Preço do Milho Atualizado: Panorama Nacional e Tendências do Mercado
Confira as cotações atualizadas do milho por estado, entenda os fatores que influenciam os preços da saca de 60 kg e veja as tendências do mercado.
O milho é um dos pilares do agronegócio brasileiro, com grande importância tanto para a alimentação humana quanto para a ração animal, além de seu uso industrial. Acompanhar o preço do milho é fundamental para produtores, cooperativas, agroindústrias e investidores. Neste artigo, trazemos uma análise completa e atualizada dos preços da saca de milho de 60 kg nas principais praças agrícolas do Brasil, com destaque para as variações regionais, os fatores que influenciam o mercado e as perspectivas para os próximos meses.
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Preço do milho por estado
Com base nas cotações mais recentes, os preços do milho variam significativamente entre os estados, refletindo as particularidades de oferta, demanda, logística e exportação de cada região. Abaixo, detalhamos os valores médios por praça:
Paraná (PR)
- Paranaguá: R$ 76,50
- Campo Mourão: R$ 74,00
- Cascavel: R$ 73,00
- Maringá: R$ 74,00
- Ponta Grossa: R$ 77,00
- Guarapuava: R$ 74,00
O Paraná segue como um dos principais estados produtores de milho no Brasil, com boa oferta interna, o que pressiona ligeiramente os preços para baixo em algumas regiões. No entanto, portos como Paranaguá registram preços mais elevados devido à proximidade com exportações.
São Paulo (SP)
- São Paulo: R$ 84,61
- Campinas: R$ 84,61
- Sorocaba: R$ 85,33
- Mogiana: R$ 79,78
Em São Paulo, os preços do milho permanecem entre os mais altos do país, puxados pela forte demanda da indústria e da cadeia de proteína animal. A logística favorece o escoamento rápido, o que também sustenta as cotações.
Mato Grosso do Sul (MS)
- Campo Grande: R$ 72,00
- Dourados: R$ 72,00
- Chapadão do Sul: R$ 72,50
- Costa Rica: R$ 72,50
Com colheita avançada e bom volume armazenado, o Mato Grosso do Sul apresenta preços mais baixos, principalmente nas regiões produtoras com fácil acesso às tradings.
Mato Grosso (MT)
- Rondonópolis: R$ 86,00
- Campo Verde: R$ 83,00
- Tangará da Serra: R$ 79,00
- Sapezal: R$ 80,00
- Sorriso: R$ 80,00
- Lucas do Rio Verde: R$ 79,00
Mesmo sendo o maior produtor de milho do Brasil, o Mato Grosso registra preços elevados em cidades como Rondonópolis, devido à logística de exportação via ferrovia e à alta demanda externa.
Goiás (GO)
- Itumbiara: R$ 79,50
- Rio Verde: R$ 79,50
Goiás mantém cotações estáveis, sustentadas pela boa qualidade do grão e pela presença de grandes consumidores locais, como indústrias de ração e confinamentos.
Minas Gerais (MG)
- Uberaba: R$ 78,00
- Uberlândia: R$ 78,00
- Unaí: R$ 72,00
- Patos de Minas: R$ 78,00
Em Minas Gerais, o preço do milho varia conforme a proximidade dos centros consumidores. Regiões mais distantes apresentam valores mais baixos, como é o caso de Unaí.
Santa Catarina (SC)
- Chapecó: R$ 78,00
- Concórdia: R$ 77,00
- Campos Novos: R$ 78,00
- Canoinhas: R$ 77,00
Santa Catarina, grande polo da suinocultura e avicultura, mantém preços altos devido à necessidade constante de abastecimento de milho para ração.
Rio Grande do Sul (RS)
- Erechim: R$ 77,00
- Passo Fundo: R$ 77,00
- Porto Alegre: R$ 81,00
No Rio Grande do Sul, os preços são influenciados pelo consumo interno e também pela logística de transporte até os portos, especialmente Porto Alegre.
Bahia (BA)
- Luís Eduardo Magalhães: R$ 75,00
Na Bahia, Luís Eduardo Magalhães se destaca como polo agrícola importante do MATOPIBA, com preços relativamente competitivos e produção voltada tanto para o mercado interno quanto para exportações.
Fatores que influenciam o preço do milho
Diversos fatores impactam o valor da saca de milho no mercado brasileiro:
- Oferta e demanda interna: A produção nas safras de verão e safrinha influencia diretamente os preços. Alta oferta tende a pressionar as cotações para baixo.
- Exportações: A demanda internacional, especialmente da China, é um dos principais motores de valorização do milho.
- Câmbio: A valorização do dólar frente ao real torna o milho brasileiro mais competitivo no mercado externo, incentivando exportações e reduzindo a oferta interna.
- Condições climáticas: Chuvas irregulares, geadas ou períodos de seca podem comprometer a produtividade e afetar os preços.
- Custos logísticos: O preço do frete, a disponibilidade de armazéns e a distância até os portos impactam diretamente no valor pago ao produtor.
Perspectivas para o mercado de milho em 2025
Com a colheita da segunda safra se aproximando, espera-se uma leve queda nos preços em algumas regiões devido ao aumento da oferta. No entanto, a demanda interna continua aquecida, especialmente pelo setor de proteínas animais. Além disso, as exportações seguem em ritmo forte, o que pode equilibrar a balança entre oferta e demanda.
Analistas também observam com atenção as negociações com novos mercados internacionais, como o México e países do Sudeste Asiático, que podem ampliar ainda mais o escoamento da produção brasileira.
Conclusão
Acompanhar o preço do milho por praça é essencial para a tomada de decisão no agronegócio. Seja para vender no momento certo, armazenar ou planejar o plantio, entender as oscilações do mercado pode representar maior lucratividade para o produtor. O Brasil segue como protagonista na produção e exportação de milho, e as cotações refletem esse protagonismo em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.
Imagem principal: Depositphotos.

