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Mercado bovino: tendências para o segundo semestre de 2023

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Período será marcado por abate de fêmeas, necessidade de absorção da demanda interna e cautela nas negociações para garantir resultados positivos

Impulsionado pela demanda crescente, pela expansão econômica, pela exportação e por políticas governamentais, o mercado bovino brasileiro segue uma tendência de crescimento, com prospecções positivas para o segundo semestre de 2023; no entanto, é preciso ter cautela para compreender os fatores que influenciam as estimativas.

A expectativa é que o país mantenha a liderança nas exportações, cumprindo o estimado de cerca de 33,6 milhões de abates de bovinos, feito em março deste ano. Os preços competitivos e a capacidade produtiva, quando comparados a outros países, auxiliam no crescimento, uma vez que a queda nos preços da carne bovina leva essencialmente ao consumo da população. 

Mas é preciso realizar um resgate das situações do mercado, pois vale ressaltar que, no primeiro semestre de 2023, o mercado foi influenciado por diversos fatores, desde a exportação de carne para a China até a inversão do ciclo pecuário, referente à alternância de fases entre oferta e demanda, o que acarreta uma mudança na ordem habitual das fases de alta e baixa do mercado bovino.

Nesse sentido, considerando esses fatores, os preços foram afetados e a rentabilidade dos pecuaristas também. Já no segundo semestre, há uma nova tendência na oferta de animais e na dinâmica de preços, o que leva aos produtores a busca por proteções das variações, mas os contratos na bolsa de mercadorias têm mostrado sinais positivos para esse período.

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Embora a China seja um mercado crucial para as exportações brasileiras de carne bovina, o Brasil também possui a capacidade de exportar para outros países ao redor do mundo. Adotando uma estratégia de diversificação, reduzindo a dependência e garantindo o giro e a sustentabilidade do setor. 

Nesse sentido, o Ministério da Agricultura mencionou possíveis novos destinos de exportação, dentre eles a Coreia do Sul e o Japão, que já avaliam as compras possíveis. As condições favoráveis das pastagens neste momento oferecem boas possibilidades de negociações aos pecuaristas, que precisam aproveitar o momento.  

Mas é preciso frisar que o segundo semestre será marcado pelo maior abate de fêmeas, posto que a pressão do descarte é mais profunda até a chegada da seca, o que requer delicadeza nas negociações; além disso, a demanda do mercado interno precisa absorver a oferta de carne bovina para que seja possível manter o equilíbrio.  
No entanto, é necessário, sobretudo, garantir a saúde e o bem-estar dos animais, por isso os profissionais formados na faculdade de veterinária desempenham um papel fundamental nesse mercado, pois possuem os conhecimentos e as habilidades específicas que são essenciais para garantir esse bem-estar e influenciar positivamente nas negociações.

Fonte: Thaís Cal e imagem: iStock


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