O tipo de luz que transforma folhas da costela-de-adão e evita rasgos escuros que surgem sem aviso
Nem todo rasgo nas folhas da costela-de-adão é charme. Às vezes, são sinais de socorro. Imagine investir meses cuidando da sua planta preferida, vendo suas folhas se abrirem com exuberância… até perceber que elas estão escurecendo nas bordas, rasgando sem explicação e perdendo o brilho característico. A boa notícia é que o problema tem solução — e ela começa com algo simples: o tipo certo de luz.
Costela-de-adão e sua relação direta com a luz
A costela-de-adão (Monstera deliciosa) é uma planta tropical de sombra parcial, nativa das florestas úmidas, onde a luz do sol chega filtrada pelas copas. Por isso, quando colocada em ambientes com luz inadequada, ela responde de forma silenciosa e progressiva: folhas que rasgam com facilidade, manchas escuras que aparecem nas bordas e crescimento que estagna. O segredo está em simular o que ela teria na natureza: luz indireta abundante, sem sol direto queimando suas células.
Se a luz for fraca demais, as folhas novas saem pequenas, sem fendas e com aspecto apagado. Se for forte demais, aparecem rasgos secos, queimaduras e até queda de folhas. O ponto ideal está em locais bem iluminados, próximos a janelas com cortinas finas ou luz difusa. Ambientes com luz LED branca fria também funcionam, mas precisam de alta intensidade e constância para manter o padrão de crescimento.
Sinais claros de que a luminosidade está errada
Nem todo mundo percebe que a luz está prejudicando a planta, porque os sintomas aparecem aos poucos. Mas existem sinais fáceis de identificar. Folhas que se dobram ou desidratam na base indicam excesso de sol direto. Já folhas amareladas e opacas, sem rasgos naturais, são típico de luz insuficiente. E há ainda os rasgos escuros — esses são mais alarmantes.
Quando a costela-de-adão começa a apresentar rasgos que parecem queimaduras laterais ou lesões que se expandem, é sinal de que a luz está desequilibrada. Normalmente, esses danos surgem por radiação solar direta por algumas horas por dia, especialmente nas horas mais quentes. A célula da folha não aguenta o calor concentrado e literalmente colapsa — criando essas cicatrizes nada elegantes.
Como ajustar a luz sem mudar a planta de lugar
Muitas vezes, a planta já está num ponto estratégico da casa — próxima ao sofá, no hall de entrada ou ao lado da estante. Se você não quer (ou não pode) mudar a costela-de-adão de lugar, existem soluções criativas e eficazes. A mais simples é usar películas translúcidas nas janelas, que suavizam a luz solar direta. Outra ideia é posicionar um tecido leve preso na parte superior da janela para simular sombra de copa.
Outra dica poderosa é usar luminárias de cultivo com luz branca fria (ou espectro completo) programadas para 6 a 8 horas por dia. Isso resolve o problema de quem mora em apartamentos com pouca entrada de luz natural. É como dar à planta o “sol da manhã filtrado” que ela tanto ama, mas de forma constante e segura.
E se os rasgos já apareceram?
Se as folhas da sua costela-de-adão já estão com rasgos escuros e aparência doente, o primeiro passo é interromper a causa: observe a luz ao longo do dia e corrija. Depois, pode-se fazer a poda das folhas mais comprometidas, dando espaço para novos brotos saudáveis.
Importante: evite regar em excesso na tentativa de “compensar” o dano. Com luz inadequada, a planta bebe menos, e o solo encharcado só agrava o problema. O ideal é deixar o solo secar nos primeiros dois a três centímetros antes de regar novamente.
Benefícios de uma iluminação ideal
Quando a costela-de-adão recebe a luz certa, tudo muda: as folhas ficam maiores, mais rasgadas, com cor intensa e textura firme. O crescimento se acelera, e a planta começa a soltar raízes aéreas com mais vigor. Além disso, as folhas novas já surgem perfeitas, com fendas bem definidas — sinal de que a luz está estimulando a fotossíntese no nível ideal.
Outro benefício é a resistência a pragas. Plantas saudáveis resistem melhor ao ataque de cochonilhas, ácaros e fungos. E a melhor defesa começa mesmo com a iluminação adequada, já que ela regula o metabolismo da planta como um todo.
Cuidar da costela-de-adão é entender o ambiente
A beleza da costela-de-adão vai além do seu visual tropical. Ela é um termômetro do ambiente: quando bem cuidada, responde com vigor e exuberância; quando algo vai mal — principalmente a luz — ela avisa com clareza. Mas diferente de outras plantas, ela não morre de uma hora para outra. Ela sinaliza, aguarda e se adapta… se receber ajuda.
Quem cultiva essa planta em casa precisa observar mais do que simplesmente regar ou adubar. É preciso olhar o entorno: onde bate sol, que horas a luz entra no cômodo, se há superfícies que refletem calor diretamente nas folhas. Esses detalhes fazem toda a diferença entre ter uma costela-de-adão cheia de rasgos escuros e uma planta verdadeiramente ornamental, que enche a casa de vida e personalidade.
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