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Pecuária no México: Impactos Financeiros e Desafios Atuais

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Descubra como funciona a pecuária no México, desde a cria em pequenas propriedades até a exportação para os EUA e as raças que dominam o setor.

Para Quem Tem Pressa

A pecuária no México apresenta um cenário de contrastes, onde a cria permanece nas mãos de pequenos produtores, enquanto a recria e engorda são dominadas por grandes frigoríficos e confinamentos. Com um plantel que sofreu redução significativa nos últimos anos, o setor busca se reestruturar através do melhoramento de pastagens e da diversificação de raças, como o crescente Nelore, visando manter a relevante exportação de bezerros para o mercado norte-americano.

Pecuária no México


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A Estrutura da Produção: Da Cria ao Confinamento

Na pecuária no México, observa-se uma divisão clara entre as etapas de produção. A fase de cria é majoritariamente conduzida por pequenos produtores, que detêm o rebanho de base. Em contrapartida, as etapas de recria e engorda estão concentradas nas mãos de grandes frigoríficos, que controlam os confinamentos. Esta estrutura impõe desafios aos produtores independentes, que muitas vezes precisam vender seus bezerros com até 350 kg para os confinamentos, a fim de evitar penalizações na carcaça.


Diversidade de Raças e Influências Genéticas

A composição racial do rebanho mexicano é diversificada, refletindo influências regionais e de mercado. O Brahman destaca-se como a raça número um, impulsionado pela influência genética americana. Nas regiões tropicais, como o Golfo do México e partes do Pacífico (Guerrero e Michoacán), o Indubrasil ainda mantém uma presença forte como a principal raça zebuína.

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Entretanto, novas tendências estão surgindo na pecuária no México. As raças Nelore e Sindi apresentam um crescimento notável, especialmente no sul do país, em áreas de abertura de novas fronteiras agrícolas. Além disso, as raças Girolando e Gir estão disseminadas por todo o território nacional, contribuindo para a produção leiteira e de dupla aptidão.


Desafios na Produção de Pastagens

O setor de forrageiras na pecuária no México enfrentou um período de retração, com uma queda de cerca de 50% nas importações de sementes de pastagens nos últimos dez anos. Este declínio é atribuído a fatores econômicos, instabilidade em governos anteriores e questões de segurança que levaram ao abandono de propriedades. Apesar disso, observa-se um movimento atual de recuperação, com produtores buscando melhorar o peso ao desmame, que hoje gira em torno de 170 a 180 kg, visando maior eficiência produtiva.


O Mercado de Exportação e a Sanidade Animal

O México é um exportador histórico de bezerros em pé para os Estados Unidos, uma atividade vital para a rentabilidade da pecuária no México. No entanto, desafios sanitários, como o ressurgimento da bicheira (causada pelo verme barrenador), têm impactado o comércio fronteiriço. O controle rigoroso e a cooperação internacional são essenciais para manter o fluxo de animais e a saúde do rebanho mexicano, que hoje conta com cerca de 28 milhões de cabeças, após uma redução drástica de seu auge de 54 milhões.


Conclusão

A pecuária no México atravessa um momento de transição e reajuste estrutural, conforme detalhado no arquivo “ÁGIO DO BEZERRO NO MÉXICO CHEGA A 50 Um bezerro custa 6 mil, enquanto um boi vale 12 mil…”. Após uma redução drástica no rebanho nacional — que caiu de 54 milhões para cerca de 28 milhões de cabeças nos últimos anos — o setor busca eficiência através da especialização das fases produtivas e do melhoramento genético.

Aqui estão os pontos fundamentais para entender o cenário atual:

  • Divisão de Forças: A fase de cria permanece resiliente nas mãos de pequenos produtores, enquanto a recria e a engorda tornaram-se domínios de grandes frigoríficos e sistemas de confinamento.
  • Genética em Evolução: O Brahman continua sendo a raça predominante devido à proximidade e influência do mercado americano, mas há um avanço significativo de raças brasileiras como o Nelore e o Sindi, especialmente em novas áreas de abertura no sul do país.
  • Desafios Produtivos: A queda de 50% na importação de sementes de pastagens na última década reflete períodos de instabilidade econômica e de segurança, impactando diretamente o peso médio do desmame, que hoje situa-se entre 170 kg e 180 kg.
  • Dependência Externa: A exportação de bezerros para os Estados Unidos é o motor comercial do setor, mas enfrenta riscos constantes relacionados a barreiras sanitárias, como o recente ressurgimento da bicheira (gusano barrenador).

Em suma, o México tenta recuperar sua relevância produtiva equilibrando a tradição dos pequenos criadores com a tecnologia dos grandes grupos, enquanto abre as portas para a genética zebuína de alto desempenho para otimizar seus resultados a pasto.

Imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.


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