preço do milho
O preço do milho no Brasil varia fortemente: a saca de 60 kg vai de R$38,00 no Mato Grosso até R$70,00 em Santa Catarina. Confira onde o milho está mais barato ou mais caro para planejar melhor sua compra ou venda.
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Se tem algo que nunca fica parado no agronegócio é o preço do milho. Cada safra, clima ou notícia do mercado externo pode derrubar ou inflar as cotações. E, como mostram os números atuais, há lugares onde a diferença no preço chega a surpreendentes R$32 por saca.
Enquanto produtores e compradores de estados como Mato Grosso comemoram custos mais baixos, regiões do Sul e Sudeste enfrentam valores mais salgados. Mas afinal, por que tanta diferença?
No Paraná, um dos maiores polos produtores do país, o preço está assim:
Aqui, o mercado se mantém relativamente estável, mas já se percebe leve alta nas regiões portuárias, como Paranaguá, por conta da demanda de exportação.
No mercado paulista, também não sai barato:
A proximidade com grandes consumidores e custos logísticos explicam parte desses preços elevados.
Se alguém busca grão barato, o Mato Grosso é o lugar:
A abundância de produção e a distância dos portos contribuem para os menores preços do país. Aqui, é milho quase “no atacado”.
Em Campo Grande, Dourados, Chapadão do Sul e Costa Rica, o preço está estacionado nos R$50,00. O estado acompanha o ritmo do Centro-Oeste, mas com custos levemente mais altos que o vizinho Mato Grosso.
Mercado goiano segue estável, puxado pela oferta interna e demanda local.
O interior mineiro mantém preços médios, influenciados por custos logísticos e demanda da indústria.
Santa Catarina é, disparado, o estado com o milho mais caro do levantamento:
A forte demanda da suinocultura e avicultura catarinenses joga o preço lá em cima. Quem diria que o milho catarinense valeria quase o dobro do de Sapezal (MT)?
A situação no RS é semelhante à de SC: custos logísticos e demanda interna pesam no valor final.
Na Bahia, o preço do milho está intermediário, refletindo o equilíbrio entre oferta local e custos de transporte.
Quando se olha a planilha completa, é impossível não se espantar: há diferenças de até R$32,00 por saca entre estados. E isso impacta não só o bolso dos produtores, mas também toda a cadeia produtiva, do frango ao etanol de milho.
Aliás, não há nada mais “brasileiro” do que essas desigualdades regionais — até no milho a gente consegue ter contrastes dignos de novela.
Analistas acreditam que o preço do milho deve continuar volátil, especialmente com a incerteza climática e a disputa de áreas com a soja. Para quem precisa comprar ou vender, informação é tudo.
Se há uma lição neste levantamento é: olho aberto nas cotações locais — e, se possível, negocie bem o frete. Entre pagar R$38 ou R$70, há uma bela diferença que pode definir o lucro ou o prejuízo na fazenda.
Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.
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