Suíno vivo chega a R$ 6,31/kg em SP e R$ 6,46/kg em MG na primeira semana de outubro. Carcaça especial também avança. Demanda interna e competitividade frente à carne bovina impulsionam o mercado. Confira.
PARA QUEM TEM PRESSA
- Em 06/10, o suíno vivo posto em São Paulo registrou alta diária de 3,27%, chegando a R$ 6,31/kg, com avanço de 9,17% no acumulado de outubro.
- Em Minas Gerais, o valor atingiu R$ 6,46/kg em 07/10, com variação diária de +1,89% — o maior preço entre os estados pesquisados.
- A carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo chegou a R$ 9,25/kg em 07/10, alta de 8,82% no mês.
- O diferencial de preço em relação à carne bovina mantém a carne suína competitiva, estimulando a substituição de proteínas no mercado interno.
- Nos estados do Sul, os valores são menores: SC R$ 5,58/kg, RS R$ 5,62/kg e PR R$ 5,66/kg, todos a retirar da granja.
Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.
Acompanhe as cotações de soja, milho, boi gordo, vaca gorda, novilha gorda e boi China
Suíno vivo sobe até 3,27% em São Paulo e Minas Gerais na primeira semana de outubro
Os preços do suíno vivo apresentaram valorização acentuada nas praças de São Paulo e Minas Gerais nos dias 6 e 7 de outubro de 2026, conforme dados atualizados do Cepea/Esalq. O movimento acompanha a maior procura pela carne suína, favorecida pelo encarecimento da carne bovina no mercado varejista, e pela oferta controlada de animais prontos para abate. Enquanto os estados do Sul registram crescimento mais moderado, SP e MG despontam com os maiores valores pagos ao produtor.
Comportamento diferenciado por praça
Os valores do indicador Cepea/Esalq, referentes a 07 de outubro de 2026, mostram clara divisão entre as regiões:
| Estado / Praça | Condição | Preço R$/kg | Variação diária |
|---|---|---|---|
| Minas Gerais | Posto | 6,46 | +1,89% |
| São Paulo | Posto | 6,31 | 0,00%¹ |
| Paraná | A retirar | 5,66 | +0,53% |
| Rio Grande do Sul | A retirar | 5,62 | +0,54% |
| Santa Catarina | A retirar | 5,58 | +0,36% |
¹ Dado de 06/10/2026 registrou alta de +3,27% no dia anterior. Fonte: Cepea/Esalq — Atualizado em 07/10/2026
São Paulo havia registrado alta de 3,27% no dia 06/10, levando o preço de R$ 6,11/kg para R$ 6,31/kg — valor que se manteve no dia seguinte. No acumulado do mês até 07/10, a alta em SP alcança 9,17%.
Já Minas Gerais apresentou o maior valor nominal do levantamento: R$ 6,46/kg, com elevação de 1,89% em relação à véspera.
Nos estados do Sul, os ganhos são mais modestos, mas consistentes. Santa Catarina, maior produtor nacional, registrou R$ 5,58/kg (+0,36% no dia), com valorização de 6,29% desde o início de outubro.
Carcaça especial também avança
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada a **R$ 9,25/kg** em 07/10, com variação diária de +1,43% e alta acumulada de 8,82% no mês. Dados da Scot Consultoria, referentes a 08/10/2026, apontam a carcaça especial a R$ 10,00/kg, com variação de +2,04% no período.
Esse movimento confirma que a valorização não se restringe ao animal vivo: o produto final acompanha a pressão de custo da matéria-prima.
Por que os preços sobem agora?
A dinâmica é impulsionada principalmente pela demanda interna, que encontra na carne suína alternativa mais acessível diante dos preços elevados da carne bovina. O diferencial entre as carcaças bovina e suína atingiu patamar que estimula a substituição de proteínas nos açougues e supermercados.
Além disso, os produtores têm mantido oferta ajustada, evitando sobrecarga no mercado e sustentando os preços. Não há indicação de aumento expressivo nas exportações como fator principal deste movimento específico de curto prazo.
Cenário para o produtor
A disparidade entre os estados merece atenção: enquanto o produtor paulista e mineiro recebe valores acima de R$ 6,30/kg (posto), o produtor catarinense recebe cerca de R$ 5,58/kg, retirando o animal da granja. A diferença reflete custos de logística, proximidade com o mercado consumidor e estrutura de comercialização própria de cada região.
Para os próximos dias, a persistência da alta dependerá da manutenção da demanda no varejo e do ritmo de abate. A reposição de estoques por parte de atacadistas e frigoríficos pode dar continuidade aos ganhos, mas qualquer recomposição mais intensa da oferta deve conter as valorizações.
Fontes
- Cepea/Esalq — Indicador do Suíno Vivo, dados de 06 e 07/10/2026
- Scot Consultoria — Carcaça Especial Suína, 08/10/2026
- Notícias Agrícolas — Cotações de suínos, 07/10/2026
- Trilha Econômica — Suíno vivo em São Paulo, 07/10/2026
- SiteBarra — Carcaça suína especial, 07/10/2026
- Imagem principal: Depositphotos
