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Parasitas em gado de corte – Como proteger seu rebanho

Para quem tem pressa:
Os parasitas em gado de corte comprometem a saúde e a produtividade do rebanho, gerando prejuízos para os criadores. Conheça os principais tipos de parasitas e descubra como preveni-los para garantir animais mais saudáveis e lucrativos.

Parasitas em gado de corte: principais ameaças e prevenção

Os parasitas em gado de corte representam um dos maiores desafios da pecuária brasileira. Eles comprometem o bem-estar animal, reduzem a produção de carne e aumentam os custos com tratamentos veterinários. Entender quais são os parasitas mais comuns e como preveni-los é essencial para manter o rebanho saudável.

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Carrapatos: os ectoparasitas mais comuns

Os carrapatos são parasitas em gado de corte facilmente identificáveis, pois vivem na superfície do animal. Embora apenas 5% estejam nos animais, enquanto 95% permanecem no pasto, o tratamento correto nos bovinos é mais eficaz.

O controle deve ser realizado entre o final da seca e início do período chuvoso, seguindo as recomendações do fabricante de carrapaticidas. Normalmente, são necessários de 5 a 6 banhos com intervalos de 21 dias.

Dermatobia hominis (berne)

A mosca Dermatobia hominis deposita ovos no gado, iniciando a fase parasitária da larva. O controle deve ser feito com pulverizações e banhos higiênicos, principalmente durante o pico da primavera, por um período de cerca de 90 dias.

Nematoides gastrintestinais: vermes internos

Vermes gastrintestinais são outro tipo de parasita em gado de corte que afeta diretamente a digestão e a absorção de nutrientes. Os ovos eclodem na pastagem e são ingeridos novamente pelos animais. O tratamento mais eficaz ocorre durante a estação seca, com 3 aplicações de vermífugos distribuídas ao longo do período de estiagem.

Babesiose: risco da Tristeza Parasitária Bovina

A Babesiose, junto com a anaplasmose, forma a Tristeza Parasitária Bovina (TPB), transmitida por carrapatos. Essa doença grave causa anemia, febre, icterícia, urina vermelha, emagrecimento e queda de fertilidade. Ao identificar sintomas, é fundamental chamar um veterinário imediatamente para diagnóstico e tratamento.

Miíase: infestação por larvas

A Miíase, conhecida como “bicheira”, ocorre quando as larvas da mosca Cochliomyia hominivorax se alojam em feridas abertas. O prejuízo inclui perda de peso e comprometimento da qualidade do couro. O cuidado preventivo envolve higiene adequada e tratamento imediato de feridas.

Boas práticas para controlar parasitas

Manter o rebanho livre de parasitas em gado de corte exige prevenção contínua. Monitorar sinais de doenças, usar aplicativos de gestão pecuária e investir em manejo adequado do pasto são estratégias essenciais.

Além disso, uma boa gestão envolve planejar tratamentos conforme a estação do ano, garantir vacinação em dia e fornecer nutrição adequada para fortalecer o sistema imunológico dos bovinos.

Alimentação e nutrição como aliado no controle de parasitas

Uma estratégia eficaz para reduzir os impactos dos parasitas em gado de corte é investir na alimentação adequada do rebanho. Bovinos bem nutridos apresentam sistema imunológico mais resistente, diminuindo a gravidade das infestações por carrapatos, vermes e moscas. Fornecer pastagem de qualidade, suplementação mineral e volumosos ricos em fibras ajuda a manter os animais fortes e produtivos. Além disso, dietas balanceadas favorecem a recuperação de bovinos já infestados, acelerando o ganho de peso e melhorando a saúde geral. Nutrição estratégica é, portanto, um aliado essencial no manejo integrado de parasitas.

Conclusão

Controlar os parasitas em gado de corte é fundamental para garantir um rebanho saudável, carne de qualidade e maior lucratividade. A prevenção inclui manejo adequado do pasto, uso correto de medicamentos, monitoramento constante dos animais e investimento em tecnologia de gestão. Criadores que adotam essas práticas conseguem reduzir infestações, minimizar prejuízos e aumentar a eficiência produtiva da fazenda. Lembre-se: identificar sinais de parasitoses precocemente e agir rapidamente é o segredo para manter os bovinos fortes, saudáveis e lucrativos.

imagem: wikimedia

Carlos Eduardo Adoryan

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Carlos Eduardo Adoryan

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