O que estão escondendo de você sobre a soja nos EUA

O que estão escondendo de você sobre a situação da soja nos EUA.

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Veja também: Silício na cultura da soja

O aumento das chuvas no cinturão de produção de grãos dos Estados Unidos (EUA), garantiu melhora nas lavouras de soja, cultivadas para Nova Safra 2021/22, mas apenas de forma pontual.

Este é um dos piores cenários em nove anos

Segundo informações oficiais do departamento de agricultura dos Estados Unidos (USDA), no geral, continua tudo na mesma. Contudo, até o último domingo (11 de julho), 59% das áreas de soja estavam em boas e excelentes condições, mesmo resultado da semana anterior, mas, 8 pontos percentuais menor que o índice registrado em 6 de junho (67%). O mercado mantém alerta máximo, já que este é um dos piores cenários em nove anos.

Foto: Engenheira Agrônoma / Liliana Biondo ( Instagram de @lilianabiondo).

Passando os olhos no gráfico acima é possível confirmar que desde a seca de 2012 os EUA só registraram situação pior, nessa época do ano, por uma vez em 2019. Aquele ano marcou a maior quebra de produção de soja de toda a história. Aualmente, com 46% das áreas em floração e 10% em frutificação a produção está indefinida. Pois, é nesse fase que as plantas definem seu potencial produtivo, e, determinam o tamanho da produção que virá pela frente.

A Ruralbusines alerta quem tem seu caixa lastreado a soja. Fiquem atentos as análises diárias de mercado pois este é um ano em que nada pode dar errado.

EUA manda na formação dos preços da bolsa de Chicago

O USDA reiterou sua expectativa de produção de 119 milhões e 900 mil toneladas. Mas, mesmo chegando perto do recorde de 2018, essa produção não vai adiantar para aliviar o tremendo arrocho de abastecimento vivido pelo país.

Os especialistas, em análise de soja da Ruralbusines, calculam que: mesmo se tudo correr como previsto pelo USDA; os EUA enfrentarão mais um ano de falta histórica de soja e, o Brasil terá que suprir toda a demanda para garantir o abastecimento mundial.

Para Tânia Tozzi, analista-chefe da Ruralbusines, o cenário é o mesmo de um ano atrás. A tendência positiva é a mesma da última safra. Mas, a única coisa que falta, para soja repetir a forte escalada de alta neste segundo semestre, é o clima.

Se as chuvas voltarem a banhar as lavouras americanas, a produção pode atingir volume muito superior. A soja tem capacidade de recuperação nesse momento. Se isso não acontecer, pode ter alta no preço da soja. O que pode mudar no Brasil é o dólar.

Especulação e volatilidade darão o Tom dos negócios nos próximos 30 a 40 dias. Nesse período as lavouras de soja dos EUA terão seu potencial produtivo determinado. Por isso fica o alerta: foco em informação profissional, pois o que está em jogo não é só o resultado deste ano, mas também do próximo.

Fonte: Mundo Rural Business, adaptado.

Cristina Crispa

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