Mercado da soja parado em todo o Brasil

Mercado brasileiro da soja paralisado no Brasil.

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RIO GRANDE DO SUL: Com o fortalecimento do óleo, esmagadoras tem preço melhor

O mercado de soja do Rio Grande do Sul está sendo marcado por dominância das esmagadoras. Dia após dia elas representam parte maior do mercado e as tradings migram para os prêmios norte-americanos. O preço da soja para entrega em setembro e pagamento em abril/maio foi cotado a R$185,00 CIF Porto, melhora de R$2,50/saca em relação as últimas indicações.

Os preços de pedra, CIF Panambi foram cotados em R$158,00/saca, sendo uma manutenção em relação as indicações anteriores. No mercado de lotes, os melhores valores do dia podem ser vistos na tabela acima. O pregão de hoje marcou consistência e o ritmo de valorização do óleo de soja acabou por deixar os contratos mais próximos da soja in natura. Apesar disso, os negócios não andaram bem, cerca de 6.000 toneladas foram vendidas, valor próximo aos mínimos de manutenção estrutural. A comercialização total, no entanto, avança dentro das estimativas dos especialistas e já chega a 67,5% para todo o Estado.

SANTA CATARINA: Preços sobem um pouco, mas mercado continua travado

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado. Os volumes da região são bastante reduzidos e não há muita presença por parte do produtor. Dito isso, com os prêmios agindo de forma negativa, somados ao dólar em queda, as cotações de Chicago não tiveram força para valorizar as cotações internas o suficiente para chamar a atenção do produtor.

Os preços no porto de São Francisco do Sul para hoje foram cotados em R$172,50, marcando evolução de 50 centavos em relação a ontem. Ademais, nenhum volume foi vendido e a região continua sendo referência na ideia de “sem parâmetros”, não se sabe quanto é necessário para que volumes passem a andar para pagamentos mais próximos, sabe-se apenas que sacas a R$180,00 para pagamento em dezembro, não representam um acordo bom o suficiente para o produtor defensivo.

PARANÁ: Sem negócios, mercado trava com a queda do dólar

Mercado marca perdas maiores no dia de hoje, o porto de Paranaguá foi o que marcou a perda mais expressiva, tendo ficado em bases 1,15% menores do que as anteriores, as demais regiões, com exceção de Ponta Grossa também passaram por perdas de valor, espera-se que se os valores subirem próximos a R$180,00 exista alguma resposta, mas nesse momento de mudança de ciclo de mercado a volatilidade estará alta por mais algum tempo, afastando as ideias dos preços ideais.

Futuros Paranaguá 2021: Setembro com 30/10 foi cotado a R$171,50, mudança de R$1,20 em relação aos últimos valores.

Futuros Paranaguá 2022: fevereiro com 30/03 foi cotado a R$160,00, perda de R$1,30. No março com 30/04, as cotações foram de R$160,00, marcando manutenção em relação as últimas indicações. Lembrando, esses preços representam momentos próximos as 10:30 da manhã e não os valores de fechamento.

MATO GROSSO DO SUL: Preços de lotes se seguram, dia sem negócios, mas sem volatilidade

O mercado do Mato Grosso do Sul contou com manutenção em relação aos valores de ontem. Embora os preços de hoje tenham sido iguais aos preços anteriores, o resultado do mercado não foi o mesmo, a firme demanda segurou os valores, mas o clima é de baixa e diante da insegurança o mercado se esvazia. Sabe-se que a presença das tradings e cerealistas é mais forte no MS e o mercado continua sendo sustentado por essas estruturas diferente das demais regiões que estão abrindo foco para os moinhos.

O principal problema para que volumes sejam vendidos é de fato a oferta por parte do produtor que quer assegurar lucros máximos e tende a sumir do mercado nos menores indícios de negatividade. Hoje, nenhum volume foi vendido.

MINAS GERAIS: Nada novo em Minas Gerais, não há oferta

Os volumes restantes permanecem sendo os mesmos, nada foi feito. Os volumes segurados no Estado permanecem em cerca de 5% da produção total. O produtor que ainda guarda seus volumes, está pedindo R$170,00 pela saca de soja, mas com as quedas de hoje, as melhores ofertas recebidas ficam próximas de R$163,00, isso se de fato houve alguma oferta, visto que a ausência do produtor é absoluta.

As ofertas atuais são inferiores as ideias mínimas do produtor em ao menos R$7,00. Nenhum negócio de soja foi feito no Estado em mais uma quarta-feira, continuando a sexta semana segurando os volumes disponíveis, em breve serão dois meses sem vender soja.

Fonte: T&F Agroeconômica.

Cristina Crispa

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