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Mulas como barriga de aluguel para outras espécies

Estudo no Paraná usa mulas como barriga de aluguel para outras espécies.

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Segundo os pesquisadores, que atuam em Londrina, no norte do estado, animais conseguem levar a gestação melhor do que as éguas, por exemplo.

Um estudo desenvolvido por uma universidade particular de Londrina, no norte do Paraná, usa mulas como barriga de aluguel para outras espécies. Segundo os pesquisadores, os animais conseguem levar a gestação melhor do que as éguas, por exemplo.

Mula é um bicho que nasceu da cruza de uma égua com jumento, ou seja, a mistura de um equino com asinino. Por conta da dificuldade genética resultante da cruza, a mula é estéril, mas, em Londrina, tem gerado filhotes.

“A gente consegue através da biotecnologia da reprodução a transferência de embrião. A gente consegue coletar o embrião de uma doadora, de uma jumenta que foi inseminada artificialmente por um jumento, e, depois de oito dias de evolução, a gente transfere o embrião para o útero de uma das mulas receptoras, que levam a gestação a termo”, explica Pedro Vitor Oliveira, veterinário que comanda o Departamento de Reprodução da universidade.

No local, há estrutura para inseminar equinos e iniciar o processo de gestação das mulas. “A nossa ideia foi criar um polo onde pudéssemos criar projetos e pesquisas visando melhoramento genético e desenvolvimento de biotecnologias ligada a equídeos”, diz.

Das 20 mulas que participam da pesquisa, 12 já pariram. A coordenadora do curso de medicina veterinária, Mariana Cosenza, diz estar otimista com os resultados do estudo.

“A pesquisa ainda está em andamento. Temos alguns produtos e agora vamos fazendo análises para aferir o que foi melhor, o que deu certo e quais foram as vantagens dessa criação. A gente vai montando os resultados para mostrar um ideal de animais altamente qualificados.”

Um dos experimentos incluiu animais gêmeos que foram gestados em úteros diferentes. Oliveira diz que o embrião transferido para a mula teve um desenvolvimento melhor do que o que permaneceu na égua.

“A diferença do parto foi de poucos dias e a gente vê que o desenvolvimento de um foi melhor na mula do que na égua. Não que o da égua tenha sido ruim, mas foi mais lento”.

O trabalho pretende disseminar ainda mais o uso das mulas nas propriedades e, no futuro, oferecer animais mais resistentes, saudáveis e que facilitem a lida no campo.

Fonte: G1 PR.

Otavio Culler

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