medicina fetal
A história da menina que nasceu duas vezes parece impossível, mas aconteceu: ainda no útero, ela foi operada para retirar um tumor raro e voltou para a barriga da mãe até nascer “de novo” meses depois.
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Pode parecer exagero de manchete… mas não é. Existe, sim, um caso real em que uma bebê “nasceu”, foi devolvida ao útero e depois nasceu de novo. A história da menina que nasceu duas vezes virou símbolo do avanço da medicina fetal e deixou até os médicos sem palavras (o que já é um feito raro por si só).
A pequena Lynlee Boemer passou por uma das cirurgias fetais mais complexas do mundo para sobreviver. Um procedimento que envolve riscos gigantescos, precisão cirúrgica milimétrica e a coragem de uma mãe que topou colocar o próprio corpo em risco para salvar sua filha.
A seguir, você vai entender como tudo aconteceu, por que essa operação foi necessária e quais os impactos desse tipo de cirurgia na medicina atual.
Em outubro de 2015, Margaret Boemer descobriu que estava grávida de gêmeos. Mas, infelizmente, sofreu um aborto espontâneo e perdeu um dos bebês. Ainda assim, um feto sobreviveu — e era uma menina.
A notícia veio como alívio. Margaret já era mãe de duas crianças e comemorou ao saber que teria mais uma filha. Ela e o marido escolheram o nome Lynlee em homenagem às avós da bebê.
Só que a felicidade durou pouco.
Durante um ultrassom, ainda no início da gestação, o casal percebeu algo incomum. Parecia haver outra “cabeça” na imagem. A técnica não explicou muito e chamou o médico imediatamente.
Era o começo de uma corrida contra o tempo.
Os médicos descobriram que Lynlee tinha um teratoma sacrococcígeo, um tipo de tumor que cresce na região do cóccix, bem na base da coluna.
Esse é o tumor mais comum em fetos e recém-nascidos, porém ainda é extremamente raro: aparece em aproximadamente 1 a cada 35 mil gestações.
Além disso:
No caso de Lynlee, o problema era ainda mais crítico: o tumor estava “roubando” sangue do corpo da bebê, forçando o coração a trabalhar demais. Isso elevava drasticamente o risco de falência cardíaca.
E como o tumor já aparecia grande com apenas 16 semanas de gravidez, os médicos alertaram que era grave.
A recomendação mais “óbvia” do ponto de vista médico foi dura: interromper a gestação.
Depois de já ter perdido um bebê na mesma gravidez, Margaret ficou devastada com a possibilidade de perder mais uma vez.
Ela e o marido começaram a pesquisar alternativas, e foi aí que descobriram um caminho raríssimo: cirurgia fetal.
Esse tipo de cirurgia é extremamente delicado porque envolve operar um bebê ainda dentro do útero — literalmente mexendo na vida antes do nascimento.
Nos Estados Unidos, apenas poucos hospitais tinham capacidade para fazer isso. Um deles era o Hospital Infantil do Texas, justamente onde a família vivia.
E foi lá que eles conheceram o médico Oluyinka Olutoye, um cirurgião fetal experiente que explicou uma verdade simples (e assustadora):
Sem intervenção, Lynlee provavelmente não sobreviveria.
A chance de vida estimada era de 50%.
Com cerca de 20 semanas de gestação, o tumor já tinha cerca de 8 centímetros — quase o tamanho do corpo do próprio bebê.
Mas não dava para operar de imediato, porque o corpo do feto ainda é extremamente frágil. O tecido é tão delicado que incisões e suturas se tornam um pesadelo cirúrgico.
Ao mesmo tempo, esperar era perigoso, pois o tumor continuava crescendo como se tivesse pressa (bem mais que todo mundo).
Quando chegou a 23ª semana, a situação piorou rapidamente, e a equipe médica decidiu operar imediatamente.
Foi uma cirurgia com cerca de 20 profissionais na sala. E o processo foi tão intenso que dá até ansiedade de ler:
Lynlee tinha somente 11 centímetros e pesava 530 gramas.
Foi necessário usar lentes de aumento para operar. Em determinado momento, a cirurgia precisou ser interrompida para uma transfusão de sangue: sem isso, ela não sobreviveria.
Nesse ponto, o termo menina que nasceu duas vezes deixou de ser metáfora.
Era literalmente isso.
A cirurgia foi bem-sucedida. O médico responsável disse que era uma honra participar de algo que muita gente nem sabe que é possível.
E soltou uma frase poderosa:
“As mães são as verdadeiras heroínas.”
Porque sim… por mais que a tecnologia seja absurda, o corpo da mãe é o ambiente que torna tudo viável — e colocar isso em risco exige uma coragem difícil de medir.
Após o procedimento, Margaret ficou em repouso absoluto durante o restante da gravidez.
A meta era atingir 38 semanas, mas como a gestação já era de alto risco, foi necessário adiantar o parto.
Em 6 de junho de 2016, Lynlee nasceu por cesariana com 36 semanas e 5 dias.
E dessa vez nasceu como qualquer bebê deveria nascer: chorando.
A mãe descreveu o momento como emocionante. Depois de tanta tensão, ouvir o choro foi como ouvir “vida” em forma de som.
Esse foi o segundo nascimento — e aí a história da menina que nasceu duas vezes se completou com perfeição.
Mas ainda faltava um último capítulo.
Com apenas 8 dias de vida, Lynlee passou por mais uma cirurgia para remover o que ainda restava do tumor.
A boa notícia: tudo ocorreu bem.
Mesmo assim, os médicos alertaram que o acompanhamento seria longo, porque esse tipo de tumor pode voltar. Ou seja: não é “curado e pronto, vida normal”.
É um processo contínuo de monitoramento.
Com quase dois anos de idade na época em que a história viralizou, Lynlee estava muito bem:
E talvez esse seja o detalhe mais impressionante: depois de tudo o que passou, ela virou uma criança alegre, cheia de energia e com uma vida que parecia impossível meses antes.
A mãe resume com uma frase simples:
“Eu não sabia que isso seria possível.”
E de certa forma, esse sentimento vale para o mundo todo.
Porque a história da menina que nasceu duas vezes não é apenas sobre medicina. É sobre esperança, insistência e aquele tipo de milagre que só acontece quando ciência e coragem trabalham juntas.
O avanço da cirurgia fetal tem permitido salvar bebês com condições antes consideradas inevitavelmente fatais.
Esse tipo de intervenção pode ser indicado em casos específicos como:
Quando comprometem circulação, órgãos ou coração.
Algumas situações podem ter correção parcial ainda no útero.
Quando esperar até o nascimento significa perder o bebê antes disso.
Mas é importante reforçar: não é algo simples, barato ou comum. Envolve estrutura hospitalar avançada, equipe altamente especializada e risco real para mãe e bebê.
Além do impacto da cirurgia, existe um motivo estratégico: a narrativa é praticamente perfeita para chamar atenção no Discover e em redes sociais.
Ela tem:
E sim… também tem uma manchete que parece clickbait, mas é verdadeira. O que é ainda melhor.
A história da menina que nasceu duas vezes se tornou viral justamente por isso: parece impossível, mas aconteceu.
Imagem principal: IA/Meramente ilustrativa.
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