Preço do Milho surpreende produtores em várias regiões

O preço do milho saca de 60 kg varia de R$43 a R$69 no Brasil. Produtores devem ficar atentos às cotações e tendências que impactam a safra.

Para Quem Tem Pressa

O preço do milho saca de 60 kg está em queda em regiões produtoras como Mato Grosso (R$43,00), mas dispara no Sul, onde Porto Alegre chega a R$69,00. Produtor que se antecipa consegue negociar melhor e reduzir perdas.


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Preço do milho saca de 60 kg: panorama completo para o produtor

O preço do milho saca de 60 kg nunca foi tão relevante para o produtor rural. Mais do que uma simples cotação, ele representa o impacto direto na rentabilidade da lavoura, na tomada de decisão sobre armazenagem e até na definição de áreas para a próxima safra.

Hoje, as cotações variam fortemente entre as regiões. Enquanto cidades do Mato Grosso registram valores entre R$43,00 e R$46,00, o Sul do Brasil apresenta os maiores preços, ultrapassando R$68,00. Essa diferença de quase 60% preocupa e, ao mesmo tempo, abre oportunidades para produtores que sabem interpretar o mercado.

Preço do milho – saca de 60 kg

Paraná (PR)

  • Paranaguá — R$ 64,00
  • Campo Mourão — R$ 60,00
  • Cascavel — R$ 59,00
  • Maringá — R$ 60,00
  • Ponta Grossa — R$ 62,00
  • Guarapuava — R$ 61,00

São Paulo (SP)

  • São Paulo — R$ 63,28
  • Campinas — R$ 63,28
  • Sorocaba — R$ 57,33
  • Mogiana — R$ 58,84

Mato Grosso do Sul (MS)

  • Campo Grande — R$ 52,00
  • Dourados — R$ 52,00
  • Chapadão do Sul — R$ 48,00
  • Costa Rica — R$ 48,00

Mato Grosso (MT)

  • Rondonópolis — R$ 48,00
  • Campo Verde — R$ 46,00
  • Tangará da Serra — R$ 43,00
  • Sapezal — R$ 43,00
  • Sorriso — R$ 44,00
  • Lucas do Rio Verde — R$ 44,00

Goiás (GO)

  • Itumbiara — R$ 50,00
  • Rio Verde — R$ 50,00

Minas Gerais (MG)

  • Uberaba — R$ 55,00
  • Uberlândia — R$ 55,00
  • Unaí — R$ 57,00
  • Patos de Minas — R$ 55,00

Santa Catarina (SC)

  • Chapecó — R$ 68,00
  • Concórdia — R$ 68,00
  • Campos Novos — R$ 67,50
  • Canoinhas — R$ 65,00

Rio Grande do Sul (RS)

  • Erechim — R$ 66,00
  • Passo Fundo — R$ 66,00
  • Porto Alegre — R$ 69,00

Bahia (BA)

  • Luís Eduardo Magalhães — R$ 57,00

Onde o milho está mais valorizado

Produtores do Sul e do Paraná encontram um cenário positivo:

  • Porto Alegre (RS): R$69,00 por saca.
  • Chapecó e Concórdia (SC): R$68,00.
  • Paranaguá (PR): R$64,00, puxado pela demanda portuária.

Esses valores chamam a atenção de produtores locais, que conseguem margens mais interessantes mesmo com custos elevados de insumos. A proximidade dos portos e a forte presença da agroindústria elevam a cotação.


Onde o milho está mais barato

Já no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, o cenário é outro:

  • Tangará da Serra (MT): apenas R$43,00.
  • Sapezal (MT): R$43,00.
  • Sorriso e Lucas do Rio Verde (MT): R$44,00.

A grande produção da região pressiona os preços para baixo. Muitos produtores enfrentam o dilema de vender no mercado interno a preços reduzidos ou investir em armazenagem aguardando valorização.


O que influencia o preço do milho para o produtor

Diversos fatores impactam o preço do milho saca de 60 kg:

  • Logística e exportação: quem está perto de portos recebe mais. Paranaguá é um exemplo clássico.
  • Demanda interna: estados com cooperativas e indústrias de proteína animal pagam valores acima da média.
  • Safra e clima: produtividade maior tende a derrubar preços. Já a quebra de safra pressiona para cima.
  • Câmbio e exportações: dólar valorizado incentiva a exportação, elevando os preços internos.

O impacto direto no bolso do produtor

Para o produtor, cada real a mais ou a menos na saca pode significar dezenas de milhares de reais no fechamento da safra. Quem colheu no Mato Grosso, por exemplo, pode sentir forte aperto com preços abaixo de R$45,00. Já produtores do Sul têm maior tranquilidade para investir e planejar a próxima temporada.

💡 Nota com leve ironia: o mesmo frango que “canta de galo” na sua granja em SC pode estar comendo milho de luxo a R$68,00, enquanto o boi do MT engorda com milho de promoção a R$43,00.


Estratégias para o produtor não perder dinheiro

  1. Acompanhar as cotações diariamente: estar atento a relatórios de mercado ajuda a vender na hora certa.
  2. Usar armazenagem estratégica: segurar o grão quando o preço está em baixa pode trazer ganhos meses depois.
  3. Diversificar contratos: mesclar vendas no físico, barter e mercado futuro protege contra quedas bruscas.
  4. Olhar para o câmbio: dólar valorizado geralmente significa milho mais caro no Brasil.

Tendências para os próximos meses

Especialistas do mercado agrícola indicam que os preços devem seguir pressionados no Centro-Oeste, mas sustentados no Sul e Sudeste devido à demanda da agroindústria e exportações.

Produtores precisam estar atentos às previsões climáticas para a segunda safra, já que um clima desfavorável pode reduzir a produção e elevar os preços.


Conclusão

O preço do milho saca de 60 kg é hoje um dos principais termômetros da rentabilidade agrícola. Produtores do Sul comemoram cotações próximas a R$70,00, enquanto o Centro-Oeste enfrenta margens apertadas.

A recomendação é clara: acompanhar as cotações diariamente, entender os fatores que influenciam o mercado e agir com estratégia. Afinal, quem toma decisões rápidas consegue transformar a instabilidade em lucro.


Disclaimer

Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 19 de agosto de 2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.

Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

Douglas Carreson

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