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Mel brasileiro: queda de 20% nas exportações não abala crescimento

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Embora o primeiro trimestre de 2023 tenha marcado queda, o cenário para exportação ainda é promissor

No cenário mundial, o Brasil mostra-se como um dos principais produtores de mel. Isso ocorre em detrimento da própria geografia do país, considerando a diversidade de flora, as extensas áreas rurais e o excelente clima. Essa atmosfera transmuta um espaço ideal para a apicultura. 

Além disso, conforme os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o território brasileiro, no ano de 2020, ocupava o lugar de sétima maior potência em produção do mel no mundo, produzindo aproximadamente cerca de 44 mil toneladas do produto. Por conseguinte, é importante destacar que 70% dessa produção destina-se à exportação, ou seja, ao abastecimento do mercado internacional. 

Todavia, atualmente, o Brasil encontra-se na décima primeira colocação na produção, produzindo cerca de 51 mil toneladas. Sendo a China o maior produtor de mel do planeta, com 458 mil toneladas. Nesse sentido, é elementar destacar que esse setor está em expansão, em especial nos últimos anos. Esse aumento está intimamente ligado à crescente busca por produtos mais saudáveis e naturais. 

Mesmo assim, no primeiro trimestre desse ano, ocorreu uma baixa na exportação do produto. Na realidade, em um comparativo feito de janeiro e março de 2023, em relação ao ano de 2022 no mesmo período, percebeu-se que ocorreu uma redução de 21,5% na exportação de mel realizada pelo Brasil. Ainda assim, mesmo com essa redução, o cenário mostra-se promissor.

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Mercado externo favorece Brasil na exportação de mel

De acordo com o diretor da Efficienza, empresa de assessoria para o comércio exterior, Fábio Pizzamiglio “Temos uma oportunidade única na expansão da nossa produção, principalmente vislumbrando o mercado externo […], podemos romper as atuais barreiras do câmbio, principalmente considerando a valorização do real perante ao dólar. Mas tudo depende da produção nacional e da quantidade disponível para a exportação do produto”. 

Além disso, devemos considerar que, recentemente, os Estados Unidos aplicaram taxação no mel importado tanto da Argentina, Brasil, Índia, Ucrânia e Vietnã. No entanto, o Brasil foi o país que sofreu uma das maiores taxações, algo em torno de 9,38%, sendo a Índia o país com menor taxação, no valor de 6,48%. 

Se antes o Brasil precisava brigar em pé de igualdade contra Ucrânia, Vietnã e Argentina, hoje, por questões tarifárias, os concorrentes tornaram-se mais caros, deixando o cenário mais favorável para o Brasil. 

Portanto, pode-se dizer que, embora ocorreu redução na exportação no primeiro trimestre, o mercado ainda se mostra promissor para a exportação de mel. Por fim, é importante lembrar, também, que a armazenagem logística desempenha um papel essencial na exportação desse produto, para transportá-lo seguramente e com qualidade. Em vista disso, investir nesse processo é elementar para competir nesse mercado em ascensão. 

Fonte: Thaís Cal Imagem: iStock


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