Phytophthora na soja: Prejuízo pode chegar a 10 sc/ha
A Phytophthora na soja pode reduzir até 10 sacas por hectare e sobreviver anos no solo. Entenda como identificar e evitar prejuízos na lavoura.
Para Quem Tem Pressa
A Phytophthora na soja é um “falso fungo” que pode sobreviver de 2 a 12 anos no solo e causar perdas de até 10 sacas por hectare. Muitas vezes confundida com estresse hídrico, essa doença silenciosa ataca as raízes em períodos de alta umidade. O controle eficiente exige diagnóstico correto e tratamento de sementes com tecnologias específicas.
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Phytophthora na soja: O inimigo silencioso da produtividade
Nem toda planta murcha está com sede — e é aí que mora o perigo. No campo, é comum associar reboleiras de soja ao calor excessivo ou à falta de chuva. Mas, em muitos casos, o verdadeiro problema é a Phytophthora na soja, um adversário invisível que age de forma silenciosa e persistente.
Esse patógeno, que na verdade é um oomiceto (ou seja, um “falso fungo”), tem uma característica que preocupa: ele pode permanecer no solo por até 12 anos, esperando apenas as condições ideais para atacar novamente.
A ameaça que fica escondida no solo
A Phytophthora na soja não precisa de pressa. Ela sobrevive no solo por longos períodos — entre 2 e 12 anos — podendo vir de safras anteriores ou até da vegetação nativa.
O detalhe mais crítico é o gatilho para sua ativação: a umidade.
Quando chove bem (o que normalmente é motivo de comemoração), esse patógeno desperta e começa a atacar o sistema radicular da planta, comprometendo seu desenvolvimento desde o início.
Prejuízo real: Até 30% da produtividade
Os impactos da Phytophthora na soja não são pequenos. Em situações mais severas, as perdas podem chegar a 30% da lavoura.
Na prática, isso significa:
- Redução de até 10 sacas por hectare
- Menor desenvolvimento das plantas
- Falhas visíveis em reboleiras
E o pior: muitas vezes o produtor nem percebe que está lidando com esse problema específico.
O erro mais comum no diagnóstico
Um dos maiores desafios da Phytophthora na soja é a confusão com estresse hídrico.
Visualmente, os sintomas podem enganar:
- Plantas murchas
- Desenvolvimento irregular
- Áreas com falhas
Segundo especialistas da área, é comum o produtor atribuir essas perdas ao clima — calor ou falta de chuva — quando, na verdade, o problema está no solo.
👉 Por isso, o manejo correto começa com análise fitopatológica.
Sem esse diagnóstico, o risco é investir em soluções erradas, combater o inimigo errado e perder produtividade mesmo assim.
Diagnóstico correto é o primeiro passo
Não existe espaço para “achismo” quando se fala em Phytophthora na soja.
A recomendação técnica é clara:
- Realizar análise de solo
- Identificar o patógeno corretamente
- Diferenciar entre fungos, nematoides e oomicetos
Só assim é possível escolher a estratégia de controle adequada e evitar desperdício de recursos.
Tratamento de sementes: Proteção desde o início
Quando o inimigo é específico, a solução também precisa ser.
A Phytophthora na soja exige tecnologias direcionadas, principalmente no tratamento de sementes. Diferente de fungicidas tradicionais, algumas soluções modernas atuam de forma mais precisa contra oomicetos.
Um exemplo é o uso de moléculas específicas, como a oxathiapiprolin, desenvolvidas para esse tipo de patógeno.
Além disso, tecnologias mais recentes oferecem:
- Menor volume de calda (cerca de 30 ml/100 kg de sementes)
- Melhor recobrimento
- Preservação do vigor da semente
Isso garante que a planta comece seu ciclo com proteção desde o início — o que faz toda a diferença no campo.
Conta simples: Investimento que vira lucro
A lógica econômica da Phytophthora na soja é direta.
O investimento em tratamento de sementes costuma girar em torno de:
- Meio saco de soja por hectare
Enquanto o retorno pode chegar a:
- Até 8 sacas por hectare preservadas
Ou seja, ignorar o problema pode sair muito mais caro do que preveni-lo.
A importância da prevenção na lavoura
A Phytophthora na soja reforça uma lição clássica do agro: o sucesso da colheita começa antes do plantio.
Não adianta investir em genética de ponta se a raiz da planta fica vulnerável a um patógeno que já está no solo há anos esperando o momento certo para agir.
Por isso, a estratégia mais eficiente envolve:
- Diagnóstico correto
- Escolha da tecnologia adequada
- Tratamento preventivo de sementes
Conclusão: O barato pode sair caro
No campo, experiência conta — mas tecnologia faz diferença.
A Phytophthora na soja é um inimigo paciente, silencioso e altamente prejudicial. Ignorá-la ou tratá-la de forma genérica pode custar caro na produtividade.
Se existe um “seguro barato” na lavoura, ele começa antes da semente tocar o solo.
Porque, no fim das contas, ganhar produtividade não é só sobre plantar bem — é sobre proteger melhor desde o primeiro dia.
Imagem principal: IA.

