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Boi gordo valoriza sem freio: O que está por trás da alta?

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O boi gordo valoriza sem freio, impulsionado por exportações recordes e oferta curta. Entenda o que sustenta essa alta histórica no mercado.

Para quem tem pressa 🕒

A arroba do boi gordo segue firme, sustentada pelas exportações recordes de carne bovina, com a China puxando a fila e garantindo preços robustos em quase todas as praças do país. A oferta curta e o clima favorável à retenção de gado completam o cenário.


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Mercado físico inicia a semana em alta

O mercado do boi gordo começou a semana no embalo das boas notícias externas. A arroba apresentou variações positivas em quase todas as praças pecuárias, mantendo o ritmo firme observado desde o início de outubro. Em Minas Gerais, o preço médio subiu 0,72%, alcançando R$ 304,17/@.

Na B3, o contrato com vencimento em dezembro de 2025 também mostrou força, avançando 0,38% e sendo negociado a R$ 330,65/@. O mercado físico segue ajustado, com oferta restrita e escalas curtas de abate — em torno de 7 dias úteis.

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Segundo o indicador DATAGRO, a média dos últimos cinco dias ficou em R$ 311,26/@, mostrando trajetória de valorização desde setembro. A tendência indica firmeza moderada, sustentada por exportações fortes e pastagens renovadas pela chuva.


São Paulo: Firmeza com ajuda da China

A Scot Consultoria confirma que São Paulo fechou a quarta semana de outubro com preços firmes e exportações aquecidas. Apesar de um consumo doméstico mais contido, o escoamento de carne permanece satisfatório e superior ao observado em setembro.

Entre segunda e quinta-feira, tanto o boi gordo quanto o “boi China” registraram alta de R$ 4,00/@, enquanto a novilha avançou R$ 1,00/@. Na sexta (25), foi a vez da vaca subir R$ 2,00/@, consolidando uma semana de ganhos consistentes.

As médias estaduais ficaram em R$ 311,00/@ para o boi gordo, R$ 287,00/@ para a vaca e R$ 301,00/@ para a novilha. O boi China, estrela do momento, atingiu R$ 316,00/@, com ágio de R$ 5,00/@ sobre o boi comum. As escalas de abate seguem em cerca de oito dias — curtas o suficiente para manter a pressão de alta.

Os analistas observam que a escassez de animais prontos para o abate e o retorno das chuvas — que favorecem a retenção e o início da estação de monta — reforçam o cenário de preços firmes no curto prazo.


Goiás: Valorização seletiva e equilíbrio entre oferta e demanda

Em Goiás, o mercado também reage positivamente, embora com nuances regionais. A menor oferta de boiadas impulsionou as cotações, mesmo com um ritmo mais lento nas vendas de carne. O resultado foi um equilíbrio delicado entre oferta e demanda.

Em Goiânia, o boi gordo é negociado a R$ 300,00/@, a vaca a R$ 280,00/@ e a novilha a R$ 287,00/@, com escalas médias de 11 dias. No Sul do estado, a vaca subiu R$ 3,00/@ e a novilha R$ 2,00/@, enquanto o boi gordo manteve-se estável em R$ 297,00/@.

O boi China continua sendo o diferencial competitivo, cotado a R$ 302,00/@ em Goiânia (ágio de R$ 2,00/@) e R$ 305,00/@ no Sul (ágio de R$ 5,00/@). Todos os valores são brutos e com prazo, conforme o padrão do mercado.


Exportações batem recorde histórico

O verdadeiro combustível da valorização da arroba do boi gordo vem do exterior. Em setembro de 2025, o Brasil exportou 352 mil toneladas de carne bovina, o maior volume mensal desde 1997, segundo o MDIC e a Abiec.

O salto de 31,1% sobre setembro de 2024 e de 17,6% frente a agosto trouxe uma receita de US$ 1,9 bilhão, crescimento de 18,4% em um ano. E adivinhe quem lidera a fila? A China, com 190,5 mil toneladas embarcadas e US$ 1,06 bilhão em receita — mais da metade do total exportado.

Na sequência, aparecem União Europeia (15,4 mil t; US$ 132,7 mi), México (13,2 mil t; US$ 73,4 mi), Estados Unidos (9,9 mil t; US$ 72,3 mi) e Filipinas (12,7 mil t; US$ 58,7 mi). A carne in natura domina o cenário, representando 89,4% dos embarques, enquanto miúdos, industrializados e gordura completam o mix exportador.


Brasil consolida liderança global

De janeiro a setembro, o país exportou 2,44 milhões de toneladas, um aumento de 16% sobre 2024, com receita de US$ 12,4 bilhões (+35,4%). O desempenho mantém o Brasil na liderança mundial das exportações de carne bovina.

A China respondeu por 47% do volume total e 49% da receita, equivalente a 1,15 milhão de toneladas e US$ 6,06 bilhões. Logo atrás vêm os Estados Unidos (218,9 mil t; US$ 1,3 bi), México (94,1 mil t; US$ 513,1 mi), Chile (91,7 mil t; US$ 497,8 mi) e Rússia (85 mil t; US$ 364,9 mi).

Mesmo com as tarifas adicionais impostas pelos EUA em agosto, o Brasil manteve-se resiliente. Em setembro, os embarques ao país caíram para 9,9 mil toneladas, mas no acumulado do ano ainda mostram crescimento de 64,6% em volume e 53,8% em valor.


Diversificação e competitividade garantem o ritmo

Outros mercados também deram show: México (+213%), União Europeia (+109%), Rússia (+50%) e Chile (+25%). A diversificação de destinos e a eficiência produtiva brasileira garantem o fôlego do agronegócio mesmo diante de tarifas e volatilidade internacional.

Com a demanda externa aquecida, os analistas acreditam que a arroba do boi gordo seguirá valorizada até o fim do ano. Afinal, como brincam alguns pecuaristas, “quando a China tem apetite, o pasto brasileiro engorda junto.” 🐮💰


Conclusão

A arroba do boi gordo vive um dos momentos mais consistentes dos últimos anos, sustentada por exportações recordes, oferta limitada e cenário climático favorável. O curto prazo promete preços firmes, e o médio prazo dependerá da continuidade do apetite chinês e do desempenho global da carne bovina brasileira.


Disclaimer

Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 28/10/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.

Fonte: Diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.


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