Como ajudar seu pet a enfrentar barulhos de fogos e trovões - Imagem gerada por IA
Quem tem pet em casa sabe: basta o primeiro estrondo de trovão ou o barulho dos fogos para que cães e gatos fiquem inquietos, busquem esconderijos ou apresentem sinais claros de medo. Esse comportamento é mais comum do que se imagina e pode gerar muito estresse nos animais. Mas, felizmente, existem formas práticas de ajudar seu companheiro a enfrentar essas situações com mais tranquilidade e segurança.
Cães e gatos possuem uma audição muito mais sensível que a dos humanos. Um som que para nós parece alto, para eles é quase ensurdecedor. Além disso, esses ruídos inesperados e intensos ativam um instinto de sobrevivência: os pets não sabem de onde vem o som nem se ele representa perigo real, e isso desencadeia medo e ansiedade. Esse estresse pode se manifestar em tremores, latidos excessivos, miados altos, tentativas de fuga ou até comportamento agressivo.
Uma das medidas mais eficazes é oferecer um ambiente seguro e confortável para o pet. Escolha um cômodo onde os barulhos externos sejam menos intensos, como um quarto interno, e mantenha portas e janelas fechadas para abafar os sons. Coloque ali a caminha, brinquedos preferidos e até uma peça de roupa com seu cheiro, que transmite segurança. Alguns tutores improvisam “tendas” ou cobertores sobre a casinha ou caminha, criando um espaço mais protegido onde o animal se sente acolhido.
Outra técnica bastante útil é usar sons calmantes para disfarçar o barulho dos fogos ou trovões. Música suave, televisão ligada em volume médio ou até ruídos brancos podem ajudar a reduzir o impacto dos sons externos. O segredo é iniciar esse recurso antes do início dos fogos ou da tempestade, para que o pet associe os novos sons a algo agradável, e não a uma resposta de desespero.
Muitos tutores, sem perceber, reforçam o medo do pet. Quando o animal está ansioso e o dono briga, grita ou demonstra nervosismo, a situação piora. O ideal é agir com calma e naturalidade, oferecendo carinho na medida certa. Excesso de atenção também pode ser interpretado como confirmação de que há um perigo real. O equilíbrio está em transmitir segurança: mostrar que você está por perto, mas sem superproteger.
Se o problema for recorrente, como em cidades onde há muitos fogos, pode ser interessante investir em um treinamento gradual. Existem gravações de sons de trovões e fogos que podem ser reproduzidas em volumes baixos, aumentando progressivamente conforme o pet se acostuma. Esse processo de dessensibilização deve ser feito com paciência, associado a recompensas como petiscos ou brincadeiras, para que o animal associe os ruídos a experiências positivas.
Nos últimos anos, surgiram produtos desenvolvidos especificamente para ajudar pets ansiosos. Um dos mais conhecidos é a “roupinha calmante” ou colete de compressão, que envolve o corpo do animal com leve pressão, transmitindo sensação de segurança. Também existem feromônios sintéticos em difusores ou sprays, que imitam odores naturais de acolhimento e ajudam a relaxar cães e gatos. Esses recursos podem ser aliados valiosos nos momentos mais críticos.
Em situações mais graves, quando o animal entra em pânico, se machuca tentando fugir ou apresenta comportamento de autodestruição, a ajuda de um veterinário é indispensável. Existem opções de medicamentos calmantes que devem ser prescritos e acompanhados por profissionais, garantindo o bem-estar do pet sem riscos de efeitos colaterais. Jamais ofereça remédios por conta própria, pois substâncias humanas podem ser tóxicas para os animais.
Antecipar-se é sempre a melhor estratégia. Se você sabe que haverá fogos, como em festas de fim de ano, já deixe o ambiente preparado com antecedência. Durante épocas de chuvas intensas, fique atento à previsão do tempo e monte o espaço seguro antes da tempestade começar. Essa preparação evita improvisos e dá ao animal tempo de se adaptar ao ambiente mais tranquilo antes do início dos estrondos.
Mais do que qualquer técnica, a postura do tutor faz diferença. Pets percebem nossas emoções e reagem de acordo com elas. Um tutor nervoso transmite insegurança, enquanto alguém tranquilo e confiante ajuda o animal a lidar melhor com os barulhos. Oferecer companhia, brincar e manter a rotina normal sempre que possível faz com que o pet sinta que, apesar dos estrondos, nada de ruim está acontecendo.
Com atenção, paciência e preparo, é possível transformar momentos de pânico em situações mais controladas. Cada pet é único, e o processo de adaptação pode ser mais rápido para uns e mais lento para outros. O importante é não desistir e buscar alternativas que façam sentido para a realidade do seu lar. Afinal, oferecer segurança e bem-estar ao animal é também fortalecer o vínculo de confiança e amor que existe entre vocês.
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