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Cachorro com medo de fogos de artifício? Veja como acalmar em 5 passos que fazem a diferença

Poucas coisas apertam mais o coração de quem ama um animal do que ver o cachorro tremendo de medo por causa dos fogos de artifício. Esse pavor é mais comum do que parece e, na verdade, está ligado à sensibilidade auditiva extrema dos cães. Enquanto para nós o som de uma queima de fogos é alto, para eles é quase insuportável — uma mistura de medo, confusão e sensação de ameaça iminente. Mas, com cuidado e estratégia, é possível transformar esses momentos de estresse em períodos mais tranquilos, mesmo durante festas e comemorações.

Como identificar o medo de fogos no cachorro

Saber reconhecer os sinais é o primeiro passo para ajudar o cachorro. Tremores, respiração ofegante, tentativas de fuga e até agressividade podem surgir quando ele escuta fogos. Alguns se escondem embaixo da cama, outros latem sem parar. Esse comportamento é uma forma de defesa, e ignorá-lo só agrava a sensação de desamparo.
O medo pode até causar taquicardia e problemas digestivos. Por isso, observar com atenção é essencial para intervir cedo e evitar que o pânico se torne um trauma permanente.

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1. Crie um refúgio seguro para o cachorro

Durante os fogos, o cachorro precisa de um espaço que o faça sentir protegido. Um quarto silencioso, com luz baixa e objetos familiares (como a caminha e brinquedos) ajuda a reduzir o impacto do barulho. Colocar uma música ambiente suave ou ligar a TV também pode disfarçar os sons externos.
Vale tapar frestas de portas e janelas com cobertores para abafar ruídos. Se ele quiser se esconder, permita. O instinto de procurar abrigo é natural e deve ser respeitado. Esse cantinho pode se tornar o “porto seguro” que ele vai procurar sempre que o barulho começar.

2. Evite reforçar o medo, mas ofereça presença

Muitos tutores cometem o erro de tentar “consolar” o cachorro durante os fogos com abraços e palavras de pena. Isso, na prática, reforça o comportamento de medo. A melhor atitude é manter a calma, agir naturalmente e ficar por perto, demonstrando segurança.
Quando o tutor transmite tranquilidade, o animal entende que não há perigo real. É um aprendizado gradual, mas poderoso. Toques leves e tom de voz sereno ajudam o cachorro a relaxar e a perceber que os fogos, embora barulhentos, não são ameaças.

3. Treine a dessensibilização aos sons

Com paciência, é possível ensinar o cachorro a reagir de forma mais controlada. A técnica de dessensibilização consiste em reproduzir sons de fogos em volume baixo e, aos poucos, aumentar a intensidade conforme ele se mostra confortável.
Durante o treino, ofereça petiscos e carinho sempre que ele se mantiver calmo. Assim, o som passa a ser associado a algo positivo. É um processo que exige constância, mas dá resultados duradouros. Muitos tutores relatam melhora significativa após algumas semanas de prática.

4. Use acessórios calmantes e técnicas naturais

Coleiras calmantes, feromônios sintéticos e até difusores aromáticos com lavanda podem ajudar o cachorro a se sentir mais tranquilo. O ideal é testá-los antes de uma ocasião com fogos, como o réveillon, para avaliar a eficácia.
Outro recurso útil é o thundershirt, uma faixa que envolve o corpo do animal com leve pressão, simulando o conforto de um abraço. Ela ajuda a reduzir a ansiedade, especialmente em cães de pequeno porte. Produtos naturais à base de camomila ou maracujá também podem auxiliar, desde que indicados pelo veterinário.

5. Consulte o veterinário se o medo for extremo

Em casos severos, o veterinário pode prescrever medicamentos ansiolíticos específicos para cães. Jamais ofereça remédios humanos — isso é perigoso e pode causar intoxicação.
Além dos remédios, o profissional pode orientar sobre terapias comportamentais e indicar o melhor plano de adaptação. O acompanhamento veterinário é essencial para cães que sofrem demais com barulhos, pois o estresse crônico pode comprometer o sistema imunológico e o bem-estar geral.

Reduzindo o impacto dos fogos de artifício no futuro

Cada vez mais cidades vêm adotando fogos silenciosos, uma medida que ajuda não só os cães, mas também idosos, autistas e bebês. Mesmo assim, enquanto os barulhentos existirem, a melhor defesa é a preparação.
Crie uma rotina de segurança: durante festas, feche as janelas, prepare o ambiente acolhedor e mantenha seu cachorro em casa. Lembre-se de colocar identificação na coleira, pois o medo pode fazê-lo tentar escapar.

Com paciência, afeto e estratégia, é possível ensinar o cachorro que os fogos não são inimigos. Ele confia em você para se sentir seguro — e, quando percebe que o tutor domina a situação, o medo perde força. A calmaria que antes parecia impossível começa a ser uma conquista diária.

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Fabiano

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