Pasto na seca: Escolha o capim certo e evite prejuízos
Pasto na seca exige planejamento. Descubra como escolher o capim ideal para garantir lucro, manter o boi saudável e proteger sua fazenda.
Para Quem Tem Pressa
O pasto na seca é um dos maiores desafios da pecuária. Escolher o capim ideal e manejar corretamente o diferimento garante forragem de qualidade, nutrição para o rebanho e lucro para a fazenda. Veja agora como transformar a escassez em oportunidade.
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O desafio do pasto na seca
Durante a época seca, o solo perde umidade, a pastagem diminui e os animais encontram menos alimento disponível. Esse cenário pode reduzir o desempenho da pecuária e elevar os custos de produção, já que a suplementação passa a ser mais necessária.
A solução está em planejar com antecedência, definindo qual capim será reservado para o consumo no período crítico.
O que é diferimento de pasto
O diferimento, também chamado de “feno em pé” ou “vedação de pastagem”, é uma prática que consiste em reservar determinada área de pasto ainda no período chuvoso para ser utilizada apenas durante a seca.
Esse manejo é estratégico porque garante alimento no momento em que a pastagem naturalmente escasseia. Mas para que funcione de forma eficiente, é essencial selecionar a forrageira adequada.
Características do capim ideal
A escolha da forrageira para o pasto na seca deve considerar algumas características que fazem toda a diferença no resultado:
- Porte baixo: Capins mais baixos costumam ter colmos mais finos, o que facilita o consumo.
- Resistência ao tombamento: O capim deve permanecer ereto durante o diferimento, permitindo que os animais aproveitem melhor as folhas.
- Baixo sementeamento no outono: Essa característica aumenta a proporção de folhas, o que melhora a qualidade nutricional.
- Persistência verde: Quanto mais tempo o capim permanecer verde durante a seca, maior será o valor nutritivo oferecido ao rebanho.
Esses critérios são práticos e ajudam qualquer produtor a decidir qual pastagem diferir.
Braquiárias: Campeãs da seca
Entre as opções disponíveis, as braquiárias se destacam como as mais adequadas para diferimento. Isso ocorre porque apresentam colmos finos, bom equilíbrio entre folhas e talos e maior resistência ao tombamento.
Essas características tornam a forrageira mais atrativa e eficiente para a alimentação animal durante o período seco.
Panicuns: Manejo necessário
Já os panicuns, como o Mombaça e o Napier, são capins de porte mais alto e apresentam colmos mais grossos. Por isso, não são as opções ideais para diferimento.
Ainda assim, quando o produtor já dispõe dessas forrageiras em sua fazenda, é possível adaptá-las. O segredo está em rebaixar a altura inicial do pasto, garantindo maior proporção de folhas e retardando o processo de secagem.
Benefícios do diferimento bem planejado
Um manejo correto do pasto na seca traz diversos ganhos práticos:
- Mais autonomia: o produtor reduz a dependência de suplementos externos.
- Custo controlado: menor necessidade de comprar alimentos concentrados.
- Maior estabilidade: a fazenda se mantém produtiva mesmo em períodos críticos.
- Bem-estar animal: os bovinos têm acesso contínuo a alimento no cocho ou no campo.
Essas vantagens comprovam que o planejamento da forrageira não é apenas uma medida de segurança, mas também uma estratégia de rentabilidade.
Como aplicar na fazenda
Implementar o diferimento exige organização, mas não é complicado. Confira um passo a passo simples:
- Escolher a área a ser reservada ainda durante o período chuvoso.
- Selecionar o capim que melhor se adapta às condições do solo e clima da região.
- Definir o período de vedação, geralmente no outono.
- Controlar o acesso dos animais, evitando o pastejo antecipado.
- Utilizar a pastagem de forma gradual durante a seca, aproveitando ao máximo a forragem acumulada.
Esse planejamento pode ser repetido ano após ano, trazendo segurança para a produção.
O lucro está no planejamento
Muitos produtores enxergam a seca como uma fase inevitável de prejuízos. Mas com a escolha do capim adequado e o uso do diferimento, é possível transformar esse período em um momento de equilíbrio.
Planejamento é a palavra-chave. O pasto na seca não precisa ser sinônimo de perda: pode, sim, ser um aliado do sistema de produção.
Conclusão
Garantir forragem de qualidade no período seco depende da combinação entre capim adequado, manejo correto e organização da fazenda. As braquiárias são as campeãs nessa missão, mas outras forrageiras podem ser adaptadas com técnicas simples.
Com essa estratégia, o produtor mantém o rebanho bem alimentado, controla custos e assegura a rentabilidade do sistema pecuário, mesmo nos meses mais desafiadores do ano.
Imagem principal: IA.

