pecuária
O Boi China a prazo é um dos indicadores mais observados do mercado pecuário brasileiro. Em 17 de outubro de 2025, as cotações mostram um retrato interessante das regiões produtoras. Os preços variam conforme o estado e refletem particularidades locais, como logística, incentivos fiscais e exigências de exportação. A seguir, veja a tabela completa e entenda o que está por trás desses números — sem jargões ou complicações.
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O termo Boi China a prazo se refere ao preço pago por arroba de boi gordo destinado à exportação para o mercado chinês, com pagamento diferido. Esse mercado é um dos pilares da pecuária brasileira, tanto pelo volume quanto pelo padrão de qualidade exigido.
As cotações de 17 de outubro de 2025, divulgadas pela Scott Consultoria, ilustram bem o cenário: valores que, embora próximos, evidenciam nuances regionais e logísticas.
| UF | Preço Bruto (R$/@) | Preço Livre de Impostos (R$/@) |
|---|---|---|
| São Paulo | 310,00 | 305,50 |
| Minas Gerais (Exceto região Sul) | 300,00 | 295,50 |
| Mato Grosso | 305,00 | 300,50 |
| Mato Grosso do Sul | 320,00 | 315,00 |
| Goiás | 297,00 | 292,50 |
| Pará – Paragominas | 300,00 | 295,50 |
| Pará – Redenção e Marabá | 298,00 | 293,50 |
| Rondônia | 284,00 | 279,50 |
| Espírito Santo | 295,00 | 290,50 |
| Tocantins | 295,00 | 290,50 |
| Paraná | 317,00 | 312,00 |
O Boi China a prazo mostra um mosaico de condições regionais.
Em estados com forte estrutura de exportação e frigoríficos habilitados para o mercado chinês, os valores tendem a ser mais estáveis. Já em áreas onde o escoamento depende de rotas longas ou infraestrutura mais limitada, o custo operacional interfere diretamente no valor final pago ao produtor.
O transporte da carcaça até os portos de embarque, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste, representa uma fatia considerável do custo. Estados como São Paulo e Paraná se beneficiam de melhor infraestrutura e proximidade dos canais de exportação, o que ajuda a manter os preços do Boi China a prazo mais competitivos.
Em contrapartida, regiões amazônicas, como Pará e Rondônia, enfrentam desafios de logística e fiscalização ambiental que impactam a cadeia de fornecimento, refletindo nos valores finais.
A China continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira. O Boi China a prazo segue padrões de rastreabilidade e qualidade específicos, o que cria uma categoria premium dentro do mercado de boi gordo.
Essa demanda influencia a dinâmica de preço e incentiva os pecuaristas a investir em práticas de manejo mais rigorosas.
A valorização do produto está relacionada à exigência chinesa por carne proveniente de áreas livres de desmatamento e com controle sanitário avançado. Isso obriga muitos produtores a adaptar-se a um novo perfil de consumo global: carne sustentável e rastreável.
Os números da tabela acima não são apenas cotações — são indicadores estratégicos para tomada de decisão.
Produtores que fornecem Boi China a prazo devem observar fatores como:
A análise conjunta desses pontos permite entender por que estados próximos, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podem apresentar diferenças de até R$ 15,00 na arroba.
No mundo da pecuária, cada centavo na arroba tem história. Há quem diga que o Boi China a prazo é o “termômetro diplomático” entre Brasil e China — quando a logística vai bem, o preço sorri.
Mas, claro, tudo dentro dos limites do pasto e da paciência. Afinal, nem só de dólar vive o pecuarista: ele também precisa lidar com chuva, estrada e planilha.
O acompanhamento do Boi China a prazo não serve apenas para medir preços, mas para entender o comportamento de um mercado que conecta o campo brasileiro à mesa do consumidor chinês.
Esses números refletem eficiência logística, práticas de sustentabilidade e, acima de tudo, o papel estratégico da pecuária nacional na economia global.
Manter-se informado e interpretar os dados corretamente é o primeiro passo para que o produtor transforme cotações em decisões inteligentes — e não apenas em curiosidade de mercado.
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 17/10/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.
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