milho seco
O preço do milho em maio de 2025 mostra forte disparidade regional. Enquanto Mato Grosso registra valores abaixo de R$ 53 por saca de 60 kg, São Paulo e Rio Grande do Sul ultrapassam os R$ 74. A pressão da colheita, logística e demanda regional explicam as variações.
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Mato Grosso segue como o estado com menor preço do milho, reflexo direto da colheita farta e do escoamento limitado:
Com a grande oferta e gargalos logísticos, a saca de milho é vendida praticamente no “preço de banana” – e olha que banana está cara!
Em outras regiões do Centro-Oeste, o preço do milho mostra reação:
A recuperação se deve ao avanço do consumo interno e à perspectiva de exportações mais firmes no segundo semestre.
No Paraná, o mercado é competitivo e estável, com destaque para Paranaguá, porta de saída para exportações:
A boa estrutura logística do estado ajuda a manter o preço do milho mais elevado.
Se há um lugar onde o produtor vende milho com sorriso no rosto, é em São Paulo:
A forte demanda da indústria e a posição geográfica elevam os preços para a elite do mercado.
Santa Catarina e Rio Grande do Sul mantêm o preço do milho entre os maiores do país:
Santa Catarina:
Rio Grande do Sul:
Indústrias de proteína animal sustentam a alta nas cotações.
Minas Gerais:
Bahia:
O consumo regional e a menor oferta explicam a valorização.
O panorama do preço do milho em maio de 2025 escancara as desigualdades logísticas, produtivas e de demanda entre as regiões brasileiras. De um lado, o Mato Grosso vive uma verdadeira pressão baixista, com excesso de oferta e dificuldade de escoamento, fazendo com que a saca de 60 kg atinja valores mínimos ao redor de R$ 51,00. Do outro, estados como São Paulo e Rio Grande do Sul registram valores superiores a R$ 74,00, impulsionados por forte demanda industrial e maior poder de barganha no transporte e comercialização.
A valorização do milho no Sul e Sudeste também reflete a concentração de grandes indústrias de proteína animal e de processamento, que continuam puxando a cotação para cima. Já no Centro-Oeste, especialmente fora de MT, observa-se um mercado tentando reagir, com Goiás e Mato Grosso do Sul já apresentando preços mais competitivos.
Essa disparidade traz tanto desafios quanto oportunidades. Para o produtor mato-grossense, o desafio está em encontrar alternativas de logística ou armazenamento que permitam postergar a venda e buscar melhores preços. Já os produtores de outras regiões podem aproveitar o momento para negociar contratos futuros ou antecipar vendas com margens mais vantajosas.
Além disso, o cenário pode impactar diretamente os custos de produção na pecuária e na avicultura, elevando os custos da ração em estados com milho caro, enquanto aqueles com acesso a grãos mais baratos podem ganhar vantagem competitiva.
Nos próximos meses, fatores como o clima, o câmbio e o ritmo das exportações serão decisivos para definir se os preços se estabilizarão ou continuarão oscilando com intensidade. Por ora, a principal mensagem é clara: em 2025, o milho continua sendo um termômetro da economia agrícola nacional — e cada região está sentindo essa temperatura de forma diferente.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
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