Neoplasia testicular em cães: causas, tipos e tratamento

Neoplasia testicular em cães: causas, tipos e tratamento

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Para quem tem pressa

A neoplasia testicular em cães é o segundo tipo de câncer mais comum entre os machos da espécie, especialmente os não castrados. Essa condição grave pode passar despercebida no início, mas com acompanhamento veterinário e diagnóstico precoce, as chances de cura aumentam. Entenda os tipos mais comuns, sintomas e formas de tratamento dessa doença silenciosa.

Neoplasia testicular em cães: um risco à saúde dos machos

A neoplasia testicular em cães afeta com maior frequência animais machos idosos que não foram castrados. A idade avançada e condições como o criptorquidismo — quando os testículos não descem para a bolsa escrotal — aumentam significativamente os riscos de surgimento de tumores.

Essas alterações congênitas criam um ambiente propício ao desenvolvimento de células anormais. Por isso, cães com testículos retidos devem ser acompanhados de perto por um médico veterinário.

Causas da neoplasia testicular canina

Ainda não se conhecem com exatidão as causas da neoplasia testicular em cães. Contudo, alguns fatores de risco já foram bem estabelecidos pela medicina veterinária:

  • Falta de castração;
  • Criptorquidismo (unilateral ou bilateral);
  • Predisposição genética, especialmente em algumas raças;
  • Idade avançada (maior incidência após os 7 anos).

Vale lembrar que nem todo tumor testicular será maligno, mas todos merecem atenção veterinária especializada.

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Tipos de neoplasia testicular em cães

Existem três tipos principais de tumores testiculares nos cães. Cada um afeta células específicas do testículo e possui características próprias:

Seminoma

Originado nas células germinativas, é um tumor geralmente benigno, de crescimento lento. Ainda assim, requer remoção cirúrgica e avaliação histopatológica.

Sertolioma

Afeta as células de Sertoli, que são responsáveis pelo suporte e nutrição das células germinativas. Possui maior potencial maligno e está frequentemente associado ao criptorquidismo.

Leydigocitoma

Surge nas células de Leydig, produtoras de testosterona. É geralmente benigno, de evolução silenciosa, e não costuma causar metástase.

Sinais clínicos do câncer testicular em cães

Os sintomas da neoplasia testicular em cães variam conforme o tipo de tumor e seu estágio. Em muitos casos, os sinais iniciais são discretos. Os mais observados são:

  • Assimetria entre os testículos;
  • Presença de nódulos ou aumento do volume escrotal;
  • Dor ao toque na região;
  • Perda de pelo e alterações na pele (hiperpigmentação);
  • Prostração e diminuição da atividade habitual.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico costuma ser feito durante consultas de rotina, com palpação testicular e toque retal. Quando há suspeita, são solicitados exames complementares:

  • Ultrassonografia escrotal e abdominal;
  • Radiografias;
  • Hemograma completo;
  • Biópsia e análise histopatológica.

O tratamento principal é cirúrgico, com remoção do testículo afetado (orquiectomia). Em casos de tumores com comportamento mais agressivo, como o sertolioma, pode ser indicada a quimioterapia para prevenir metástases.

O acompanhamento após a cirurgia é essencial para garantir o sucesso do tratamento e evitar recidivas.

Prevenção da neoplasia testicular em cães

A castração é a principal forma de prevenção da neoplasia testicular em cães, além de contribuir para o controle populacional e redução de comportamentos indesejados.

Outras medidas importantes incluem:

  • Realizar exames periódicos, especialmente em cães idosos;
  • Observar mudanças no comportamento ou aparência do pet;
  • Procurar atendimento veterinário ao menor sinal de anormalidade.

Conclusão

A neoplasia testicular em cães é uma condição que exige atenção, especialmente em machos idosos e não castrados. Embora alguns tumores sejam benignos, todos devem ser avaliados por um médico veterinário. A castração é a principal forma de prevenção e deve ser considerada precocemente, sobretudo em casos de criptorquidismo. As consultas regulares e o monitoramento de qualquer alteração física ou comportamental ajudam no diagnóstico precoce e aumentam as chances de sucesso no tratamento. Cuidar da saúde reprodutiva do seu pet é um gesto de amor e responsabilidade que contribui para uma vida mais longa e com qualidade.

imagem: pexels


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