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Boi Gordo nesta terça-feira: Panorama surpreendente do mercado

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Os preços do boi gordo nesta terça-feira mostram diferenças entre regiões e prazos. Veja a tabela completa e entenda os fatores que influenciam o mercado.

Para Quem Tem Pressa

Os preços do boi gordo continuam chamando atenção em todo o país. Para facilitar sua vida, reunimos uma tabela completa com as referências por região, explicações diretas sobre o que influencia os valores e um panorama claro do momento, sem complicações. Tudo pronto para você decidir com segurança — e com menos café derramado na correria do dia.


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Tabela Completa de Preços do Boi Gordo

Região / PraçaÀ vista30 dias
SP Barretos318,50322,00
SP Araçatuba318,50322,00
MG Triângulo308,50312,00
MG Belo Horizonte314,50318,00
MG Norte311,50315,00
MG Sul308,50310,00
GO Goiânia311,50315,00
GO Região Sul311,50315,00
MS Dourados311,50315,00
MS Campo Grande312,50316,00
MS Três Lagoas308,50312,00
RS Oeste (kg)10,4510,55
RS Pelotas (kg)10,7510,85
BA Sul308,50312,00
BA Oeste313,50317,00
MT Norte299,00302,00
MT Sudoeste297,00300,00
MT Cuiabá301,00304,00
MT Sudeste302,00305,00
PR Noroeste323,50327,00
SC321,50325,00
MA Oeste299,00302,00
Alagoas299,00302,00
PA Marabá297,00300,00
PA Redenção289,00292,00
PA Paragominas306,50310,00
RO Sudeste275,00278,00
TO Sul302,00305,00
TO Norte298,00301,00
Acre267,00270,00
ES317,00320,00
RJ321,50325,00
Roraima289,00292,00

Panorama do mercado de Boi Gordo no Brasil

O mercado de boi gordo continua sendo um dos mais observados do agronegócio, afinal ele exerce influência direta sobre a cadeia da carne bovina, da cria ao varejo. Mesmo com ritmos diferentes entre estados, o produtor precisa acompanhar detalhes como oferta regional, dinâmica de abates, logística, concorrência entre plantas e comportamento de consumo — cada um deixando sua marca nos preços.

Uma característica interessante que salta aos olhos é a amplitude das referências entre regiões. Do Acre a São Paulo, a diferença é expressiva. Isso não significa que um estado “ganha” ou “perde”, mas apenas que cada praça opera com condições específicas: custos, distância dos frigoríficos, peso médio dos animais, genética predominante, sazonalidade de pastagens e até infraestrutura de transporte.

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Além disso, a modalidade de pagamento — à vista ou em 30 dias — mostra diferenças discretas, porém constantes. Elas refletem políticas internas dos frigoríficos, fluxo de caixa, competição e perfis dos produtores. Por isso, observar as duas colunas é sempre importante no planejamento.


O que influencia esses valores?

1. Oferta regional

Em regiões onde o volume de boiadas prontas diminui, os frigoríficos naturalmente passam a disputar mais lotes, enquanto em áreas com maior disponibilidade o ritmo muda. Esse é um aspecto estrutural e recorrente no país.

2. Perfil das indústrias

Há praças com muitos frigoríficos em funcionamento e outras com concentração maior. Onde a concorrência é ampla, o pecuarista costuma encontrar negociações mais equilibradas.

3. Distância e logística

O frete ainda pesa muito na pecuária. Lugares mais distantes dos grandes centros consumidores ou exportadores costumam apresentar valores diferentes.

4. Padrão dos animais

Peso, acabamento, idade e consistência do lote sempre entram na composição dos preços. Praças com tradição em genética taurina ou cruzamentos industriais podem apresentar referências específicas.

5. Mercado interno e exportações

Consumo doméstico, demanda de indústrias e contratos internacionais ajudam a moldar o cenário. Mesmo sem citar “movimentos de mercado”, fica claro que esses fluxos afetam as decisões das plantas frigoríficas.


Análise geral dos dados

A tabela enviada revela um quadro bastante diversificado. Algumas regiões apresentam referências acima de 320 reais, como Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e parte de São Paulo. Essa faixa costuma refletir animais bem padronizados, boa estrutura de compra e forte presença da indústria.

Já estados como Acre, Roraima e algumas áreas do Pará aparecem com valores menores, o que historicamente está ligado a fatores logísticos e características regionais.

O Mato Grosso, tradicional gigante da pecuária, mostra grande diversidade interna: Norte, Sudoeste, Cuiabá e Sudeste operam em níveis próximos, porém com nuances que demonstram perfis diferentes de produção.

No Nordeste, Bahia e Alagoas exibem valores próximos, mostrando relativa estabilidade regional. No Centro-Oeste, Goiás e Mato Grosso do Sul aparecem com referências semelhantes, indicando certa uniformidade de compra por parte das indústrias.

No geral, os dados ajudam o pecuarista a enxergar melhor onde está posicionado em relação ao restante do país — seja para avaliar competitividade, projetar negócios futuros ou entender novas oportunidades.

E, claro, sempre vale lembrar: comparar números é ótimo, mas cuidar da eficiência da fazenda é ainda mais decisivo para proteger a margem. Até porque, como diz o ditado pecuarista: “Preço bom não conserta boi ruim.”


Disclaimer

Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 09/12/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.

Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.


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