Preço do milho: Variação entre R$ 41 e R$ 69 surpreende produtores

O preço do milho varia de R$ 41 a R$ 69 nas principais regiões do Brasil. Veja onde está mais barato e como isso afeta o mercado agrícola.

Para Quem Tem Pressa

O preço do milho em junho de 2025 oscila drasticamente entre as regiões do Brasil: de R$ 41,00 em Sorriso (MT) a R$ 69,00 em Concórdia (SC) e Porto Alegre (RS). Se você quer vender ou comprar, saiba agora onde estão as melhores oportunidades e o que esses valores dizem sobre o mercado.


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O que está acontecendo com o preço do milho?

Os produtores e compradores estão sentindo no bolso a diferença regional no preço do milho, que chega a quase 70% entre o valor mínimo e o máximo. Essa volatilidade é reflexo direto de fatores logísticos, demanda interna, exportações e, claro, clima.


Onde o milho está mais caro?

As cotações mais elevadas foram registradas nos estados do Sul e Sudeste. Confira:

Top 5 cidades com o milho mais caro:

  1. Porto Alegre (RS) – R$ 69,00
  2. Concórdia (SC) – R$ 69,00
  3. São Paulo (SP) – R$ 68,21
  4. Campinas (SP) – R$ 68,21
  5. Chapecó (SC) – R$ 68,00

Além do transporte mais caro até essas regiões, o alto consumo e a demanda da indústria de ração também explicam o valor elevado.


Onde está mais barato?

Por outro lado, o milho está bem mais em conta em algumas cidades do Mato Grosso, como:

Top 5 cidades com o milho mais barato:

  1. Sorriso (MT) – R$ 41,00
  2. Sapezal (MT) – R$ 42,00
  3. Tangará da Serra (MT) – R$ 42,00
  4. Campo Verde (MT) – R$ 47,00
  5. Lucas do Rio Verde (MT) – R$ 44,00

Esses valores refletem a grande oferta e o baixo custo de produção na região do cerrado mato-grossense.


O que isso significa para o produtor?

Se você é produtor no Centro-Oeste, a margem está apertada. Já no Sul, o desafio é manter o custo da ração sob controle. A diferença de quase R$ 28 entre as pontas do país pode influenciar até mesmo o fluxo de transporte e as decisões de venda antecipada.


Preço médio por estado (R$)

UFCidadePreço (R$)
PRParanaguá64,50
PRCampo Mourão60,00
PRCascavel62,00
PRMaringá60,00
PRPonta Grossa64,00
PRGuarapuava63,00
SPSão Paulo68,21
SPCampinas68,21
SPSorocaba64,92
SPMogiana64,83
MSCampo Grande55,00
MSDourados55,00
MSChapadão do Sul57,00
MSCosta Rica57,00
MTRondonópolis51,50
MTCampo Verde47,00
MTTangará da Serra42,00
MTSapezal42,00
MTSorriso41,00
MTLucas do Rio Verde44,00
GOItumbiara56,50
GORio Verde56,50
MGUberaba56,00
MGUberlândia56,00
MGUnaí61,00
MGPatos de Minas56,00
SCChapecó68,00
SCConcórdia69,00
SCCampos Novos68,00
SCCanoinhas67,00
RSErechim66,00
RSPasso Fundo66,00
RSPorto Alegre69,00
BALuis Eduardo Magalhães59,00

Considerações finais

O preço do milho continua sendo um termômetro importante da agropecuária brasileira. Monitorar essas variações é essencial para planejamento, lucro e competitividade – e quem sabe evitar surpresas desagradáveis. Ou agradáveis, dependendo de que lado da transação você está.


🧾 Conclusão

A análise dos preços do milho revela uma forte disparidade regional, com valores oscilando entre R$ 41,00 e R$ 69,00 por saca de 60 kg. Essa diferença de quase 70% entre os extremos do país evidencia o impacto de fatores logísticos, disponibilidade local, demanda industrial e infraestrutura.

Regiões do Centro-Oeste, com grande produção e escoamento ainda desafiador, apresentam os menores preços, enquanto o Sul e Sudeste, com maior demanda e custos operacionais mais altos, puxam a média para cima.

Para o produtor rural, isso significa que vender no lugar certo, na hora certa, pode fazer diferença significativa na rentabilidade. Já para compradores — especialmente do setor de ração e proteína animal — a gestão de custos se torna ainda mais estratégica diante dessa oscilação.

Em resumo: o preço do milho em junho de 2025 é um alerta e uma oportunidade. Monitorar o mercado com frequência e buscar alternativas logísticas pode transformar margem de lucro apertada em ganho competitivo.

Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

Douglas Carreson

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