Nandina por que essa planta muda de cor e atrai sorte o ano todo
Ela começou como um detalhe tímido no canto da varanda da minha tia japonesa, mas aos poucos foi se tornando o centro das atenções. A Nandina domestica, conhecida também como bambu sagrado, tem esse poder silencioso de encantar. Muda de cor conforme as estações e carrega, segundo tradições orientais, uma energia de sorte, proteção e renovação. Se você nunca prestou atenção nela, prepare-se para se apaixonar por essa planta que é, ao mesmo tempo, ornamental, simbólica e extremamente fácil de manter.
A relação da nandina com a sorte vem de séculos atrás, no Japão e na China, onde ela é usada em rituais de proteção e equilíbrio energético. Seu nome em japonês é “nanten” (南天), que significa algo como “problemas virados”, já que se acreditava que a planta ajudava a transformar má sorte em boa sorte.
Por esse motivo, é comum vê-la plantada próximo à porta de entrada, em templos ou em vasos na sala de estar. Ela não apenas simboliza boa sorte, mas também transmite longevidade e renovação — tudo isso representado pelas transformações constantes de cor em suas folhas.
Um dos maiores espetáculos oferecidos pela nandina é seu ciclo de cores. Durante a primavera e o verão, as folhas são predominantemente verdes, com nuances jovens de vermelho nas pontas. Quando o outono chega, ela começa a se vestir com tons vibrantes de vermelho, laranja e até púrpura. Já no inverno, mesmo com temperaturas baixas, ela mantém essas cores vivas como se estivesse aquecendo o ambiente.
Essa transição acontece sem intervenção: é natural, autônoma e absolutamente encantadora. Para quem gosta de ter um “relógio das estações” no jardim, a nandina é uma escolha certeira.
Se a ideia é usar a planta como aliada energética — e não apenas estética —, o local onde ela será posicionada faz diferença. Segundo o Feng Shui, a nandina funciona melhor próxima à entrada da casa, pois atua como filtro de energias que vêm da rua. Ela neutraliza vibrações negativas antes mesmo de entrarem no ambiente.
Outra dica interessante é colocá-la no canto sudoeste do jardim ou varanda, que é associado à energia dos relacionamentos. Lá, ela ajuda a harmonizar os laços familiares e afetivos.
A nandina é extremamente resistente. Tolera tanto o sol pleno quanto a meia-sombra, adapta-se bem a diversos tipos de solo e suporta períodos curtos de seca. Ou seja: é a planta perfeita para quem quer beleza sem ter que se dedicar diariamente à jardinagem.
O único cuidado mais frequente é a poda, caso você queira controlar seu tamanho e estimular novas brotações. Fora isso, regas regulares e um adubo leve a cada três meses já são o suficiente para que ela se mantenha saudável e vibrante.
Muita gente acha que, por ter aparência de arbusto, a nandina só pode ser cultivada no solo. Mas ela se adapta super bem a vasos médios ou grandes, o que é uma vantagem para quem mora em apartamento ou quer colocá-la na entrada da casa. Uma dica importante: use um vaso com boa drenagem e substrato leve. Se o vaso for de cerâmica, o visual fica ainda mais harmonioso com o estilo oriental da planta.
Outro detalhe que aumenta o charme da nandina é sua frutificação. No fim do outono e começo do inverno, surgem pequenos cachos de frutinhos vermelhos — que não são comestíveis para humanos, mas viram um verdadeiro banquete para sabiás, sanhaços e outras aves urbanas.
Essas frutinhas também têm valor ornamental e trazem contraste com as folhas avermelhadas, o que transforma o visual da planta em uma obra de arte viva.
A nandina não é nativa do Brasil, mas se deu muito bem por aqui. É cada vez mais comum encontrá-la em projetos de paisagismo, especialmente em casas com pegada mais zen, varandas gourmet e jardins minimalistas.
E mesmo em ambientes mais rústicos ou modernos, ela oferece um ponto de suavidade e mutação constante. É como ter uma planta que responde ao tempo, às estações e até às emoções da casa, mudando junto com o que acontece ao redor.
Talvez o maior segredo da nandina seja justamente esse: ela nos ensina que mudar é natural — e belo. Que sorte é aquilo que a gente cultiva, cuida e deixa florescer no tempo certo. E que, às vezes, basta colocar uma planta no lugar certo para transformar a energia de uma casa inteira.
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