Cotação da novilha gorda surpreende em diferentes estados
O preço da arroba da novilha gorda varia até R$ 79 entre estados. Confira cotações à vista e a prazo nas principais praças do Brasil.
Para Quem Tem Pressa
O preço da arroba da novilha gorda no Brasil apresenta forte variação entre regiões, com destaque para valores mais altos em SP e MS, chegando a R$ 300,00 no pagamento a prazo. Já no Acre, a cotação é a mais baixa, com R$ 217,00 à vista. Confira abaixo a lista completa de preços e saiba onde está mais vantajoso vender ou comprar.
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Panorama Nacional da Cotação da Novilha Gorda
O mercado da novilha gorda segue aquecido em várias regiões, mas com disparidades significativas entre estados. As diferenças chegam a quase R$ 80 por arroba, o que pode impactar diretamente as decisões de compra e venda.
Destaques das Cotações à Vista e a Prazo
- SP – Barretos e Araçatuba: R$ 296,00 à vista e R$ 300,00 a prazo.
- MS – Dourados e Campo Grande: R$ 296,00 à vista e R$ 300,00 a prazo.
- MG – Belo Horizonte: R$ 276,50 à vista e R$ 280,00 a prazo.
- Acre: menor preço do país, R$ 217,00 à vista e R$ 220,00 a prazo.
Ranking por Preço à Vista (Top 5)
- SP Barretos / Araçatuba – R$ 296,00
- MS Dourados / C. Grande – R$ 296,00
- PR Noroeste – R$ 296,00
- SC – R$ 291,00
- MS Três Lagoas – R$ 288,50
Análise Regional
| Praça | À Vista (R$) | A Prazo (R$) |
|---|---|---|
| SP Barretos | 296,00 | 300,00 |
| SP Araçatuba | 296,00 | 300,00 |
| MG Triângulo | 271,50 | 275,00 |
| MG B.Horizonte | 276,50 | 280,00 |
| MG Norte | 273,50 | 277,00 |
| MG Sul | 266,50 | 270,00 |
| GO Goiânia | 271,50 | 275,00 |
| GO Reg. Sul | 271,50 | 275,00 |
| MS Dourados | 296,00 | 300,00 |
| MS C. Grande | 296,00 | 300,00 |
| MS Três Lagoas | 288,50 | 292,00 |
| RS Oeste (kg) | 10,05 | 10,20 |
| RS Pelotas (kg) | 9,85 | 10,00 |
| BA Sul | 247,00 | 250,00 |
| BA Oeste | 247,00 | 250,00 |
| MT Norte | 266,50 | 270,00 |
| MT Sudoeste | 271,50 | 275,00 |
| MT Cuiabá* | 271,50 | 275,00 |
| MT Sudeste | 271,50 | 275,00 |
| PR Noroeste | 296,00 | 300,00 |
| SC | 291,00 | 295,00 |
| MA Oeste | 242,00 | 245,00 |
| Alagoas | 286,50 | 290,00 |
| PA Marabá | 258,50 | 262,00 |
| PA Redenção | 251,50 | 255,00 |
| PA Paragominas | 256,50 | 260,00 |
| RO Sudeste | 251,50 | 255,00 |
| TO Sul | 259,50 | 263,00 |
| TO Norte | 251,50 | 255,00 |
| Acre | 217,00 | 220,00 |
| ES | 256,50 | 260,00 |
| RJ | 271,50 | 275,00 |
Tendência do Mercado
Especialistas indicam que a diferença de preços entre regiões deve continuar no curto prazo, influenciada por logística, oferta de animais terminados e demanda interna. A alta no Sudeste e Centro-Oeste sinaliza pressão de frigoríficos exportadores, enquanto no Norte e Nordeste, a distância dos principais centros consumidores pesa para baixo.
Conclusão
Com base nas cotações informadas, o preço da arroba da novilha gorda mostra uma amplitude relevante entre as praças: de R$ 217,00 (Acre, à vista) até R$ 300,00 (SP, MS e PR, a prazo). Isso significa uma diferença de R$ 79,00 no pagamento à vista e de R$ 83,00 a prazo — uma variação que impacta diretamente margem, logística e timing de venda/compra.
De forma geral, os maiores valores concentram-se no Sudeste e Centro-Oeste, com destaque para São Paulo (Barretos e Araçatuba) e Mato Grosso do Sul (Dourados e Campo Grande), além do Noroeste do Paraná — todas girando em R$ 296,00 à vista / R$ 300,00 a prazo. Santa Catarina também aparece em patamar elevado (R$ 291,00 / R$ 295,00).
Minas Gerais (R$ 266,50 a R$ 276,50 à vista) e Goiás/MT (em torno de R$ 271,50 à vista) ocupam faixa intermediária. No outro extremo, Acre, Maranhão Oeste e parte do Pará/RO/TO apresentam as menores cotações, o que pode favorecer compradores, desde que o frete e a disponibilidade de abate não anulem a vantagem. Importante: no Rio Grande do Sul, os preços são cotados por kg (R$/kg); por isso, não compare diretamente com a arroba sem converter.
A diferença entre à vista e a prazo aparece como um prêmio recorrente de ~1,3% a 1,5% (ex.: R$ 296,00 vs. R$ 300,00). Para o vendedor, aceitar pagamento a prazo só faz sentido se esse adicional superar o custo do capital e o risco de crédito; para o comprador, alongar o prazo ajuda o fluxo de caixa, mas tende a encarecer a aquisição. Em mercados apertados (SP/MS/PR), o prêmio aumenta a competição por novilhas terminadas; em praças mais baratas, o desconto reflete distância de plantas frigoríficas, oferta local e custo logístico.
O que fazer na prática:
- Produtor em praças “caras” (SP/MS/PR/SC): priorize padronização, terminação e certificações (novilha precoce, bem-acabada) para capturar os melhores ágio/premiações. Avalie contratos a prazo apenas se o prêmio cobrir seu custo financeiro.
- Produtor em praças “baratas” (N/NE): foque em ganho de peso eficiente e janela de venda (monitorando semanas de maior abate) para reduzir o “desconto de base”. Calcule o frete até plantas pagadoras e simule o preço líquido na fazenda.
- Compradores/Reposição: oportunidades surgem onde a arroba é mais baixa (Acre, MA, PA/RO/TO), mas o “barato” pode virar “caro” com frete e perda de rendimento; simule sempre o custo total entregue.
Por fim, o quadro sugere que a formação de preço seguirá sensível a logística, oferta regional de fêmeas terminadas e apetite dos frigoríficos. Quem monitorar bases regionais, negociar condições de pagamento com critério e planejar produção/venda com números na mão tende a capturar margens acima da média — independentemente da praça.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

