Preço do Milho: Alta impacta o bolso do produtor
Confira o preço do milho nas principais cidades produtoras do Brasil e veja onde a saca de 60 kg está mais cara ou mais barata.
Para quem tem pressa:
O preço do milho varia fortemente entre as cidades e estados brasileiros. Enquanto a saca de 60 kg custa R$ 70,00 em Porto Alegre, em Tangará da Serra (MT) ela sai por apenas R$ 42,50. Confira o ranking completo e descubra se você está pagando muito — ou comprando bem.
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Panorama do mercado do milho em 2025
O preço do milho continua sendo um termômetro da economia agrícola brasileira. Em 2025, a saca de 60 kg revela disparidades gritantes: de R$ 42,50 em Tangará da Serra (MT) até R$ 70,00 em Porto Alegre (RS). Isso mesmo, quase 65% de diferença para o mesmo produto. Bem-vindo ao país das oportunidades — e das surpresas.
Preço do milho por estado e cidade
Abaixo, veja a média dos valores por estado e onde estão os extremos do mercado:
| UF | Cidade | Preço Compra (R$) |
|---|---|---|
| PR | Paranaguá | 66.00 |
| PR | Campo Mourão | 63.50 |
| PR | Cascavel | 63.00 |
| PR | Maringá | 63.50 |
| PR | Ponta Grossa | 65.00 |
| PR | Guarapuava | 62.00 |
| SP | São Paulo | 69.26 |
| SP | Campinas | 69.26 |
| SP | Sorocaba | 69.17 |
| SP | Mogiana | 68.81 |
| MS | Campo Grande | 55.00 |
| MS | Dourados | 55.00 |
| MS | Chapadão do Sul | 54.50 |
| MS | Costa Rica | 54.50 |
| MT | Rondonópolis | 50.00 |
| MT | Campo Verde | 47.50 |
| MT | Tangará da Serra | 42.50 |
| MT | Sapezal | 43.00 |
| MT | Sorriso | 44.00 |
| MT | Lucas do Rio Verde | 44.00 |
| GO | Itumbiara | 63.00 |
| GO | Rio Verde | 63.00 |
| MG | Uberaba | 57.75 |
| MG | Uberlândia | 57.75 |
| MG | Unaí | 60.00 |
| MG | Patos de Minas | 60.00 |
| SC | Chapecó | 67.00 |
| SC | Concórdia | 68.00 |
| SC | Campos Novos | 66.00 |
| SC | Canoinhas | 65.00 |
| RS | Erechim | 66.00 |
| RS | Passo Fundo | 66.00 |
| RS | Porto Alegre | 70.00 |
| BA | Luis Eduardo Magalhães | 60.00 |
O que influencia tanto no preço do milho?
Logística, demanda local, exportações via portos e — claro — o bom e velho custo Brasil. Quando a soja brilha ou o dólar dança, o milho entra no compasso (ou sai dele). A falta de armazenagem em algumas regiões também força a venda em momentos de baixa.
Vale a pena comprar ou vender agora?
Se você está em uma região como o Centro-Oeste, onde o preço do milho está em baixa, pode ser uma boa hora para estocar. Já no Sul e Sudeste, a dica é comparar com os custos de frete antes de se animar com a venda. Ah, e se alguém disser que “milho é tudo igual”, mostre essa tabela e prepare-se para ver um produtor indignado.
Conclusão
O preço do milho nunca foi apenas um número — ele reflete uma cadeia complexa de fatores econômicos, logísticos e climáticos que afetam diretamente o produtor rural, o consumidor urbano e até as exportações brasileiras. Em 2025, o cenário segue marcado por fortes oscilações regionais: enquanto cidades do Sul e Sudeste apresentam valores mais altos, o Centro-Oeste oferece oportunidades de compra mais vantajosas — embora também enfrente desafios como transporte e armazenagem.
Mais do que observar os números, é essencial entender o contexto. A demanda por milho segue aquecida, impulsionada por setores como ração animal, etanol de milho e exportações. Ao mesmo tempo, os custos de produção e a volatilidade do câmbio tornam o planejamento ainda mais necessário.
Se você é produtor, comerciante ou apenas acompanha o agronegócio, monitore constantemente o mercado. Aproveitar momentos de baixa para estocar, buscar negociações regionais mais vantajosas e diversificar canais de venda são estratégias que fazem diferença no fim do mês — e no fechamento do ano.
No fim das contas, milho pode até parecer um grão simples, mas o impacto que ele causa na economia agrícola é enorme. Então, da próxima vez que alguém perguntar “como está o milho?”, pense bem antes de responder. Pode parecer só uma conversa de lavoura, mas ela carrega muito mais do que uma espiga: carrega decisões estratégicas, renda e futuro.
Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

