Preço do milho surpreende e já pressiona o bolso do produtor
O preço do milho varia de R$ 51 a R$ 74 por saca de 60 kg em maio. Veja as cotações por estado e entenda os movimentos do mercado.
Para quem tem pressa:
O preço do milho em maio de 2025 mostra forte disparidade regional. Enquanto Mato Grosso registra valores abaixo de R$ 53 por saca de 60 kg, São Paulo e Rio Grande do Sul ultrapassam os R$ 74. A pressão da colheita, logística e demanda regional explicam as variações.
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Acompanhe aqui todas as nossas cotações
📉 Preço do milho em Mato Grosso: o piso do mercado
Mato Grosso segue como o estado com menor preço do milho, reflexo direto da colheita farta e do escoamento limitado:
- Sapezal: R$ 51,00
- Sorriso: R$ 51,00
- Tangará da Serra: R$ 52,00
- Campo Verde: R$ 53,00
- Lucas do Rio Verde: R$ 53,00
- Rondonópolis: R$ 57,00
Com a grande oferta e gargalos logísticos, a saca de milho é vendida praticamente no “preço de banana” – e olha que banana está cara!
🚜 Preço do milho no Centro-Oeste: leve recuperação fora de MT
Em outras regiões do Centro-Oeste, o preço do milho mostra reação:
- Campo Grande (MS): R$ 59,00
- Dourados (MS): R$ 59,00
- Chapadão do Sul (MS): R$ 60,00
- Costa Rica (MS): R$ 60,00
- Itumbiara (GO): R$ 67,00
- Rio Verde (GO): R$ 67,00
A recuperação se deve ao avanço do consumo interno e à perspectiva de exportações mais firmes no segundo semestre.
🌽 Preço do milho no Paraná: equilíbrio e competitividade
No Paraná, o mercado é competitivo e estável, com destaque para Paranaguá, porta de saída para exportações:
- Paranaguá: R$ 72,00
- Ponta Grossa: R$ 70,00
- Guarapuava: R$ 67,00
- Campo Mourão / Maringá: R$ 66,00
- Cascavel: R$ 65,00
A boa estrutura logística do estado ajuda a manter o preço do milho mais elevado.
💼 São Paulo lidera o preço do milho no país
Se há um lugar onde o produtor vende milho com sorriso no rosto, é em São Paulo:
- São Paulo (capital): R$ 74,01
- Campinas: R$ 74,01
- Sorocaba: R$ 74,11
- Mogiana: R$ 70,80
A forte demanda da indústria e a posição geográfica elevam os preços para a elite do mercado.
🧀 Sul do Brasil: milho valorizado e competitivo
Santa Catarina e Rio Grande do Sul mantêm o preço do milho entre os maiores do país:
Santa Catarina:
- Concórdia: R$ 72,00
- Chapecó: R$ 71,00
- Campos Novos: R$ 71,00
- Canoinhas: R$ 71,50
Rio Grande do Sul:
- Porto Alegre: R$ 73,00
- Erechim / Passo Fundo: R$ 69,00
Indústrias de proteína animal sustentam a alta nas cotações.
🧭 Outras praças: preços moderados em MG e BA
Minas Gerais:
- Uberaba / Uberlândia / Patos de Minas: R$ 64,00
- Unaí: R$ 68,00
Bahia:
- Luís Eduardo Magalhães: R$ 70,00
O consumo regional e a menor oferta explicam a valorização.
🔗 Conclusão: A geografia do milho em 2025 expõe desafios e oportunidades
O panorama do preço do milho em maio de 2025 escancara as desigualdades logísticas, produtivas e de demanda entre as regiões brasileiras. De um lado, o Mato Grosso vive uma verdadeira pressão baixista, com excesso de oferta e dificuldade de escoamento, fazendo com que a saca de 60 kg atinja valores mínimos ao redor de R$ 51,00. Do outro, estados como São Paulo e Rio Grande do Sul registram valores superiores a R$ 74,00, impulsionados por forte demanda industrial e maior poder de barganha no transporte e comercialização.
A valorização do milho no Sul e Sudeste também reflete a concentração de grandes indústrias de proteína animal e de processamento, que continuam puxando a cotação para cima. Já no Centro-Oeste, especialmente fora de MT, observa-se um mercado tentando reagir, com Goiás e Mato Grosso do Sul já apresentando preços mais competitivos.
Essa disparidade traz tanto desafios quanto oportunidades. Para o produtor mato-grossense, o desafio está em encontrar alternativas de logística ou armazenamento que permitam postergar a venda e buscar melhores preços. Já os produtores de outras regiões podem aproveitar o momento para negociar contratos futuros ou antecipar vendas com margens mais vantajosas.
Além disso, o cenário pode impactar diretamente os custos de produção na pecuária e na avicultura, elevando os custos da ração em estados com milho caro, enquanto aqueles com acesso a grãos mais baratos podem ganhar vantagem competitiva.
Nos próximos meses, fatores como o clima, o câmbio e o ritmo das exportações serão decisivos para definir se os preços se estabilizarão ou continuarão oscilando com intensidade. Por ora, a principal mensagem é clara: em 2025, o milho continua sendo um termômetro da economia agrícola nacional — e cada região está sentindo essa temperatura de forma diferente.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

