Microplásticos em Saquinhos de Chá: Impactos na Saúde e no Meio Ambiente
Para Quem Tem Pressa:
Cientistas descobriram que os saquinhos de chá comerciais liberam milhões de microplásticos e nanoplásticos durante a infusão. Essas partículas podem ser internalizadas pelas células intestinais humanas, atingindo até o sangue. Entenda os riscos e as soluções para reduzir a exposição a esses contaminantes.
Os saquinhos de chá, aparentemente inofensivos, podem estar contaminando sua bebida com milhões de microplásticos e nanoplásticos. Cientistas da PlasticHeal demonstraram como essas partículas são liberadas durante a infusão, podendo penetrar no sistema digestivo e atingir o sangue humano.
Como os Saquinhos de Chá Liberam Microplásticos?
Os pesquisadores identificaram que os saquinhos de chá feitos de materiais como náilon-6, polipropileno e celulose liberam bilhões de partículas quando aquecidos em água quente. Cada material reage de maneira diferente:
- Polipropileno: libera 1,2 bilhão de partículas por mililitro.
- Celulose: cerca de 135 milhões de partículas por mililitro.
- Náilon-6: 8,18 milhões de partículas por mililitro.
Técnicas avançadas, como microscopia eletrônica e espectroscopia de infravermelho, foram utilizadas para identificar e caracterizar essas partículas.
Efeitos na Saúde Humana
Estudos revelaram que microplásticos podem ser absorvidos pelas células intestinais humanas, alcançando até o núcleo celular, onde está o material genético. Isso aumenta a preocupação com os impactos a longo prazo, incluindo possíveis mutações celulares e doenças relacionadas.
Impactos Ambientais dos Microplásticos
A poluição por plásticos é uma crise ambiental global. Os saquinhos de chá contribuem significativamente para a liberação de micro e nanoplásticos no meio ambiente, afetando ecossistemas aquáticos e terrestres.
Soluções e Regulamentações Necessárias
Para reduzir a contaminação:
- Substituir saquinhos de chá de plástico por alternativas biodegradáveis.
- Criar políticas regulatórias que limitem o uso de plásticos em embalagens alimentares.
- Investir em métodos padronizados para avaliar a liberação de partículas em contato com alimentos.
imagem:pexels

