Preço do Milho: Diferença de até R$ 27 entre estados

O preço do milho varia até 66% entre estados brasileiros. Veja os valores atualizados por cidade e o que influencia essa diferença.

Para Quem Tem Pressa

O preço do milho varia drasticamente entre regiões brasileiras: enquanto em Santa Catarina a saca chega a R$ 68,50, no Mato Grosso ela cai para R$ 41,00. Acompanhar essas variações pode fazer toda a diferença para produtores, traders e até consumidores. Veja os principais valores atualizados e o que influencia essa disparidade.


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Preços atualizados do milho (saca de 60 kg)

O mercado do milho brasileiro apresenta uma grande variação de preços, influenciada por fatores como logística, demanda local, exportação, safra e armazenagem. Confira os valores mais recentes por estado:

Paraná (PR)

  • Paranaguá: R$ 63,50
  • Campo Mourão: R$ 58,00
  • Cascavel: R$ 56,50
  • Maringá: R$ 58,00
  • Ponta Grossa: R$ 61,00
  • Guarapuava: R$ 60,00

Região com boa infraestrutura e demanda de exportação, especialmente Paranaguá, puxando os preços para cima.

São Paulo (SP)

  • São Paulo e Campinas: R$ 62,74
  • Sorocaba: R$ 57,59
  • Mogiana: R$ 59,82

Proximidade com centros de consumo e indústrias de ração contribuem para manter o preço do milho elevado.

Mato Grosso do Sul (MS)

  • Campo Grande e Dourados: R$ 52,00
  • Chapadão do Sul e Costa Rica: R$ 48,00

Região com produção expressiva, mas o custo de transporte ainda pesa.

Mato Grosso (MT)

  • Rondonópolis: R$ 46,00
  • Campo Verde, Sorriso, Lucas do Rio Verde: R$ 43,00
  • Tangará da Serra: R$ 41,00
  • Sapezal: R$ 42,00

Apesar de ser um dos maiores produtores, o preço do milho no MT é o mais baixo do país. Motivo? Logística complicada + excesso de oferta = preços espremidos.

Goiás (GO)

  • Itumbiara e Rio Verde: R$ 48,00

Minas Gerais (MG)

  • Uberaba, Uberlândia, Unaí, Patos de Minas: R$ 53,00

Santa Catarina (SC)

  • Chapecó: R$ 67,00
  • Concórdia: R$ 68,00
  • Campos Novos: R$ 68,50
  • Canoinhas: R$ 65,00

Aqui, o valor é salgado. SC importa milho de outros estados para atender sua imensa produção de proteína animal.

Rio Grande do Sul (RS)

  • Erechim, Passo Fundo: R$ 65,00
  • Porto Alegre: R$ 68,00

Bahia (BA)

  • Luís Eduardo Magalhães: R$ 55,00

O que influencia o preço do milho?

1. Oferta e demanda

Quando há safra cheia e armazéns abarrotados, o preço do milho tende a cair. Já nas entressafras ou quando o consumo aumenta (como na pecuária), os valores disparam.

2. Logística e acesso ao porto

Produtores próximos a portos como Paranaguá e Santos têm acesso mais fácil à exportação, o que puxa os preços para cima.

3. Exportações e mercado internacional

O dólar em alta estimula exportações, reduz a oferta interna e encarece o produto.

4. Custo de produção

Fatores como fertilizantes, diesel e maquinário também influenciam a precificação final do grão.


Dica do especialista: Vale a pena estocar?

Se você tem estrutura, armazenar milho na baixa e vender na alta pode ser estratégico. Mas atenção: o custo do armazenamento deve entrar na conta — não dá pra romantizar silo.


Considerações finais

O acompanhamento do preço do milho deixou de ser uma preocupação apenas de grandes produtores ou cooperativas. Hoje, qualquer elo da cadeia — do agricultor familiar ao comprador industrial — precisa entender como os preços se formam e por que variam tanto entre as regiões do Brasil. Diferenças de até R$ 27 por saca, como vimos, podem impactar diretamente na competitividade de uma propriedade ou de um negócio.

Essa variação é fruto de uma combinação de fatores: distância dos portos, infraestrutura logística, oferta e demanda local, incentivos regionais, dólar e o próprio custo de produção. Estados como Mato Grosso apresentam os menores preços, devido à alta oferta e dificuldade logística, enquanto regiões como Sul e Sudeste, que consomem mais do que produzem, pagam mais caro pelo insumo.

Por isso, mais do que saber “quanto está o milho”, é essencial interpretar os motivos por trás dos preços — e antecipar movimentos de mercado. Planejar bem a venda ou a compra, negociar com base em dados confiáveis e considerar opções como armazenagem ou barter podem fazer a diferença no resultado financeiro ao final da safra.

Em um mercado cada vez mais volátil, quem acompanha os números com estratégia e visão ampla sai na frente.

Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

Douglas Carreson

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Douglas Carreson

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