preço do milho
O preço do milho varia drasticamente entre regiões brasileiras: enquanto em Santa Catarina a saca chega a R$ 68,50, no Mato Grosso ela cai para R$ 41,00. Acompanhar essas variações pode fazer toda a diferença para produtores, traders e até consumidores. Veja os principais valores atualizados e o que influencia essa disparidade.
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O mercado do milho brasileiro apresenta uma grande variação de preços, influenciada por fatores como logística, demanda local, exportação, safra e armazenagem. Confira os valores mais recentes por estado:
Região com boa infraestrutura e demanda de exportação, especialmente Paranaguá, puxando os preços para cima.
Proximidade com centros de consumo e indústrias de ração contribuem para manter o preço do milho elevado.
Região com produção expressiva, mas o custo de transporte ainda pesa.
Apesar de ser um dos maiores produtores, o preço do milho no MT é o mais baixo do país. Motivo? Logística complicada + excesso de oferta = preços espremidos.
Aqui, o valor é salgado. SC importa milho de outros estados para atender sua imensa produção de proteína animal.
Quando há safra cheia e armazéns abarrotados, o preço do milho tende a cair. Já nas entressafras ou quando o consumo aumenta (como na pecuária), os valores disparam.
Produtores próximos a portos como Paranaguá e Santos têm acesso mais fácil à exportação, o que puxa os preços para cima.
O dólar em alta estimula exportações, reduz a oferta interna e encarece o produto.
Fatores como fertilizantes, diesel e maquinário também influenciam a precificação final do grão.
Se você tem estrutura, armazenar milho na baixa e vender na alta pode ser estratégico. Mas atenção: o custo do armazenamento deve entrar na conta — não dá pra romantizar silo.
O acompanhamento do preço do milho deixou de ser uma preocupação apenas de grandes produtores ou cooperativas. Hoje, qualquer elo da cadeia — do agricultor familiar ao comprador industrial — precisa entender como os preços se formam e por que variam tanto entre as regiões do Brasil. Diferenças de até R$ 27 por saca, como vimos, podem impactar diretamente na competitividade de uma propriedade ou de um negócio.
Essa variação é fruto de uma combinação de fatores: distância dos portos, infraestrutura logística, oferta e demanda local, incentivos regionais, dólar e o próprio custo de produção. Estados como Mato Grosso apresentam os menores preços, devido à alta oferta e dificuldade logística, enquanto regiões como Sul e Sudeste, que consomem mais do que produzem, pagam mais caro pelo insumo.
Por isso, mais do que saber “quanto está o milho”, é essencial interpretar os motivos por trás dos preços — e antecipar movimentos de mercado. Planejar bem a venda ou a compra, negociar com base em dados confiáveis e considerar opções como armazenagem ou barter podem fazer a diferença no resultado financeiro ao final da safra.
Em um mercado cada vez mais volátil, quem acompanha os números com estratégia e visão ampla sai na frente.
Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.
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