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Diferencial de Preços do Milho Cai ao Menor Nível Desde 2021

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Diferencial de preços do milho entre Sorriso e Paranaguá atinge mínima desde 2021 com alta demanda interna e fretes elevados. Veja a análise!


Para quem tem pressa:

O diferencial de preços do milho entre Sorriso (MT) e o Porto de Paranaguá (PR) atingiu o menor patamar desde 2021. A alta demanda interna e os baixos estoques impulsionaram os preços no interior do país, reduzindo a margem entre as praças mesmo com fretes em alta. A tendência é de manutenção desse cenário até a entrada do milho safrinha 2025.


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Diferencial de Preços do Milho Cai ao Menor Nível Desde 2021

Contexto histórico e importância de Sorriso e Paranaguá

O diferencial de preços do milho entre Sorriso (MT) e o Porto de Paranaguá (PR) normalmente acompanha de perto os custos de frete entre essas regiões. Essa dinâmica reflete o padrão de escoamento do milho da segunda safra brasileira, onde Sorriso lidera como o maior produtor nacional e Paranaguá se destaca como importante ponto de exportação.

Segundo o IBGE, Sorriso respondeu por 2,4% do milho colhido no país em 2023, enquanto Paranaguá se mantém como uma das principais saídas do grão para o mercado internacional. Essa correlação de preços entre interior e porto tem sido constante desde 2021, ano marcado por um profundo déficit na oferta do cereal.

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Recuo no diferencial entre 2024 e 2025

Desde o início de 2024 até março de 2025, observou-se uma ruptura nessa tendência. O diferencial médio de preços do milho se afastou do comportamento histórico e caiu de forma significativa, atingindo o menor patamar desde 2021. A causa principal foi a elevação expressiva da demanda interna, frente a estoques limitados.

Na reta final de março de 2025, o preço da saca de milho em Sorriso, segundo a referência DATAGRO, alcançou R$ 76,00, muito próximo ao recorde de R$ 78,50 registrado em 2021. Isso reduziu a diferença de preços entre o interior e o porto, mesmo com elevações também nos valores praticados em Paranaguá.

Alta nos preços internos e desestímulo à exportação

Apesar das valorizações portuárias, os preços internos subiram mais rapidamente, o que reduziu a competitividade das exportações. A paridade de exportação se tornou menos atrativa ao longo de 2024 e 2025, incentivando a comercialização no mercado doméstico, especialmente nas regiões centrais do Brasil.

Esse movimento reforça a força da demanda interna, que segue firme mesmo fora dos períodos tradicionais de colheita. Essa consistência tem sido um dos fatores-chave para o estreitamento do diferencial de preços do milho.

Impacto da colheita da soja no frete agrícola

Outro fator relevante é a colheita recorde de soja 2024/25, que aumentou significativamente o fluxo logístico no país. Com isso, as tarifas de frete se mantêm em níveis elevados, pressionando o escoamento do milho e contribuindo para o desalinhamento entre o frete e o diferencial de preços nas regiões analisadas.

O aumento na movimentação de grãos afeta diretamente a logística agrícola brasileira, dificultando o transporte competitivo de milho e fortalecendo a manutenção do produto no mercado interno.

Expectativas para os próximos meses

De acordo com a DATAGRO, os preços internos do milho, especialmente no Centro-Oeste, devem permanecer em patamares elevados até a entrada do milho safrinha 2025, prevista para junho. Até lá, o diferencial tende a seguir abaixo das médias observadas entre 2022 e 2024.

Essa perspectiva se sustenta na continuidade da demanda interna aquecida e na ausência de pressões relevantes sobre a oferta no curto prazo.


Conclusão

O comportamento recente do diferencial de preços do milho revela importantes transformações no mercado do cereal, influenciadas por fatores como demanda interna, estoques baixos, fretes pressionados e exportações menos competitivas. A tendência é que esse cenário se prolongue até a chegada do milho safrinha em meados de 2025.

Imagem principal: Depositphotos.


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