assusta mais os compradores ávidos pelo padrão asiático.
O bloco intermediário de R$ 350,00 por arroba
Logo atrás dos líderes de mercado, um pelotão robusto mantém as negociações firmadas na casa dos R$ 350,00/@ bruto (R$ 344,50/@ líquido). Este bloco é composto por estados estratégicos para a pecuária de corte nacional:
- Mato Grosso: Forte no confinamento, sustenta as negociações sem recuos.
- Mato Grosso do Sul: Mantém o equilíbrio exato com o estado vizinho.
- Pará (Redenção e Marabá): Mostrando a consistência da produção para exportação no estado.
Nestas regiões, a liquidez segue considerada boa para o período, e o produtor que possui lotes homogêneos e prontos para o gancho consegue prender escalas curtas com relativa facilidade.
Paraná, Rondônia e Tocantins em ritmo constante
Abaixo da linha dos trezentos e cinquenta reais, encontramos o Paraná operando a R$ 347,00/@ bruto (R$ 341,50/@ líquido), demonstrando a resiliência do mercado sulista. Rondônia aparece na sequência cotado a R$ 345,00/@ bruto, enquanto a praça do Tocantins se estabelece em R$ 340,00/@ bruto. São valores que, historicamente, garantem uma excelente margem operacional para quem controlou os custos de nutrição ao longo dos últimos meses.
+------------------------------------+-----------------------+-------------------------+| UF / Praça | Preço Bruto 30 dias | Preço Líquido 30 dias |+------------------------------------+-----------------------+-------------------------+| São Paulo | R$ 355,00 | R$ 349,00 || Pará - Paragominas | R$ 355,00 | R$ 349,00 || Mato Grosso | R$ 350,00 | R$ 344,50 || Mato Grosso do Sul | R$ 350,00 | R$ 344,50 || Pará - Redenção e Marabá | R$ 350,00 | R$ 344,50 || Paraná | R$ 347,00 | R$ 341,50 || Rondônia | R$ 345,00 | R$ 339,50 || Tocantins | R$ 340,00 | R$ 334,50 || Minas Gerais (Exceto Sul) | R$ 332,00 | R$ 326,50 || Goiás | R$ 330,00 | R$ 324,50 || Espírito Santo | R$ 320,00 | R$ 315,00 |+------------------------------------+-----------------------+-------------------------+
As mínimas de mercado e o cenário em Goiás e Minas Gerais
Nem tudo são flores (ou pasto verde) em todas as coordenadas geográficas. O preço do boi china encontra suas menores referências deste sábado na região do Espírito Santo, cotado a R$ 320,00/@ bruto. Um degrau acima está Goiás, operando a R$ 330,00/@ bruto, e Minas Gerais (desconsiderando a região Sul do estado), registrando R$ 332,00/@ bruto.
Embora fiquem defasados em até R$ 35,00 por arroba em relação a São Paulo, analistas locais apontam que o fluxo de escoamento interno e as dinâmicas regionais de frete justificam essa disparidade. De qualquer forma, negociar um animal no padrão “China” em Minas ainda se mostra muito mais vantajoso do que destinar o mesmo lote ao mercado doméstico tradicional.
Perspectivas para o comportamento das escalas de abate
Para o restante da semana, a expectativa é de manutenção do viés firme para o preço do boi china. A proximidade da virada de mês e o pagamento dos salários no mercado interno costumam dar um fôlego extra para a carne de balcão, o que impede que os frigoríficos tentem pressionar as cotações para baixo utilizando o mercado interno como desculpa.
Com o mercado externo operando em velocidade de cruzeiro e o câmbio mantendo a competitividade da carne brasileira lá fora, o pecuarista que tem boi padrão no pasto ou no cocho segue na cadeira de motorista das negociações.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 06/06/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria e diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Depositphotos.

